"Last Christmas" por Florence and the Machine
quarta-feira, dezembro 22, 2010
segunda-feira, dezembro 20, 2010
sexta-feira, dezembro 17, 2010
quinta-feira, dezembro 16, 2010
sábado, dezembro 11, 2010
Paloma

Veo una paloma en mi ventana abierta;
sigue girando sobre sí misma
cómo si fuera un planeta sobre su
órbita astral.
Se quedó quieta y muda,
me miró con sus ojitos de par en par
y me estropeó los sentidos.
De planeta sólo guarda el color gris y
de órbita sólo las cavidades donde aloja
a sus lámparas fosforescentes.
Paloma, palomita
cómo te extraño en Navidad…
F.L.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Manifesto anti-capitalista
quinta-feira, novembro 25, 2010
Dos Homens e dos Deuses (Des hommes et des Dieux)
Argumento: Etienne Comar, Xavier Beauvois
França, 2010, 122 min.
“Dos Homens e dos Deuses” é um filme superior. Daqueles que se demoram muito a escapar da atenção de quem os viu.
A história, baseada em factos verídicos (um conjunto de monges cistercienses que vivem num Mosteiro em Argel em harmonia e cooperação com a população local e são atingidos pelo acção terrorista de grupos de fundamentalistas islâmicos), é contada, por Xavier Beauvois, de um modo muito verdadeiro. Sem artifícios, sem excessos. No tempo devido, com vagar e placidez.
Mas a atenção do espectador não se perde na maior lentidão da narração (sobretudo no início do filme), antes podendo espraiar-se pelos preciosos pormenores de bom gosto que se multiplicam ao longo da história. Penso, por exemplo, nos momentos de reflexão e debate interior da personagem Christian num diálogo mudo com a paisagem circundante e do momento em que finalmente toma uma decisão e como que agradece o esclarecimento a uma árvore secular vizinha. Penso, também, na dança de emoções ao som de uma obra de Tchaicovsky e em tantos outros momentos.
É muito curioso, aliás, que, não havendo nos primeiros 20 minutos do filme extensos diálogos, se consiga perceber o carácter e sentimento das várias personagens (algumas sem terem enunciado uma palavra) e se consiga intuir acertadamente a resposta que darão quando forem confrontados com a decisão de partir ou ficar. A primeira resposta. Depois virão as dúvidas que com eles
vivemos e compreendemos.As interpretações são muito boas, tão boas que quando acompanhamos a história daquele grupo de monges nos esquecemos dos actores que os interpretam. É, por isso, com alguma injustiça para os demais que destaco Michael Lonsdale, como médico Luc, e Lambert Wilson, como irmão Christian.
Não é um filme sobre heróis, a menos que sejam uns heróis diferentes cheios de dúvidas e incertezas e com muitas humanas fraquezas. Diria antes que é um filme sobre os ramos em que os pássaros anseiam por pousar.
quarta-feira, novembro 24, 2010
Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am in a thousand winds that blow,
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.
I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.
I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am in the birds that sing,
I am in each lovely thing.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there. I do not die.
(Atribuído a Mary Elisabeth Frye, 1932)
Obrigado, L.
domingo, novembro 14, 2010
Austeridade?
terça-feira, novembro 09, 2010
Glórias Portuguesas (ou talvez não...) 3
Élvio Santiago, Vou-te bloquear no meu Hi5, grande importação de tema brasileiro original...
LINDO!!!
Natasong#14
Vejam as do ano passado na etiqueta respectiva. Tentaremos não repetir!
Se tiverem sugestões, agradecemos!
Para recomeçar, aqui fica Have yourself a merry little Christmas, na voz mítica de Frank Sinatra, com letra e tudo!
Recuerdos
http://www.misteriojuvenil.com/
Dêem um salto por lá!
Mendes Corrêa (1888-1960)
Corrêa (A. A. Mendes), A Nova Antropologia Criminal, Pôrto: Faculdade de Sciências da Universidade do Pôrto, Instituto de Antropologia, 1931, pp. 63-64, 67-68, 268, e 318.
segunda-feira, novembro 08, 2010
quinta-feira, outubro 28, 2010
"Tango, mas pouco": novela em estreia

Resumo da semana:
Dulcineia fala com Sancho e decidem sentar-se à mesa para conversar sobre os problemas que os afligem. De repente, entram mais pessoas na sala e também se sentam. Gera-se uma enorme barafunda com papéis a voar e com vizinhos a entrar casa dentro a queixarem-se do barulho.
Entretanto, Aristóteles conversa com uns estrangeiros num Inglês técnico perfeito sobre coisas complicadas, mas que metem "bancarrota", FMI e doação de um tal Portugal a quem quiser. O filósofo recebe uma chamada do Chefe Supremo a ralhar-lhe por andar a falar com os estrangeiros e a revelar segredos. De volta a Dulcineia e Sancho, dança-se o tango, mas só um bocadinho. A música pára e Sancho, afinal, decide que já não ama Dulcineia. Esta, dá pulos de contente e Sancho explica aos pais o porquê do fim do noivado.
