domingo, fevereiro 20, 2011
According to Greta
sábado, fevereiro 12, 2011
Carla Machado
A Prof.ª Carla Machado deixou-nos há poucos dias. O seu legado, para além da obra científica, conta, de entre outros, com uma crónica que não conhecia e que me tem deixado a reflectir. Muito. Identifico-me amiúde com o «síndroma do eterno queixume português», como lhe chama o Prof. Cândido da Agra, amigo da Prof.ª Carla Machado.
Vou esforçar-me por queixar-me menos e viver mais.
Aqui fica a crónica
Carla Machado
Público, 24.8.2006
Vivam os auscultadores!
Parece que tememos cada vez mais estar connosco próprios, como se isso fosse demasiado assustador. Ouvir as vozes que ecoam de dentro não é fácil, mas é extremamente necessário. Imagino como farão os mais maníacos desta obsessão anti-silêncio com o sono. Será que também adormecem ao som de música ou de televisão?
Estamos cada vez mais civilizados, dizemos e dizem-nos. Sentamo-nos em cafés de cadeias internacionais do tipo «Starbucks», numa qualquer cidade europeia há poucas décadas atrás quase inacessível para um vulgar tuga. E lá estão os auscultadores...
Bem, com todas estas tretas tirei os ditos cujos e já não me posso ouvir... Vou voltar aos auscultadores e a textos bem interessantes...
A bem do meu sossego interno...
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Eu e "mim"
sábado, fevereiro 05, 2011
The king's speech
Firth tem aqui um dos seus melhores papéis. O modo como interiorizou a gaguez é brilhante, assim como o misto de fleuma e de sentimentos que assolavam o interior de réis ainda em adaptação às mudanças no Império e ao dealbar da II Grande Guerra.
Vale ainda como documento histórico, relatando o processo de abdicação de Eduardo VIII por via do desejo deste casar com Wallis Simpson.
Quase que se fica com pena dos monarcas... mas se pensarmos melhor, pena mesmo era do povo que não tinha as mesmas mordomias...
Nomeações bem merecidas aos Óscares! A ver vamos!
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Early Night Posts (75)
Aquele acontecimento aumentou mais ainda a tensão que reinava no bairro. O administrador temia sobretudo uma coisa: que os habitantes se apercebessem que a união deles constituía uma força poderosa para fazer frente ao futuuwat. Por esse motivo julgava necessário acabar com Rifa`a e com todos os que podiam tomar o seu partido.
(…)
Contudo porque será que o nosso bairro sofre de amnésia?
(…)
- Só pela força haveremos de limpar o nosso bairro da podridão dos futuuwat. – continuou Qasim – É pela força que haveremos de realizar a vontade do Fundador! É pela força que haveremos de fazer reinar a justiça, a compaixão e a paz! E a nossa força será a primeira a não ser tirânica! ”
Maguib Mahfouz, Os filhos do nosso bairro, Civilização Editora, 2009, p. 1, p. 217, p. 239 e p. 301.
A actualidade fez-me recordar esta obra de Maguib Mahfouz que conta a história do bairro do egípcio Gabalawi, em que se sucedem os administradores do waqf e os seus futuwwat, sob o flagelo do esquecimento num tempo para todo o sempre volvido.
terça-feira, fevereiro 01, 2011
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Hereafter - Outra vida
Alegoria do efémero, do fraquíssimo significado do "sucesso". Inquietação sobre a mudança (tudo muda!).
Bem realizado, excepto no que toca aos efeitos especiais: muito artificiais.
Janelas
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Impressões
Já estava desabituado do cheiro a tabaco impregnado na roupa e no cabelo...
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Modernices

