domingo, junho 20, 2010

Jorge Moyano@Casa da Música


Um intenso diálogo com o piano num cofiar de mãos virtuosas que sacam notas que comovem a alma. Sentimentos à flor dos dedos e na cara do pianista. Um rosto ora conturbado, ora sereno, mas nunca indiferente e impassível. No coração do ouvido guardo a "Sonata op. 1" de Alban Berg e a "Sonata em Si menor" de Franz Liszt.
A "Casa da Música" de pé, a agradecer o triângulo nós-ele-a Música. Ontem.

2 comentários:

rtp disse...

É verdade! Foi, de facto, um concerto memorável! Privilegiados os que ontem na Casa da Música presenciaram tal diálogo - tão belo e emotivo - de Moyano com o seu piano!

Carla* disse...

Não fui ver, mas pelas descrições deve ter sido muito bom. E ainda bem que Moyano é tão expressivo: para mim, deve ser uma das principais qualidades de um pianista. Ser bastante expressivo. Com a cara, com os dedos, com o corpo. É assim que se dá amor a uma música. Já fui do grupo dos pianistas expressivos, mas há quase 7 anos saí desse domínio. Gostava de voltar a tocar num piano «a sério», de voltar a ser expressiva. Mas muita técnica perdeu-se com a falta de treino. Fico-me por ser expressiva nos restantes domínios da minha vida (aliás, sempre). Pronto, e depois deste desabafo musical, vou-me expressar para o estudo. ;)