quarta-feira, julho 06, 2011

Pueblo


Vincent van Gogh, A sesta, 1889/90, Musée d'Orsay, Paris.

Hay sonidos y rostros de campesinos

fatigados del labor inicuo,

de piel surcada por pigmentos de sol,

sin agua, sin un pedazo de pan,

durísimo que sea.

Se vislumbran mantos de gente

imberbe, desproporcionada, fea y sucia

de olor pestilente en el corazón de sueños

perfumados con la belleza de infancia.

Los sueños son gente y la gente,

de fea, casi se transforma en sinfonía

vibrante de notas de dolor matizada.

İ Mira! İ Adelante! İ Este es tu pueblo!

İ No vos avergoncéis de él!

İ Es él que se avergonzará de vosotros!

F.L.

segunda-feira, julho 04, 2011

pedras



Imagem retirada de http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://dcmusicaviva.org/

Há música no meu caminho e as pedras são de calcário:
desfazem-se à passagem das gentes.

domingo, julho 03, 2011

corridinho lisboeta

prazenteira sobe o rossio e contempla
as montras
olha os paparazzi de lado
não vá aparecer na primeira página
vai destruída mas de peles vestida
por fora
leva um sorriso postiço
que nem a melhor água francesa
tira
treinou-o tantos anos
acenos e multidões
mas vai despida
de emoções
ou melhor,
vai vestida de negrume carvão
quando se estatela no chão

F.L.

rasgado

o que eu daria por um pedaço de vida
só, rasgado, despedaçado e destemido
o que eu faria por uma nesga de sangue
desse que rejuvenesce as entranhas
e aquieta o espírito
quem eu degolaria pelo santo graal
da ilusão eterna
a que palcos subiria para te saber
mesmo que não te pudesse ter
a que profundezas desceria
somente para um vislumbre de
um odor que sendo carne
se materializa em espírito
e que sendo espírito da carne bebe

F.L.

sábado, julho 02, 2011

Vis



Paula Rego, Mulher-Cão, 1994.

Que vis expansiva é esta que sinto dentro de mim? Que gigante adormecido feito Adamastor habitava no topo de gárgulas de catedrais flutuantes em terrenos fosforescentes de ilusão? O que faço com esta força indómita que me leva ao infinito, que me conduz às portas da loucura e que de novo me abeira da normalidade do acontecer humano? Quem me conhece afinal, no mais fundo e num âmago que nem eu próprio conhecia?

Serás tu, na verdade, parente fiel que me segura a fronte caída e que por mim vela em noites de intensa febre e assintomáticas dores? Serás tu, irmão amado; tu sim, espécie de”herói por conta própria” como um dia escreveste? Para ti guardo o pecúlio acumulado com sacrifício. Com intenso sacrifício. Aquele que mais custa na vida, pois importou da vida desistir, ou ao menos de um segmento importante dela.

Erupção vulcânica de rochas basálticas. Tudo está a transformar-se. Mais verdadeiro, menos inquieto, mais seguro, de mim, de Ti, de todos. Depende-se um pouco menos das convicções externas. Afirma-se um pouco mais a pauta interna.

Os custos estarão para vir, a conta ter-se-á de pagar. Nessa altura recorrerei à fonte campesina das origens, à enxada de terras do Marão e correrei os vendilhões do templo. Haverá balanças injustas e desequilibradas pelo ar, moedas contrafeitas e grilhões de dor desapartados. Não haverá “choro e ranger de dentes”, pois de visão apocalíptica se não trata. Apenas uma rolha de um finíssimo champagne que se abre para ser bebido por bocas que se desejem abeirar do altar da partilha. Serão poucas as flutes servidas, mas o espaço do altar também é exíguo…

Peço-te uma cor



Wassily Kandinsky, Conjunto multicolor.

Dá-me um pouco de azul! Não te peço muito!

Apenas que me mires com o espelho do teu olhar.

Dá-me um tudo-nada de verde.

Sempre me interessei por entretecer cores misteriosas

com debruadas lantejoulas de vestidos em corpos subtis.

Dá-me um bocadinho de castanho! Do claro, acobreado.

