sábado, julho 02, 2011

Peço-te uma cor



Wassily Kandinsky, Conjunto multicolor.

Dá-me um pouco de azul! Não te peço muito!

Apenas que me mires com o espelho do teu olhar.

Dá-me um tudo-nada de verde.

Sempre me interessei por entretecer cores misteriosas

com debruadas lantejoulas de vestidos em corpos subtis.

Dá-me um bocadinho de castanho! Do claro, acobreado.

Daquele matiz com que naturalmente o teu cabelo pintado foi.

Ouvi dizer que é a tonalidade mais sincera.

Uma cor pode ser sincera?

Ainda que os respectivos portadores nem sempre o sejam?

Dá-me algo de branco!

Da tua aura em geral.

Exalas tranquilidade

por cada poro delicado da tua pele de neve vestida.

Como anseio o branco… onde repousar após cada batalha

do acordar-deitar.

E… sim,

dá-me uma pincelada de negro,

apenas para o quadro real tornar.

Não que tenhamos de viver o e no negro, mas convém tê-lo ao pé.

Será como aqueles unguentos que perdem validade por falta de uso.

E lembrar-nos-á a felicidade que temos…

juntos!


F.L.

terça-feira, junho 28, 2011

Os gregos



Cartoon disponível em http://frogsmoke.com/page/85/.

Os gregos estarão loucos ao, muito ao invés, mais sãos do que todos os outros povos europeus e, uma vez mais, a dar um "exemplo histórico" uma vez mais? Se é certo que não pagar impostos, ser perdulário, desorganizado, ter serviços públicos bem pior que os nossos, não ter registos prediais e comerciais credíveis não são bons cartões de visita, de que adiantará ser, de novo, o "bom aluno da Europa"?
Apesar de tudo, parece-me o único caminho.

domingo, junho 26, 2011

The path



P.-A. Renoir, Le Moulin de la Galette, 1876, Musée d'Orsay, Paris.


Riding through the path of joy
laughing with you as if a toy
suddenly appeared on a river of trust,
giving you all one should and must.
Thrilling portions of unknown skies
disguised in tones of lively ties.
Dazzling marshmallows of pure love
in harmonies of carved cove
as an offer to the goddesses who turned me right
and allowed me to a naïf right
of being happy with all my sight!

F.L.

quinta-feira, junho 23, 2011

Inevitável


Quem cava a sua própria sepultura, depois não tem outro remédio.
E não há dúvida de que o CEJ necessita de ser repensado.
Não basta mudar as pessoas.

quarta-feira, junho 22, 2011

Capitalismo selvagem

"O dinheiro verga tudo"?

Paris toujours...


Passear em Paris no fim-de-semana... Idílico! Pena é ter de voltar... O Sacré Coeur pela noite, Montmartre, o Musée d'Orsay... Nunca é demais rever esses locais.
Em qualquer companhia, só mesmo lá se percebe, ainda que seja um regresso, que "we'll always have Paris"...

segunda-feira, junho 20, 2011

Nobilíssimo


Nobre povo, nação valente??

quarta-feira, junho 15, 2011

Cheira bem...


Vale mesmo a pena ir ao Santo António de Lisboa e deambular por Alfama, Bica, Bairro Alto e Mouraria!
A repetir!

Balancete

Acordei com flocos de sol na almofada,

entre raios de esperança na mesa posta do

pequeno-almoço glutão.

Vesti-me a sonhar com algodão doce

envolvido em xaropes vermelhinhos

de romãs e framboesas.

Deitei-me ao mundo em nuvens

de leveza e jurei que o dia

seria um eloquente exercício de Felicidade.

Afinal foi mais ou menos

normal, o dia!

A Felicidade q.b. e

a noite está aí.

A normalidade de um dia

atrás de outro,

o desfiar do tempo em direcção

ao infinito (dizem… E quem diz ao certo?).

Mesmo que seja finito,

há uma casa para onde regressar,

um regaço à espera,

uma mão estendida em

santidade oferecida.

Afinal, foi um bom dia!


