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terça-feira, dezembro 11, 2007

Poeta Filipe Lamas lança BREVIÁRIO

É grande gosto e subida honra que anunciamos o lançamento do livro de poemas BREVIÁRIO do treteiro Filipe Lamas, que ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 14, pelas 18h30m, no Clube Literário do Porto. A apresentação estará a cargo do Professor Doutor Cândido da Agra.
O Poeta já prometeu que daria autógrafos...
Apareçam!!

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RTP e Rocky

terça-feira, dezembro 04, 2007

Comunicado

REAL ATESTADO

Dom Professor Doutor Mestre Arquitecto Engenheiro Honoris Causa, pela Graça do Senhor Marquis, Ministro dos Assuntos Culturais do Reino do Forno, faz saber e atesta, para os fins tidos por convenientes, que:

a) A expressão “cara de caneca de romaria” significa:

i) cara alegre, bem-disposta, ruborizada, de feições saloias ou rurais.

b) Após aturada pesquisa na Real Torre dos Documentos Fornenses apurou-se que a expressão em mérito foi pela primeira vez utilizada no séc. XVIII, aquando da realização das famosas romarias em honra de Santa Joana Casamenteira, na região Sul do Reino do Forno, em que as moças do Norte desta Nobre Terra saíam em bandos em busca de moços viçosos e roliços nas danças populares promovidas pelos Sereníssimos Antecessores do Senhor Marquis.

Ora, dado que as ditas romarias se realizavam em finais de Novembro, em virtude do frio que se fazia sentir e dos copos de aguardente que eram consumidos ao longo da viagem de mais de três horas desde as Terras do Norte até ao local das festividades, as referidas moças eram rapidamente identificadas pelos seus pretendentes que, aliando a maior facilidade com que conseguiam os favores das raparigas e as faces de cores avermelhadas, as tratavam como moças " de cara de romaria".

Desde esse tempo e até à data, mau grado não existirem já essas romarias, mas tão-só, para a populaça, a festividade maior de Santo António de Corim, o Senhor Marquis tem permitido a utilização desta expressão em círculos relativamente restritos do culto pela língua fornense, atenta a outorga, em Maio deste ano, do Código da Moralidade Pública que o Senhor Marquis houve por bem dar ao seu Povo, melindrado que estava com algumas faltas de pudor como mostrar o tornozelo das moças ou o antebraço das ditas.

c) Mais manda o Senhor Marquis que se dê público louvor e se faça constar nos Altos Arquivos dos Intelectuais do Forno, o nome do Senhor Dom Amândio Sereno que, de modo assaz inteligente, explicou o sentido da expressão em causa. Ser-lhe-á outorgado o grau de Cavaleiro da Ordem Cultural e Patrimonial do Linguajar Fornense, no próximo Dia Nacional do Forno.

É o que se nos oferece dizer a propósito da consulta solicitada e a que, com a magnanimidade do Senhor Marquis, nos foi ordenado que respondêssemos.

Guarde-se um exemplar deste atestado no Real Arquivo Linguístico Fornense e enviem-se cópias a todos os Reinos da COMUVAMA.

Visto pelo Senhor Marquis, que não assina porque manda dizer que está entretido com uma novela da TIF (Televisão Internacional do Forno).

Dado no Palácio das Carrancas, Sede do Ministério dos Assuntos Culturais, aos qustro dias do mês de Dezembro do A.G. do Senhor Marquis de dois mil e sete, festa de Santo Amadeu Tanoeiro, Padroeiro das Ressacas Mal Curadas.


Dom Professor Doutor Mestre Arquitecto Engenheiro Honoris Causa.
Ministro dos Assuntos Culturais do Reino do Forno

sábado, outubro 20, 2007

Comunicado

REAL ATESTADO

Dom Professor Doutor Mestre Arquitecto Engenheiro Honoris Causa, pela Graça do Senhor Marquis, Ministro dos Assuntos Culturais do Reino do Forno, faz saber e atesta, para os fins tidos por convenientes, que:

a) As expressões “farrucada” e "landreira", apesar de não terem o mesmo exacto signifcado, pertencem à mesma família semântica, indicando, de modo genérico:

i) gente fraca, de baixo nível, mal-educada, barulhenta, incapaz de se comportar de acordo com as regras básicas do trato social.

b) Sublinhe-se que "farrucada" é um nome colectivo, como em, v. g., "que farrucada ali vem!". As suas origens históricas encontram-se numa época em que estava na moda no Reino do Forno falar somente o francês e aqueles que não o sabiam eram segregados do convívio social. Como existia, a crer nos anais de D. Pêro Andrade e Couto, cronista-mor do séc. XV, um cão na corte de nome "Farruco", por corruptela, dado que o animal não falava francês (ou outra língua conhecida), em tom pejorativo e desdenhoso, essas pessoas inadaptadas socialmente passaram a designar-se por "farrucada". Com o decurso do tempo, o significado actual manteve-se próximo do original.

c) O termo "landreira" designa uma mulher suja, mal-arranjada, que não sabe cuidar da lida da casa, em geral gorda, matrona. Advém do termo "landras" que, nos animais, são acumulações de sujidade junto aos pêlos, o que transforma em verdadeiros nós esses pedaços da cobertura dos bichos. Também é usado, ainda hoje, por similitude, para designar o borboto das camisolas de lã e de outras peças de vestuário. Diz-se, pois "vou tirar as landras a esta camisola, pois a landreira da tua mãe nem isso sabe fazer!" (uma típica sogra que se dirige ao neto e assim demonstra enorme carinho pela nora).

É o que se nos oferece dizer a propósito da consulta solicitada e a que, com a magnanimidade do Senhor Marquis, nos foi ordenado que respondêssemos.

Guarde-se um exemplar deste atestado no Real Arquivo Linguístico Fornense e enviem-se cópias a todos os Reinos da COMUVAMA.

Visto pelo Senhor Marquis, que não assina porque manda dizer que Lhe não apraz.

Dado no Palácio das Carrancas, Sede do Ministério dos Assuntos Culturais, aos vinte dias do mês de Outubro do A.G. do Senhor Marquis de dois mil e sete, festa de Santa Teresinha das Ameixas, Padroeira dos Oprimidos (ao nível do trato intestinal).


Dom Professor Doutor Mestre Arquitecto Engenheiro Honoris Causa.
Ministro dos Assuntos Culturais do Reino do Forno