Daquele matiz com que naturalmente o teu cabelo pintado foi.

Ouvi dizer que é a tonalidade mais sincera.

Uma cor pode ser sincera?

Ainda que os respectivos portadores nem sempre o sejam?

Dá-me algo de branco!

Da tua aura em geral.

Exalas tranquilidade

por cada poro delicado da tua pele de neve vestida.

Como anseio o branco… onde repousar após cada batalha

do acordar-deitar.

E… sim,

dá-me uma pincelada de negro,

apenas para o quadro real tornar.

Não que tenhamos de viver o e no negro, mas convém tê-lo ao pé.

Será como aqueles unguentos que perdem validade por falta de uso.

E lembrar-nos-á a felicidade que temos…

juntos!


F.L.

terça-feira, junho 28, 2011

Os gregos



Cartoon disponível em http://frogsmoke.com/page/85/.

Os gregos estarão loucos ao, muito ao invés, mais sãos do que todos os outros povos europeus e, uma vez mais, a dar um "exemplo histórico" uma vez mais? Se é certo que não pagar impostos, ser perdulário, desorganizado, ter serviços públicos bem pior que os nossos, não ter registos prediais e comerciais credíveis não são bons cartões de visita, de que adiantará ser, de novo, o "bom aluno da Europa"?
Apesar de tudo, parece-me o único caminho.

domingo, junho 26, 2011

The path



P.-A. Renoir, Le Moulin de la Galette, 1876, Musée d'Orsay, Paris.


Riding through the path of joy
laughing with you as if a toy
suddenly appeared on a river of trust,
giving you all one should and must.
Thrilling portions of unknown skies
disguised in tones of lively ties.
Dazzling marshmallows of pure love
in harmonies of carved cove
as an offer to the goddesses who turned me right
and allowed me to a naïf right
of being happy with all my sight!

F.L.

quinta-feira, junho 23, 2011

Inevitável


Quem cava a sua própria sepultura, depois não tem outro remédio.
E não há dúvida de que o CEJ necessita de ser repensado.
Não basta mudar as pessoas.

quarta-feira, junho 22, 2011

Capitalismo selvagem

"O dinheiro verga tudo"?

Paris toujours...


Passear em Paris no fim-de-semana... Idílico! Pena é ter de voltar... O Sacré Coeur pela noite, Montmartre, o Musée d'Orsay... Nunca é demais rever esses locais.
Em qualquer companhia, só mesmo lá se percebe, ainda que seja um regresso, que "we'll always have Paris"...

segunda-feira, junho 20, 2011

Nobilíssimo


Nobre povo, nação valente??

quarta-feira, junho 15, 2011

Cheira bem...


Vale mesmo a pena ir ao Santo António de Lisboa e deambular por Alfama, Bica, Bairro Alto e Mouraria!
A repetir!

Balancete

Acordei com flocos de sol na almofada,

entre raios de esperança na mesa posta do

pequeno-almoço glutão.

Vesti-me a sonhar com algodão doce

envolvido em xaropes vermelhinhos

de romãs e framboesas.

Deitei-me ao mundo em nuvens

de leveza e jurei que o dia

seria um eloquente exercício de Felicidade.

Afinal foi mais ou menos

normal, o dia!

A Felicidade q.b. e

a noite está aí.

A normalidade de um dia

atrás de outro,

o desfiar do tempo em direcção

ao infinito (dizem… E quem diz ao certo?).

Mesmo que seja finito,

há uma casa para onde regressar,

um regaço à espera,

uma mão estendida em

santidade oferecida.

Afinal, foi um bom dia!


F.L.

quinta-feira, junho 02, 2011

Hamburg - Alster










Em dia feriado na Alemanha (sim, um dos vários que não existem em Portugal!), fiz por arranjar algum tempo para vir ao Blog.
Aqui ficam algumas fotos desta cidade maravilhosa que tem o tempo mais estranho que já alguma vez conheci. Num dia temos temperaturas de quase 30.ºC graus e no seguinte a máxima não ultrapassa os 16.ºC. Às vezes as quatro estações reúnem-se num só dia!