Cópia certificada
Um constante jogo documental do que se cobra entre amantes, das picardias e das grandes arrelias, aqui e além polvilhado por um humor francês?, italiano?, do Médio Oriente?
1974
Os quadros retratam o Portugal antes e depois do 25 de Abril. Revemo-nos todos em tantos pormenores da nossa história colectiva. Ficamos abismados com a fraqueza dos actuais dias (o último quadro diz respeito à adesão à então CEE), agarrados aos telemóveis e aos demais bens de consumo, deambulando à toa pela cidade.
Excelente representação de um elenco de actores jovens, que dominam com mestria a movimentação em palco, o corpo e a criação de distintos sentimentos, desde a alegria da Revolução à apatia do neoliberalismo.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Desconcerto
Viver desconcertado
com a aurora da manhã,
com o sol da tarde,
com as estrelas da noite.
Passear pela cidade e
contemplar edifícios decadentes,
prédios luzidios e funcionais.
Deambular pelos rostos:
fartos de viver, uns,
sedentos de vida, outros,
irradiando calor, uns poucos,
encantados pelo bicho da vida, todos.
Por entre desabafos, sussurros e gritos,
ecoa um plano superior,
uma gaivota desagrilhoada no infinito,
um barco que faz cócegas ao horizonte,
uma criança que nos desarma a sorrir.
Contrastes, inquietações, sentimentos
poderosos de ter e não ter,
de poder e amar.
[Amar é poder ou somente poder amar?]
F.L.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Neurónio(s)

Eu ia desejar-lhe Bom Ano de 2011, e desejo-o de igual modo, com toda a sinceridade, mas as notícias que me chegam dos economistas quase me desmotivam... Gostaria de dizer que espero que as suas previsões se equivoquem, mas creio já não ter idade para acreditar no Pai Natal...
Ele há dias em que os dois neurónios fazem faísca...
domingo, dezembro 26, 2010
Curiosidades...
"Por consequencia o fundamento immediato do matrimonio não é qualquer consentimento, mas um consentimento racional.
Racional ou irracional que fosse o consentimento, nunca elle podia produzir effeito, se da naturesa não tivesse a humanidade recebido o elemento da sociabilidade.
É portanto, a sociabilidade o fundamento primario do matrimonio.
O fim do matrimonio é a educação da prole e a manutensão d'uma communhão physica e moral por toda a vida entre os conjuges".
Joaquim Machado Cabral e Castro, Theoria do Castigo. Principios Fundamentaes. Offerecida aos Juristas da Universidade de Coimbra de 1859-1860, Coimbra: Imprensa Literdria, 1860.
O último parágrafo parece escrito por uma política da nossa praça...
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Can you hear what I hear? - Natasongs # 22
"Can You hear what I hear?" pelos Pink Martini.
Com Votos de um Feliz Natal
quarta-feira, dezembro 22, 2010
segunda-feira, dezembro 20, 2010
sexta-feira, dezembro 17, 2010
quinta-feira, dezembro 16, 2010
sábado, dezembro 11, 2010
Paloma