Pôr-do-sol e muitos pobres a remexerem no lixo que, entretanto, se acumulou.
O crime da mãe ou a mãe do crime
TVI (claro...):
Maria...
Mãe do homicídio
Mais uma pérola da TV portuguesa...
terça-feira, outubro 26, 2010
Bentham
Early night post (74)

Gabriel García Márquez, Memoria de mis putas tristes, Barcelona: Debolsillo, 2009, p. 66.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Prémios Príncipe de Astúrias (2010)
"Tal como lo expresó otro novelista, Milan Kundera, Cervantes envió a Don Quijote a hacer pedazos los velos hechos con remiendos de mitos, máscaras, estereotipos, prejuicios e interpretaciones previas; velos que ocultan el mundo que habitamos y que intentamos comprender. Pero estamos destinados a luchar en vano mientras el velo no se alce o se desgarre. Don Quijote no fue conquistador, fue conquistado. Pero en su derrota, tal como nos enseñó Cervantes, demostró que «la única cosa que nos queda frente a esa ineludible derrota que se llama vida es intentar comprenderla». Eso fue el gran descubrimiento sin parangón de Miguel de Cervantes; una vez hecho, jamás se puede olvidar. Todos los que trabajamos en las humanidades seguimos el camino abierto por ese descubrimiento. Estamos aquí gracias a Cervantes.
quarta-feira, setembro 29, 2010
Embargo
Interpretações fraquinhas, com falta de vigor e de expressão, luz fraca e planos antiquados compõem o ramalhete.
Vale por alguns momentos de humor e por alguma alegoria do Homem preso à máquina, à tecnologia, por alguma (pouca) densidade de um diálogo entre pai e filha, pelo alheamento da realidade.
Obrigado à T. e ao T. pelo convite:)
domingo, setembro 26, 2010
Wall Street 2 ou o triunfo da economia do nada
De tudo somos mesmo capazes, ainda que em detrimento daqueles que nos são mais próximos. Retenho a frase: "Os pais são os ossos onde os filhos afiam os dentes". Um verdadeiro "case study" para os Colegas psicólogos...
A vertigem do boato e o modo como ele influencia decisivamente os mercados de acções e daí se propaga à dita "economia real" são assustadores. Tudo, ao fim e ao cabo, se baseia na informação: boa ou má, saudável ou "lixo do subprime". A economia produtiva que tanta tinta e sangue fez correr, que alimentou revoluções e ideais, que fez nascer génios e ditadores, essa parece posta de lado, uma espécie de peça de museu. Viva a economia baseada... no Nada..., ou melhor, no nada.
Eu, por mim, preferia aquela que se baseava em produtos que víssemos, em géneros que comêssemos ou mesmo em adornos que pudéssemos usar. Devo ser um antiquado.
O curso de Direito segundo Mexia
Doutoramento. Com certeza que sim. Atirei-me, pois, às vírgulas. Mas
confesso que não estava preparado. É que a tese - não sei como dizer isto -
debruça-se sobre a problemática da cessão dos créditos.
Confortavelmente esticado na minha caminha, de lápis na mão, dei por mim
teletransportado ou, se preferirem, transplantado para a década de noventa
do século passado. Essa tarde recordou-me outras tardes, árduas e
infindáveis, há 12 ou 13 anos. Era, nessa época, aluno do curso de Direito.
Saquei o canudo em 1995. E, depois disso, tenho mantido o silêncio.
Mas agora, passado o período de nojo, aproveito para deixar aos meus
leitores dois ou três avisos sobre o dito curso.
Pois bem: trata-se da mais inconcebível, árida, macilenta e desprezível das
criações humanas. Reparem que nem sequer me refiro ao Direito propriamente
dito: sobre essa matéria a conivência dos juristas com tiranias sortidas e
as obras completas do Kafka chegam e sobram. Quero agora evocar apenas o
curso, aqules cinco penosos anos de colónia penal. Convém aliás explicar que
o curso de Direito tem cinco anos não por exigências curriculares mas como
forma de homenagem aos planos quinquenais soviéticos. A lógica de opressão,
de dirigismo e de extermínio é a mesmíssima. Não vou agora aqui sumariar a
minha experiência estudantil, a qual, aliás, foi aprazível a princípio e se
tornou depois indiferente.
Mas recordo-me bem do momento de viragem. Em pleno terceiro ano, o meu
descontentamento veio ao de cima violentamente, como um almoço mal digerido.
Estava numa aula de Direitos Reais. Estava aborrecido. Estava com sono.
Escrevinhava coisas num caderno. E em cima do estrado, o monocórdico mestre
dissertava sobre a «servidão de estilicídio». Eu explico: trata-se de
garantir escoamento das águas quando um prédio vizinho não está a mais de
cinco decímetros do outro. A minha vaga insatisfação com o curso tornou-se,
nesse segundo, algo de muito mais agudo, como uma úlcera que rebenta. Eu não
sabia o que queria fazer da minha vida; mas não era certamente estudar o
escoamento de águas e a distância entre os prédios. Que se lixasse o
estilicídio. Eu queria distância era do curso. Porque essa era a nossa
faina. Engolíamos, como óleo de rícino, noções assim intragáveis durante dez
infindáveis semestres.
