"Jedes Herz ist eine revolutionäre Zelle!" (in "Os Edukadores" de Hans Weingartner)
"The real sky" de Jeff Cole.
"Jedes Herz ist eine revolutionäre Zelle!" (in "Os Edukadores" de Hans Weingartner)
"The real sky" de Jeff Cole.
O alf acertou no Porto de Vista XXIV! Muitos Parabéns!

Quem ontem se deslocou à Faculdade de Direito do Porto e assistiu à representação da peça “Quinto Império”, da obra de Fernando Pessoa, pelo “DireitoàCena”, grupo de teatro daquela instituição de ensino, composto por actuais e antigos estudantes e por docentes daquela Casa, teve a oportunidade única de viajar, guiado pelo próprio, pelos incomensuravelmente difíceis meandros do génio criador do nome maior da Poesia portuguesa.
Com base na carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, sobre a génese dos seus heterónimos, numa interpretação muito inspirada de Sérgio Rocha, íamos ouvindo dizer e viver Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e o próprio Pessoa. Cada palavra era sentida e dita com garra, com bonomia, com paixão, desalento, sofrimento.
O universo pessoano ia desfilando perante um cenário minimalista e muito bem iluminado (parabéns ao Afonso Bianchi), em que as demais actrizes, vestidas de batas brancas que conjugavam a loucura de manicómios e a assepsia da alva cor, pelas vozes, corpos e movimentos de Inês Vouga, Joana Neto, Liliana Borges da Costa, Margarida Correia, Maria Raquel Ferreira Neves e Marta Faria.
Nunca se fica igual de encontros com a obra de Pessoa. Quando ela é tão bem interpretada, só desejamos sonhar com guardadores de rebanhos, mensagens, opiários, mostrengos…
Quem não viu ainda, tem oportunidade hoje e amanhã, às 21.30 h. O bilhete custa 5 € e pode ser comprado na portaria da FDUP durante o dia ou antes do espectáculo.

Uma Segunda Juventude, Francis Ford Coppola
Sítio oficial: http://www.ywyfilm.com/
Coppola é um nome que dispensa apresentações. Talvez por isso, quando sabemos que um novo filme com a sua assinatura se encontra em cartaz, corremos a vê-lo.
Assim foi com «Uma Segunda Juventude» («Youth without Youth»). O argumento, baseado no livro de Mircea Eliade, é muito bem pensado: um professor universitário (fantástica interpretação de Tim Roth) faz a busca da sua vida em torno das origens da linguagem, a procura daquele momento primevo em que a articulação de sons permitiu a comunicação humana. Tudo sacrificou a este desiderato, negligenciando a sua vida amorosa e perdendo a mulher da sua vida.
Já velho, um aparatoso acidente com um relâmpago torna-o de novo jovem, como se a vida lhe concedesse uma segunda oportunidade, agora dotado de extraordinários poderes que passam por capacidade intelectuais fenomenais e um desdobramento da personalidade que funciona como «tribunal da Razão», para dizê-lo com Kant.
Nova paixão carregada de sofrimento e, uma vez mais, a escolha entre a obra de uma vida e o Amor. Desta feita, a escolha recai sobre o último, mas esta opção traz a morte.
A narrativa é, contudo, demasiado lenta, embora com saltos temporais que em muito dificulta a compreensão cabal do argumento, facto desejado e que amplifica a dificuldade das escolhas da personagem principal.
Uma história interessante, porém demasiado longa (é a primeira longa-metragem de Francis Ford Coppola em 10 anos) e aquém de sucessos com a mesma assinatura tais como a trilogia «O Padrinho» e «Apocalypse Now».
Deixa-nos a interrogação: o que mudaríamos se tivéssemos uma nova oportunidade de viver?


"Time to kill" de Sophie Zelmani.
A pensar no vol. IV do Best-of do T&L, agora que o vol. III já está pronto. (Obrigada, Thumbs!)

ublin, entre o catolicismo tradicionalista e a quebra de convenções. Um olhar maduro e realista sobre pequenas grandes invejas familiares, sobre uma aparente capa de convenções. A autora recebeu, por esta obra, o prestigiado Man Booker Prize de 2007. Ideal para quem gosta de olhares apaixonados sobre fragmentos pungentes da vida, polvilhados de selecta ironia e sarcasmo.