F.L.

quinta-feira, junho 02, 2011

Hamburg - Alster










Em dia feriado na Alemanha (sim, um dos vários que não existem em Portugal!), fiz por arranjar algum tempo para vir ao Blog.
Aqui ficam algumas fotos desta cidade maravilhosa que tem o tempo mais estranho que já alguma vez conheci. Num dia temos temperaturas de quase 30.ºC graus e no seguinte a máxima não ultrapassa os 16.ºC. Às vezes as quatro estações reúnem-se num só dia!

Em dias de sol, o Alster (os dois Alster) proporciona(m) bonitas imagens (beleza a que estas imagens não fazem jus) e momentos de diversão ... apesar da história preocupante da ameaçadora e estranha Bactéria E Coli.

segunda-feira, maio 23, 2011

Dicionário Alternativo


O que entende o respeitável (e vasto:))) público por:

zineira?

Circunstâncias

“People are always blaming their circumstances for what they are. I don't believe in circumstances. The people who get on in this world are the people who get up and look for the circumstances they want, and if they can't find them, make them”

George Bernard Shaw


(Uma citação de George Bernard Shaw encontrada num artigo que prendeu a minha atenção por o Autor ter antecipado, no ano 2000, o colapso da economia irlandesa)

domingo, maio 22, 2011

E vão quatro...

Monotony

Escuro manto de silêncio trazes em ti guardado.

Memórias vãs do passado contrapões ao teu destino.

Cordas mansas de violino enuncias na voz.

Pétalas de desgosto ponteiam flores murchas e secas,

dir-se-iam espinhos de calamidades caseiras.

Luz alba e desmaiada robustecida pelo

arco-íris de lágrimas vertidas em copos de

cristal gelado e inerte.

Levantas-te em direcção ao Nada,

vestes-te pensando no Tudo.

Lavas-te sem pensar (?), existindo apenas.

Sais de casa sem rumo, na direcção do poente.

Queres apanhar o dia já no seu fim,

ali mesmo perto do ocaso.

(Assim o tempo custa menos a passar

e a tua vida parece menos desinteressante.)

Regressa para casa!

Amanhã o ritual repete-se.

Tem esperança nisso…

F.L.

quinta-feira, maio 19, 2011

Isto começa a ser repetitivo...


É mesmo monótono ser Portista... É o nosso Destino!

segunda-feira, maio 16, 2011

Ruth


"Ruth" por Anna Järvinen

sábado, maio 14, 2011

terça-feira, maio 10, 2011

Feliz Aniversário, FL!






Bon anniversaire, nos vœux les plus sincères
Que ces quelques fleurs vous apportent le bonheur
Que l'année entière vous soit douce et légère
Et que l'an fini, nous soyons tous réunis
Pour chanter en chœur : "Bon Anniversaire !"


E pouco mais há a acrescentar!

Um beijinho grande de PARABÉNS e MUITAS FELICIDADES, FL!

sexta-feira, abril 22, 2011

What happened to rtp?


Vaga de fundo: cadê a rtp?

Rio


No passado dia 19 de Abril, por ocasião da Sessão Evocativa do 25 de Abril, Rui Rio proferiu um discurso marcante, de antologia.
Para além de ter traçado com rara clarividência o percurso sinuoso que nos conduziu à actual crise, o Presidente da CMP desconstruiu mitos e dogmas e, por entre uma crítica arrasadora aos partidos políticos, traçou novos caminhos que passam, fundamentalmente, pelo esforço e pelo trabalho empenhado, pela redução da despesa e pela revitalização da economia. Goste-se ou não de Rui Rio, este foi, sem dúvida, um discurso que merecia ter ecoado na comunicação social, o que só aconteceu de jeito tímido. Mais uma prova de que aquilo que se diz a Norte pouco interessa, e isto mais por inépcia nossa do que por centralismo (também existente) da 2.ª capital do império (a primeira não é definitivamente Lisboa).
O discurso, na íntegra, pode ser lido em: http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=cmp.stories/16423.