Em dias de sol, o Alster (os dois Alster) proporciona(m) bonitas imagens (beleza a que estas imagens não fazem jus) e momentos de diversão ... apesar da história preocupante da ameaçadora e estranha Bactéria E Coli.

segunda-feira, maio 23, 2011

Dicionário Alternativo


O que entende o respeitável (e vasto:))) público por:

zineira?

Circunstâncias

“People are always blaming their circumstances for what they are. I don't believe in circumstances. The people who get on in this world are the people who get up and look for the circumstances they want, and if they can't find them, make them”

George Bernard Shaw


(Uma citação de George Bernard Shaw encontrada num artigo que prendeu a minha atenção por o Autor ter antecipado, no ano 2000, o colapso da economia irlandesa)

domingo, maio 22, 2011

E vão quatro...

Monotony

Escuro manto de silêncio trazes em ti guardado.

Memórias vãs do passado contrapões ao teu destino.

Cordas mansas de violino enuncias na voz.

Pétalas de desgosto ponteiam flores murchas e secas,

dir-se-iam espinhos de calamidades caseiras.

Luz alba e desmaiada robustecida pelo

arco-íris de lágrimas vertidas em copos de

cristal gelado e inerte.

Levantas-te em direcção ao Nada,

vestes-te pensando no Tudo.

Lavas-te sem pensar (?), existindo apenas.

Sais de casa sem rumo, na direcção do poente.

Queres apanhar o dia já no seu fim,

ali mesmo perto do ocaso.

(Assim o tempo custa menos a passar

e a tua vida parece menos desinteressante.)

Regressa para casa!

Amanhã o ritual repete-se.

Tem esperança nisso…

F.L.

quinta-feira, maio 19, 2011

Isto começa a ser repetitivo...


É mesmo monótono ser Portista... É o nosso Destino!

segunda-feira, maio 16, 2011

Ruth


"Ruth" por Anna Järvinen

sábado, maio 14, 2011

terça-feira, maio 10, 2011

Feliz Aniversário, FL!






Bon anniversaire, nos vœux les plus sincères
Que ces quelques fleurs vous apportent le bonheur
Que l'année entière vous soit douce et légère
Et que l'an fini, nous soyons tous réunis
Pour chanter en chœur : "Bon Anniversaire !"


E pouco mais há a acrescentar!

Um beijinho grande de PARABÉNS e MUITAS FELICIDADES, FL!

sexta-feira, abril 22, 2011

What happened to rtp?


Vaga de fundo: cadê a rtp?

Rio


No passado dia 19 de Abril, por ocasião da Sessão Evocativa do 25 de Abril, Rui Rio proferiu um discurso marcante, de antologia.
Para além de ter traçado com rara clarividência o percurso sinuoso que nos conduziu à actual crise, o Presidente da CMP desconstruiu mitos e dogmas e, por entre uma crítica arrasadora aos partidos políticos, traçou novos caminhos que passam, fundamentalmente, pelo esforço e pelo trabalho empenhado, pela redução da despesa e pela revitalização da economia. Goste-se ou não de Rui Rio, este foi, sem dúvida, um discurso que merecia ter ecoado na comunicação social, o que só aconteceu de jeito tímido. Mais uma prova de que aquilo que se diz a Norte pouco interessa, e isto mais por inépcia nossa do que por centralismo (também existente) da 2.ª capital do império (a primeira não é definitivamente Lisboa).
O discurso, na íntegra, pode ser lido em: http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=cmp.stories/16423.

Já não percebo nada


O PS surge à frente nas intenções de voto nas próximas legislativas. É concedida tolerância de ponto em pleno momento em que a "troika" está entre nós. O PM mantém-se impassível a viver em um país que não existe, contradizendo-se a cada dia.
E, mesmo assim, as sondagens são-lhe favoráveis. Todos sabemos que elas podem ser - e são-no muitas vezes - manobradas, ludibriadas. Mesmo assim, uma vitória, mesmo que escassa e dentro da margem de erro, não deixa de ser no mínimo... curiosa!
Afinal, os Portugueses gostam disto. Adoram Sócrates e o que ele representa. Pois bem, então que se mantenham na mediocridade.
Cada Povo tem os líderes que merece. E, ao que tudo indica, nós não merecemos melhor que Sócrates. Ainda por cima este está a anos-luz do filósofo.