Veo una paloma en mi ventana abierta;
sigue girando sobre sí misma
cómo si fuera un planeta sobre su
órbita astral.
Se quedó quieta y muda,
me miró con sus ojitos de par en par
y me estropeó los sentidos.
De planeta sólo guarda el color gris y
de órbita sólo las cavidades donde aloja
a sus lámparas fosforescentes.
Paloma, palomita
cómo te extraño en Navidad…
F.L.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Manifesto anti-capitalista
quinta-feira, novembro 25, 2010
Dos Homens e dos Deuses (Des hommes et des Dieux)
Argumento: Etienne Comar, Xavier Beauvois
França, 2010, 122 min.
“Dos Homens e dos Deuses” é um filme superior. Daqueles que se demoram muito a escapar da atenção de quem os viu.
A história, baseada em factos verídicos (um conjunto de monges cistercienses que vivem num Mosteiro em Argel em harmonia e cooperação com a população local e são atingidos pelo acção terrorista de grupos de fundamentalistas islâmicos), é contada, por Xavier Beauvois, de um modo muito verdadeiro. Sem artifícios, sem excessos. No tempo devido, com vagar e placidez.
Mas a atenção do espectador não se perde na maior lentidão da narração (sobretudo no início do filme), antes podendo espraiar-se pelos preciosos pormenores de bom gosto que se multiplicam ao longo da história. Penso, por exemplo, nos momentos de reflexão e debate interior da personagem Christian num diálogo mudo com a paisagem circundante e do momento em que finalmente toma uma decisão e como que agradece o esclarecimento a uma árvore secular vizinha. Penso, também, na dança de emoções ao som de uma obra de Tchaicovsky e em tantos outros momentos.
É muito curioso, aliás, que, não havendo nos primeiros 20 minutos do filme extensos diálogos, se consiga perceber o carácter e sentimento das várias personagens (algumas sem terem enunciado uma palavra) e se consiga intuir acertadamente a resposta que darão quando forem confrontados com a decisão de partir ou ficar. A primeira resposta. Depois virão as dúvidas que com eles
vivemos e compreendemos.As interpretações são muito boas, tão boas que quando acompanhamos a história daquele grupo de monges nos esquecemos dos actores que os interpretam. É, por isso, com alguma injustiça para os demais que destaco Michael Lonsdale, como médico Luc, e Lambert Wilson, como irmão Christian.
Não é um filme sobre heróis, a menos que sejam uns heróis diferentes cheios de dúvidas e incertezas e com muitas humanas fraquezas. Diria antes que é um filme sobre os ramos em que os pássaros anseiam por pousar.
quarta-feira, novembro 24, 2010
Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am in a thousand winds that blow,
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.
I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.
I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am in the birds that sing,
I am in each lovely thing.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there. I do not die.
(Atribuído a Mary Elisabeth Frye, 1932)
Obrigado, L.
domingo, novembro 14, 2010
Austeridade?
terça-feira, novembro 09, 2010
Glórias Portuguesas (ou talvez não...) 3
Élvio Santiago, Vou-te bloquear no meu Hi5, grande importação de tema brasileiro original...
LINDO!!!
Natasong#14
Vejam as do ano passado na etiqueta respectiva. Tentaremos não repetir!
Se tiverem sugestões, agradecemos!
Para recomeçar, aqui fica Have yourself a merry little Christmas, na voz mítica de Frank Sinatra, com letra e tudo!
Recuerdos
http://www.misteriojuvenil.com/
Dêem um salto por lá!
Mendes Corrêa (1888-1960)
Corrêa (A. A. Mendes), A Nova Antropologia Criminal, Pôrto: Faculdade de Sciências da Universidade do Pôrto, Instituto de Antropologia, 1931, pp. 63-64, 67-68, 268, e 318.
segunda-feira, novembro 08, 2010
quinta-feira, outubro 28, 2010
"Tango, mas pouco": novela em estreia

Resumo da semana:
Dulcineia fala com Sancho e decidem sentar-se à mesa para conversar sobre os problemas que os afligem. De repente, entram mais pessoas na sala e também se sentam. Gera-se uma enorme barafunda com papéis a voar e com vizinhos a entrar casa dentro a queixarem-se do barulho.
Entretanto, Aristóteles conversa com uns estrangeiros num Inglês técnico perfeito sobre coisas complicadas, mas que metem "bancarrota", FMI e doação de um tal Portugal a quem quiser. O filósofo recebe uma chamada do Chefe Supremo a ralhar-lhe por andar a falar com os estrangeiros e a revelar segredos. De volta a Dulcineia e Sancho, dança-se o tango, mas só um bocadinho. A música pára e Sancho, afinal, decide que já não ama Dulcineia. Esta, dá pulos de contente e Sancho explica aos pais o porquê do fim do noivado.
Pôr-do-sol e muitos pobres a remexerem no lixo que, entretanto, se acumulou.
O crime da mãe ou a mãe do crime
TVI (claro...):
Maria...
Mãe do homicídio
Mais uma pérola da TV portuguesa...
terça-feira, outubro 26, 2010
Bentham
Early night post (74)

Gabriel García Márquez, Memoria de mis putas tristes, Barcelona: Debolsillo, 2009, p. 66.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Prémios Príncipe de Astúrias (2010)
"Tal como lo expresó otro novelista, Milan Kundera, Cervantes envió a Don Quijote a hacer pedazos los velos hechos con remiendos de mitos, máscaras, estereotipos, prejuicios e interpretaciones previas; velos que ocultan el mundo que habitamos y que intentamos comprender. Pero estamos destinados a luchar en vano mientras el velo no se alce o se desgarre. Don Quijote no fue conquistador, fue conquistado. Pero en su derrota, tal como nos enseñó Cervantes, demostró que «la única cosa que nos queda frente a esa ineludible derrota que se llama vida es intentar comprenderla». Eso fue el gran descubrimiento sin parangón de Miguel de Cervantes; una vez hecho, jamás se puede olvidar. Todos los que trabajamos en las humanidades seguimos el camino abierto por ese descubrimiento. Estamos aquí gracias a Cervantes.



