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terça-feira, março 13, 2007

Depósito



Chama-se "Depósito. Anotações sobre densidade e conhecimento". Traz à luz um conjunto de objectos variados que se encontravam escondidos (e por isso, de alguma forma perdidos, ou despidos da sua "densidade" como valores do conhecimento) em várias Faculdades da Universidade do Porto.



Parte deles povoam, agora, o átrio principal da Reitoria da Universidade do Porto.

Outros encontram-se na primeira sala que aparece a quem entra pelo "átrio de química". A ideia que subjaz à sua arrumação é deveras interessante. Numa parede coberta de estantes, peças muito diferentes perfilam-se lado a lado, segundo uma "ordem de complexidade". No fundo aparecem manifestações da maior simplicidade natural (rochas), a que se vão seguindo outras ilustrativas da vida e da morte, muito mais intrincadas. Num plano superior surgem os produtos da actividade cultural, culminando nas obras geradas por uma laboriosa e aturada tarefa de investigação: as últimas cinco teses de doutoramento das várias Faculdades. Vale a pena pegar num dos exemplares de binóculos que lá se encontram pendurados para perscrutar esses brilhantes frutos do intelecto humano. ;-)
Interessantes peças originais, criadas propositadamente para a exposição e que se encontram numa plataforma inferior, completam a exposição.
Passando nas proximidades da Reitoria da UP (da Praça dos Leões ou da Cordoaria), vale a pena uma breve visita. Até 30 de Junho.

quarta-feira, novembro 15, 2006

World Press Photo 2006


A World Press Photo 2006 está patente ao público até ao próximo Domingo, dia 19 de Novembro, no Fórum da Maia, no seguinte horário: quinta, sexta e domingo entre as 15h00 e as 19h00 e no sábado entre as 15h00 e as 19h00 e entre as 21h00 e as 23h00. O bilhete, para o público em geral, custa 3€.
Vale bem uma visita!

sexta-feira, novembro 10, 2006

ECOS de uma visita ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso (I)

No final da última visita ao Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, destinada a ver uma exposição temporária de que dei conta em post anterior, não resisti a subir a escadaria do antigo edifício para contemplar, uma vez mais, as obras expostas do artista que dá nome ao museu. O meu olhar curioso repousou, desta vez, sobre algumas caricaturas que me inquiriram sobre a vida de Amadeo e dos seus amigos.


Esta caricatura representa o próprio Amadeo e o seu amigo Emmerico Hartwich Nunes (1888-1968), pioneiro da banda desenhada e do desenho humorístico em Portugal, estilo a que dedicou toda a sua vida. Diferentemente, para Amadeo de Souza-Cardozo, o desenho e, em especial, a caricatura, ocuparam um lugar relevante apenas no início da sua carreira, primeiro, em Lisboa e, depois, em Paris, para onde partiu aos 18 anos de idade.
São afamadas as tertúlias animadas que Amadeo todas as noites organizava no seu estúdio parisiense, reunindo vários artistas amigos, entre eles, o indefectível Emmerico Nunes.

Emmerico deve a sua ida para Paris, em parte, a José Malhoa, que, depois de ver os trabalhos do jovem artista, aconselhou o pai, Silvestre Nunes, a enviá-lo para a Cidade-Luz. Foi apenas o princípio. Emmerico expôs a sua obra em Inglaterra, na Holanda, na Bélgica, em Espanha e nos E.U.A., por vezes em conjunto com Souza-Cardoso, tendo trabalhado para publicações alemãs e suiças. Em Portugal, tendo embora participado em diversas exposições, Emmerico nunca obteve o mesmo reconhecimento. Alvos preferenciais da ironia do desenhador humorista eram os costumes da época, especialmente os protagonizados por pequeno-burgueses e novos-ricos.

quarta-feira, novembro 08, 2006

De Rodin a Kandinski, a Miró…



Foi inaugurada a 28 de Outubro no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, a exposição da Colecção Lamerdin «De Rodin a Kandinski, a Miró…», à qual o t&l não podia faltar. As obras expostas datam dos séculos XIX e XX, permitindo ao visitante percorrer várias correntes artísticas, como o impressionismo, o expressionismo e o abstraccionismo, com um especial pendor para a arte de origem alemã.
Apesar dos nomes sonantes do título da exposição, impressionaram-me sobretudo outros, tais como Käthe Kollwitz, com a escultura «O Lamento», Otto Dill, cujo «Grupo de Cavaleiros Árabes» nos convida a acompanhar o tropel frenético de outras paragens e Max Liebermann, que, com o seu traço grosseiro, consegue representar magistralmente o ambiente frio e sombrio de outros tempos.
Regressando a Otto Dill, como prova do meu desportivismo, fica ainda aqui a minha singela homenagem à ala verde do t&l com este «Casal de Leões» obstinadamente esfomeados.
Recomenda-se, portanto, a visita à Colecção Lamerdin, que permanecerá no Museu até 28 de Janeiro de 2007, bem como um passeio pela bela cidade de Amarante.

quinta-feira, setembro 21, 2006

El Lamento de los muros ou o Murmúrio do Tempo

Chamava-me a exposição "El lamento de los Muros" da fotógrafa argentina Paula Luttriger, patente no Centro Português de Fotografia até dia 24 de Setembro. Vinte e cinco fotografias que testemunham episódios dolorosos da história da ditadura militar do General Videla (1976-1983). Fiquei tocada com os pequenos relatos (das vítimas de tal regime) que acompanham as imagens e só eles lhes emprestam alguma expressividade.


O que podia ter sido uma desilusão, acabou por não o ser. Aproveitei o ensejo para conhecer o interior de um dos edifícios emblemáticos do Porto, sentindo-me estrangeira na minha cidade. É, aliás, uma experiência – a de visitar monumentos que, fazendo parte da mobília urbana, só conheço por fora e a de olhar para o já conhecido com olhos de turista – a repetir.

A Cadeia (e Tribunal) da Relação merece uma visita. Não a tendo conhecido antes, não posso ajuizar da bondade do projecto de renovação da autoria de Souto Moura e Humberto Vieira (2000-2001). Fiquei, no entanto, satisfeita por ver que se encontra em bom estado (destoa do panorama imediatamente adjacente e do da próxima Praça Carlos Alberto, em parte, tão degrada) e que se adequa às funções que desempenha: casa do Centro Português de Fotografia e do Arquivo de Fotografia do Porto.
As várias "enxovias" albergam várias e singelas exposições. Numa sala pequenina ouve-se (vê-se) o "Murmúrio do Tempo" do edifício, encontrando-se aí a memória da gente com nome que lá se encontrou cativa.