quinta-feira, abril 14, 2011

Nada de novo


Está sol e, ao mesmo tempo, o país anda cinzento.
Há gente em esplanadas, cafés e restaurantes e, ao mesmo tempo, dizem-nos que os cofres do Estado só aguentam até Maio.
Há pessoas a passarem fome e, ao mesmo tempo, o Algarve e destinos turísticos bem mais paradisíacos estão repletos de tugas.
Três equipas portuguesas estão na fase final de uma importante competição europeia de futebol e, ao mesmo tempo, diariamente são declaradas insolventes várias sociedades comerciais.
O mar continua no sítio e, ao mesmo tempo, ministros de governos europeus dizem que o nosso país é inviável, que teremos de sair da zona euro e que nos temos de acostumar a uma mediocridade que, referem, é inata aos portugueses.
Voltando ao sol, ele tem nascido todos os dias e continuamos, ao mesmo tempo, a não ter culpados pela ruína do país, o PM continua a assobiar para o lado, o PR remete-se ao silêncio ensurdecedor (desilusão).
Conclusão: nada de novo em Portugal.

Imagem: http://alvorecer-escriba.blogspot.com/2010/03/portugal-pais-que-ja-foste.html

domingo, abril 10, 2011

Congressos


Os congressos são (ou devem ser) momentos vivificantes da Democracia. Verdade insofismável em qualquer democracia de recorte ocidental. Devem, também, ser eficazes em termos de mensagem política e de unidade para dentro e para fora das paredes de quem o organiza.
Já tenho muitas dúvidas é da eficácia de um simples beija-mão com muitos "Zé, estamos contigo!", ou "Vês, Zé, não sabias se o partido estava contigo... Aqui tens a resposta!"... Ou será mesmo essa a essência dos congressos?
Conclusão: não percebo nada de congressos...

sexta-feira, abril 08, 2011

Aparências


Os acontecimentos dos últimos dias tiveram, pelo menos, a vantagem de pôr a descoberto a verdadeira natureza da UE: uma federação, independentemente do "nomen iuris" que se utilize e das comparações que se façam com os critérios constitutivos da definição jurídica de "federação".
A questão é sim a de saber se os povos europeus desejam, efectivamente, uma federação. Mas, sobre isso, ninguém quer ouvir os eleitores. Estranha democracia europeia esta...

quinta-feira, abril 07, 2011

E eis que o Fundo começa a frutificar! Abençoado seja!


Somos mesmo ingratos enquanto Povo. Então não é que, apesar de ainda não formalmente comunicado à CE, o pedido de "assistência financeira" já começou a dar frutos? Há muito tempo que Portugal não era manchete em grande parte dos meios de comunicação social internacionais! Prevê-se uma grande ajuda já para o turismo, que rejubila com este golpe publicitário sem precedentes. Este Verão virão mais "cómones" e "avecs" molhar os pés nestas águas maravilhosas e comer o "bácálao" tuga. Muito obrigado, FEEF em associação com o FMI! Esta será a terceira vez que vos teremos por cá e vocês estão cada vez a actuar mais rápido! Só não percebo como é que ainda não vos entregámos os comandos da "Nação"... Até nisto somos ineficientes.
Prevê-se ainda um "boom" nos serviços de organização de eventos, "caterings" e similares, com a grandiosa preparação para a aterragem na Portela, recorrendo à música de José Mário Branco que, tudo indica, deverá ser substituído, neste acto, por uma "boys band" de Chelas, atenta a agenda carregada de Tony e Mikael Carreira.
***

Entretanto, na Líbia, noticia-se o primeiro carregamento de um petroleiro com crude produzido pelos rebeldes, o qual, cito, será utilizado na compra de armamento e mantimentos. Com a bênção dessa coisa que é a "comunidade internacional". Não discuto que o Coronel não é um democrata, mas serei só eu que vejo um tremendo "nonsense" nesta notícia? Eu bem aprendi que o Direito Internacional Público sofre de uma tripla debilidade quando toca a caracterizá-lo como um verdadeiro ramo de Direito capaz de impor as suas normativas pela coacção pública, se necessário for. Mas é por estas e por outras que me parece que o DIP já faleceu há muito tempo. RIP.

quarta-feira, abril 06, 2011

O Fundo - parte I

Era mesmo inevitável, depois de toda a incompetência acumulada ao longo de anos e de Governos.
Eu já estou a treinar a barriga, para apertar mais.

domingo, abril 03, 2011

sábado, abril 02, 2011

Spring?

