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domingo, maio 20, 2007

Letras à mesa - Rei dos Galos de Amarante


Restaurante Rei dos Galos de Amarante
Rua das Taipas, n.º 121
4050-600 PORTO
Não aceita cartões de crédito/débito * Segunda a Sábad
o 12h-16h 19h-22h * Encerra ao Domingo
Telefone: 222057297 * Telemóvel: 917098508


Fundado em 1966 por um casal de amarantinos – D. Rosa Maria e Sr. José Rodrigo Pereira – que se deslocou para a Invicta a fim de ganhar a vida, hoje, mais de 40 anos volvidos, o Restaurante Rei dos Galos de Amarante é já um ícone do bem-comer, do bem-servir e da Amizade que ainda se respiram na nossa cidade.
Localizado em pleno coração do Porto, na Rua das Taipas, perto da Cordoaria, quase passa despercebido aos menos atentos. Tal como os verdadeiros tesouros. O espaço é pequeno, muito asseado e simples, como convém. Ali só existe simpatia pura, receitas tradicionais, vinho e mãos puras que nos deleitam com pratos da lavra da D. Rosa Maria que, no seu reino, nos delicia com o galo estufado com batatas, o arroz de cabidela, os bolinhos de bacalhau com arroz malandro ou o meu preferido – o arroz de pato suculento (e com pato, mesmo, ao contrário do que vai campeando).
Os vinhos tintos são excelentes e as sobremesas divinais! A doçaria tradicional portuguesa, de que destaco o afamado pudim Abade Priscos, com ovos caseiros, feito com a paciência e mestria desta chèfe de cozinha que “mete no bolso” muitos desses pseudo-chefs que preparam refeições minúsculas e sem sabor.
No Rei dos Galos respira-se familiaridade, simpatia, o culto da mesa e da alegria. O Sr. José Pereira todos trata como se fossem os mais importantes amigos do mundo, desde o juiz-conselheiro ou desembargador, ao procurador-geral adjunto, ao advogado, ao executivo, ao estudante dos tempos em que Psicologia e Ciências da Educação habitavam naquela rua, até ao curioso transeunte. Há mesmo lugares reservados para aqueles que, quase diariamente, transformam o Rei dos Galos num local de encontro entre os mais altos representantes da classe jurídica do Porto.
Ao almoço é essencial chegar muito cedo, sob pena de se não arranjar lugar. À noite, tudo é mais fácil e calmo. Recomendo especialmente o sábado ao meio-dia. A pacatez da cidade ajuda a degustar aqueles manjares dos deuses.
Como se isto não bastasse, não é nada caro se atendermos à relação qualidade/preço (10 € - 15 € / pessoa).
É, pois, sempre um reencontro com as minhas raízes amarantinas esta ida à Casa da D. Rosa e do Sr. José!

sábado, maio 19, 2007

Letras à mesa - Pomodoro Rosso


Restaurante Pomodoro Rosso
Calçada do Ouro

4150-549 PORTO
226 100 907

Pomodoro Rosso é um espaço de bom gosto e requinte q.b.. O ambiente é em tons vermelhos, o que dá um toque quente e acolhedor a uma refeição que se pretende alegre, despretensiosa e de qualidade. A sala não é demasiado grande (lotação: 50 pessoas), assim reforçando um certo tom ao mesmo tempo selecto e familiar, no que joga papel essencial a simpatia e afabilidade dos sócios-gerentes e dos funcionários.
A cozinha italiana é servida em apetitosas pizzas preparadas em forno de lenha e de tamanho avantajado, satisfazendo os mais afoitos nestas coisas do comer. As pastas são muito bem confeccionadas e apresentadas de modo agradável. Para beber, recomendo a sangria – de vinho tinto, branco ou de champagne –, a qual liga bem com os pratos servidos.
As sobremesas estabelecem uma ponte interessante entre as doçarias portuguesa e italiana, recomendando-se as mousses, acompanhadas por uma banda sonora em tom baixo (algo que vai rareando hoje em muitos restaurantes) e de músicas bem escolhidas, embora por vezes muito “comerciais”.
A localização – em frente ao “Carteiro”, já aqui alvo de análise – permite, quando se abandona este espaço de boa mesa e de boa conversa, contemplar o Douro e ganhar com isso energias para continuar a noite (sendo caso disso…). O estacionamento por aquelas bandas é fácil, o que actualmente é uma vantagem comparativa. Recomenda-se a reserva de mesa às sextas e sábados (encerra ao domingo ao jantar e segundas-feiras).
Pomodoro Rosso – um nome a fixar e a degustar não apenas pela qualidade dos pratos, mas sobretudo pelo ambiente acolhedor que se vive, por um preço não demasiado alto (uma refeição ronda os 20 €).

sábado, maio 05, 2007

Letras à mesa - KOOL (Casa da Música)






Restaurante KOOL
Aberto de terça a sábado ao almoço e jantar e ao domingo ao almoço. Das 12.30 às 15 e das 20 às 24 (nos dias de espectáculos na Casa da Música abre às 19.30).

