sábado, outubro 08, 2011
Improviso
O improviso é uma mistura de preguiça, sorte e folia.
Internamento compulsivo?
A propósito de "As Serviçais"

Ninguém pode ficar indiferente ao filme “The Help” (“As Serviçais”, na tradução portuguesa). É um raio de um filme que incomoda, perturba, questiona-nos sobre que porcaria somos nós, os ditos “animais racionais”. Apetece saltar do lugar e bater em quase toda a gente que está projectada na tela. Simplesmente isso não adiantaria nada, tal como a luta contra o racismo, a xenofobia e todas as formas de discriminação da diferença não são eficazmente combatidas, pelo menos em geral, pela força dos braços.
Um Mississipi que é apenas um exemplo de uma boa parte da América da década de 60 do passado século em que o segregacionismo era um regime legalmente instituído e em que a criadagem ainda estava a transitar do estatuto jurídico de “escravo” para o de “pessoa”. Um conjunto de mulheres fúteis e desequilibradas que afirmam uma suposta força ao aviltar os mais fracos. Sempre foi assim a relação ente os Homens. De poder, de mando. Todavia – e isto são boas notícias –, um olhar objectivo pela História prova-nos que as condições melhoraram substancialmente: o Homem humanizou-se mais. Não que isto signifique que ele se tornou totalmente humano, pois aí deixaria de ser… Homem.
Os EUA são um grande país. Mas em muitos aspectos da sua História, constituem uma tremenda injustiça, hipocrisia e servilismo ao dinheiro. Não são o único país assim, longe disso, mas o estatuto de única potência mundial acarreta especiais responsabilidades éticas e, insisto, humanas. Toda a Pátria tem um percurso histórico que reflectiu o ambiente da época e Portugal, por exemplo, não é nenhum país de “brandos costumes” como Salazar quis mistificar. Travámos guerras intestinas, estivemos à beira da guerra civil há trinta e tal anos, matámos em nome de Deus ou da Religião, tivemos intrigas e mortes palacianas, tivemos réis cruéis. Se houve piores? Certamente que sim.
Mas, ao ver “The Help”, somos confrontados com aquilo que, se praticado mais amiúde, talvez aplanasse as crises constantes em que mergulhámos. Dizia uma velha criada à menina branca que criara: “Quando te levantares, dirige-te ao espelho e pergunta se hoje vais deixar que eles destruam a tua esperança.”.
E numa outra passagem, uma diferente serviçal ensinava a uma menina de cabelos loiros uma cantilena que serviria de mote de vida: “You is beautiful. You is strong. You is important.” (ou algo assim; e o “is” aqui é típico do modo como se falava naquela zona e naquela franja da população).
Quando nos sentirmos com vontade de desprezar o diferente, vejamos “The Help”. Curar não cura, mas ajuda…
sexta-feira, outubro 07, 2011
Delírio
O trabalho é sexo sem prazer.
Deve estar na altura de eu me reformar.
quinta-feira, outubro 06, 2011
Ledos são os dias

Ledos são os dias da cor do segredo,
ledas as venturas do coração enamorado;
só que os dias vêm guarnecidos de medo
e as venturas de temor engalanado.
A solução não é desistir,
a opção é sempre arriscar:
quem se dá acaba a florir
e o que luta morre a amar.
F.L.
segunda-feira, outubro 03, 2011
Nova aventura
é com muita alegria que vos comunico que, a convite do Samuel Quinto, co-escrevi a letra para a primeira obra sinfónica daquele grande pianista e compositor.
Trata-se da 1.ª sinfonia em lá bemol maior, intitulada "Pascha aeternam", em quatro movimentos e que, tal como o título inculca, visa ser um "retrato" vivo dos principais momentos daquele que é um das maiores segredos da História: a paixão e a morte de Cristo.
Estamos ainda perante uma versão "demo", sem as vozes corais, mas muito me alegraria partilhar a música do Samuel Quinto com todos vós e alguma da minha colaboração na letra, em latim e em português.
A obra já se encontra registada no Brasil.
Deixo-vos com este projecto que tanto gosto me deu e agradeço ao Samuel o convite!
Partilhem, pf!
http://youtu.be/9Fq2UCtVkrg
domingo, outubro 02, 2011
Britcom!!!
sábado, outubro 01, 2011
Sansão e Dalila

P3
quinta-feira, setembro 29, 2011
Medo
TRAMA
http://jpn.icicom.up.pt/2011/09/28/cultura_festival_trama_volta_a_percorrer_a_cidade_do_porto.html
Uivo

Tal como a junção da animação ao filme, ao invés já da troca entre o preto e branco e a cor. As temáticas dariam teses de doutoramento: o que é a literatura, o que se entende por obscenidade, quais os limites da liberdade de expressão e criação artística, o que é a homossexualidade e como reage/reagia a sociedade a essa «condição» (assim lhe chama o poeta).
Tudo temas que demoram a digerir, na certeza de que a Liberdade é sempre uma estrela cadente que urge preservar. Em todos os domínios da vida.
A quase totalidade do poema pode ser consultado em:
http://anaphylaxxya.blogspot.com/2010/02/o-uivo-parte-i-allen-ginsberg.html
quarta-feira, setembro 28, 2011
U.Porto e U.Lisboa


terça-feira, setembro 27, 2011
Eu, árabe me confesso
Mas daqui a dizerem que eu pareço um árabe, vai uma distância! Não que isso me chateie, pois todo o "tuga" que se preze é uma espécie de mistura de raças. Mas com tão poucos dados, "jumping into conclusions so quickly"...
Futebolês
Mas parece que no final, mesmo que Jesus não queira, o que interessa é que a bola entre na baliza. Na baliza certa.