Spring's coming to town? I surely hope so...

quinta-feira, março 31, 2011

Anima mea!

Alma magnífica esta que me conforta e me ampara. Tesouro escondido que paulatinamente se revela. Só tu me susténs, só tu me identificas. Em indizível Magnificat te tens vindo a transformar. Luz, paz e serenidade vens irradiando. Alegria da criação humana bebo em ti, pedindo-te emprestada a Torga. Esteio da vida pós-niilista.
Tu, Alma! Simplesmente tu!

terça-feira, março 29, 2011

quinta-feira, março 24, 2011

Pedimos desculpa pela interrupção


A crise segue dentro de momentos... agora estamos em "campanha eleitoral".
"Please do not disturb".
Vêem aí os "soundbytes" e os sacos plásticos, as canetas e as bandeirinhas. Propostas? É preciso?

segunda-feira, março 14, 2011

Já não falta mais nada

Calculismo

Aí vem a dramatização e a vitimização, depois de o agente ter incendiado todo o sistema político-constitucional. Calculismo político em estado puro, hoje, às 20 h, numa televisão perto de si...

sábado, março 12, 2011

Porra!!


Vou dizer uma banalidade: estou mesmo muito preocupado com o nosso País, com todos nós.
É certo que em matéria de crises, devemos ter sempre a perspectiva da História e Portugal é pródigo em ultrapassar algumas gravíssimas situações económicas, sociais e políticas. Todavia, o que mais me inquieta é que agora são os jovens mais qualificados que se vêem forçados a sair de cá em debandada, deixando no País aqueles que não quiseram ou não puderam aceder a uma formação mais completa. Estamos a desbaratar o nosso ouro.
Mais ainda, mesmo que com manifestações mais que legítimas, o dito "Povo" está deprimido, sem perspectivas, sem vontade ou alento. Exactamente aquilo que, nos momentos-chave nos fez dar a volta por cima.
Ficaremos como quê? Estância turística? Não conseguimos ombrear com outras bem mais cotadas e preparadas. Como País da tecnologia? Não me parece. Agricultura é uma anedota, os serviços são demasiados e a indústria, descontados núcleos de excepção, sobrevive.
O pior é que a crise actual é estrutural e não conjuntural. Contende com todos os problemas por resolver desde o fim dos Descobrimentos. São séculos em que estivemos a varrer para baixo do tapete e agora já não nos aguentamos em cima dele.
Linguagem catastrofista? Basta olhar em redor. Isto não adianta nada. Sim, claro. O ideal é ter soluções. Muitas delas têm sido aventadas, mas não se queira resolver em alguns anos o que se não quis ou soube fazer em séculos.
Continuaremos, por isso, a viver tempos difíceis em algo que não deverá andar longe de mais um quartel de século. Quem, como eu, vai tendo emprego, mantém-se por cá, mas se o não tivesse ou se o perder, o mais certo é mesmo juntar-me ao leque da "valise de carton", agora com canudos à mistura.
Raio de sina? Triste fado? Nada disso, isto é mesmo o que nós todos somos!

sexta-feira, março 04, 2011

Nikolai Lugansky



Nikolai Lugansky - Johannes Brahms, 6 Peças para piano, op.118, Intermezzo n.º 2.

Belíssimo concerto de Nikolai Lugansky, ontem, na Casa da Música.
Magnífico em Schumann (Carnaval de Viena) e Rachmaninoff (Sonata n.º 1 em Ré menor, op. 28). Sublime na interpretação das "6 peças para piano" de Brahms.

terça-feira, março 01, 2011