Casa da Música (Piso 7)
Av. da Boavista 604-610
Porto
tel. +
351 226 092 876
fax. +351 226 092 877
kool@restaurantekool.com

O que está na moda não é necessariamente bom. Verdade tão insofismável quanto de palmar racionalidade, é de aplicação directa ao restaurante “KOOL” da Casa da Música. De «cool» só mesmo o nome.
Comece-se por um atendimento de fraca qualidade, sem a educação exigida num local que se pretende algo restrito e que pratica preços bem acima da média. Exemplifiquemos: apesar de existir uma espécie de bengaleiro, não houve uma alma que viesse receber os casacos dos circunstantes. Só um olhar um pouco reprovador fez com que os funcionários novatos e, aparentemente pouco experientes, lá se dispusessem a livrar-nos do peso.
Junte-se um ambiente impessoal, a que não é alheia a arquitectura de paredes muito altas, deixando um ar desconfortável à sala, iluminada q.b., com mesas distantes umas das outras (interessante para conversas mais recatadas), com um enorme bar e uma escultura de garrafas azuis… em forma de garrafa.
Passámos as entradas e fomos para os pratos principais. Pedimos filetes de pato salteados com piri-piri, timbalo de fettuccine e legumes e um prato de filetes de atum. Para nosso espanto, os pratos, típicos de uma cozinha de autor, para além da boa apresentação, vinham com os alimentos frios e, no caso do pato, mal cozinhado. A quantidade é diminuta, mas isso não é grave, se atendermos a uma certa vertente da «nouvelle cuisine».
Carta de vinhos de bom nível. As sobremesas foram o melhor. «Bolinho da avó de cenoura com mousse de chocolate branco» e «ganache de chocolate preto e avelã» estavam muito bem confeccionados e deram algum colorido a uma refeição sofrível.
Melhor mesmo a vista que se alcança do «balcony». A Boavista a nossos pés, com uma iluminação pardacenta e um frio típico do nosso Porto foram o que retivemos da visita.
Um restaurante a não repetir!

As fotos, como sempre, são assinadas pela RTP!

quinta-feira, abril 05, 2007

Letras à Mesa - "O Carteiro" (Porto)


Restaurante O Carteiro
Rua Senhor da Boa Morte, 55 (ao Largo do Ouro; próximo do Maré Alta)
Tel.: 225 321 170 * E-mail: ocarteiro@guiadosrestaurantes.net
Preço médio: cerca de 20 €/ pessoa * Aceitam cartões de débito e crédito
Reserva: conveniente, principalmente às Sextas e fins-de-semana
Horário: 12h30 – 14h30 / 20h00 – 23h00 (Encerra ao Domingo)
Capacidade: 32 pessoas * Estacionamento fácil
Ementa em: http://www.netmenu.pt/Restaurantes/menu.asp?RestID=2242&PageID=1
Localização em: http://www.netmenu.pt/Restaurantes/Pagina.asp?RestID=2242&PageID=3

O Carteiro é daqueles restaurantes onde nos sentimos em casa. Num pequeno espaço acolhedor, simples, com decoração minimalista, na qual se destaca um conjunto de cartazes e panfletos relativos aos mais diversos eventos (concertos, exposições, rótulos de produtos alimentares…), somos convidados a degustar os prazeres da mesa com calma, muita calma… Antes de mais porque o serviço é relativamente demorado (a gerência é familiar e o proprietário parece querer manter os funcionários dentro de um restrito número…), ao que acresce o facto de os pratos serem confeccionados na hora.
Comece-se por umas entradas simples mas eficazes: pataniscas, cogumelos salteados com travo a coentros e queijo gratinado com bacon. A acompanhar, umas tostas com patê home made.
Para beber, a carta de vinhos é boa – não excessivamente completa – e a sangria é sempre uma excelente opção.
Nos pratos principais encontramos uma cozinha que não é propriamente de autor nem massificada. As especialidades são o folhado de carne à Carteiro, a posta à Carteiro e a açorda de gambas. Recomendo em especial o primeiro: dentro de um rolo de massa folhada e sob um manto de queijo derretido, é-nos sugerido um pedaço de carne de boi grelhada e bem temperada e com o bónus de uma fina fatia de fiambre. Delicioso e nada enjoativo como à primeira vista se poderia pensar. Os acompanhamentos merecem ainda referência: migas, castanhas cozidas com travo a canela (excelente) e legumes também cozidos.
As sobremesas são habituais: mousses de chocolate e manga e outra doçaria.
A música de fundo recorda-nos os anos 80 e, como se disse, o serviço é simpático, apesar de lento.
Como alguém dizia num recente repasto que lá decorreu, alguma lentidão do serviço faz jus ao nome: o carteiro também só vem uma vez por dia…
Delicie-se com uma boa refeição e uma ainda melhor companhia, relembrando as páginas notáveis do Carteiro de Neruda!