Não apenas a acção de despejo, o IRS ou a recorribilidade do acto
administrativo, assuntos minimamente perceptíveis, mas muitas e muitas
bizarrias. A Constituição da Costa Rica. O inadimplemento culposo. A
impugnação pauliana. A venda a retro. A ineptidão da petição inicial. As
prescrições presuntivas. A substituição quase-pupilar. O fideicomisso. O
anatocismo. A enfiteuse. Os vícios redibitórios. Os impedimentos dirimentes
relativos. O contrato sinalagmático. O registo das sociedades em comandita.
O benefício da excussão. E, claro, a cessão de créditos. É preciso ter um
interesse desmesurado acerca das regras que regulam uma sociedade, em todos
os seus nauseabundos detalhes, para estudar estas salgalhadas. E para
aguentar os infindáveis casos entre o "senhor A" e o "senhor B", que vendiam
um ao outro casas, se processavam, pediam licenças de uso e porte de arma,
deixavam violas de gamba em usufruto, e por aí em diante. Por vezes iam mais
longe: o usufruto era em Amesterdão, a arma de Poiares da Beira, o processo
na Califórnia e a casa nas Comores. Quid juris?, perguntavam, sacanas, os
lentes. Não sabíamos nem queríamos saber.
Por esta altura, todos nós queríamos mais era que o senhor A e o senhor B se
quilhassem. Manhãs e tardes a fio assisti a isto. Noites e noites a fio
estudei isto. Vou ter olheiras para sempre por causa disto. Arruinei a minha
caligrafia por causa disto. Sofri horrores de nervos e bexiga por causa
disto. Aguentei o prof. Soares Martinez por causa disto. Comprei e sublinhei
de capa a capa catrapázios de setecentas páginas sobre a pensão de alimentos
por causa disto. Por isso vos digo, ó finalistas do liceu: não se metam
nisso.
Parafraseando Jaques Séguéla, diria que há actividades bem mais decentes.
Como pianista num bordel.
quarta-feira, setembro 22, 2010
Bravo, Isabel!
Só agora tive o (des)prazer de visualizar a mensagem de bom ano lectivo de Isabel Alçada.
Aconselho vivamente que todos a vejam. Um exemplo monumental do estado da educação em Portugal e de como não se dirigir a alguém. Antes de mais, o estilo: a Sra. Ministra parece que está a falar para mentecaptos. Mesmo (ou "memo", como ela própria diz...) um aluno de 6 anos acharia o tom infantil, com referências buçais e que roçam o anedótico – desde indicações sobre o pequeno-almoço, a importância de "comer coisas boas", até à maravilhosa descoberta de que o dia tem 24 horas e que os meninos devem dormir bem, dedicar-se a práticas desportivas... e estudar!
Já se sabia que os manuais de estudo, os métodos propostos (impostos) pelos "cientistas da educação" advogavam uma infantilização de consequências ainda não totalmente perceptíveis. Agora, não se esperava que a titular da pasta da Educação (!!) participasse neste suicídio colectivo que é o de desresponsabilizar os estudantes, diminuindo-os a seres inferiores incapazes de pensar.
O tom de voz, a extrema lentidão do discurso é o retrato fiel do País: empatado, a ruir por dentro, em estado de implosão.
Bravo, Sra. Ministra! Adorei esta "Uma Aventura no início do ano lectivo"! "Memo"!
sexta-feira, setembro 17, 2010
A Gaivota
terça-feira, setembro 07, 2010
quarta-feira, setembro 01, 2010
segunda-feira, julho 26, 2010
Memória

- Mestre, para construir algo de novo, por onde devo começar: pelas fundações ou pelo telhado?
- Que diz a tua consciência?
- Pelas estruturas de base, pois são elas que sustêm o telhado que abriga das intempéries.
- De que te serve ter um telhado se não deixas nada da antiga construção que te recorde o que ela significou para ti e tudo aquilo de bom que ela te proporcionou? De que adianta o novo pelo novo quando não tens memória?
FL
terça-feira, julho 20, 2010
Parabéns à menina da TV!!!!!!!
Quem a viu e quem a vê, agora, uma senhora toda bem posta, inteligente e divertida, Amiga sincera e de todas as horas! Sim, senhor, os papás também estão de parabéns!
Embora um pouco tardiamente (as tarefas de fim de ano estão ao rubro...), aqui fica um grande beijinho de parabéns para aquela que é uma das almas deste blog e uma inspiração para todos nós!
Que viva a RTP, em HD, em 3D ou em qualquer formato!!!
Beijinhos,
Filipelamas
Rocky
quarta-feira, julho 14, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
segunda-feira, julho 12, 2010
Synesthesia
"Synesthesia" de Terri Timely, premiada no Festival de Curtas de Vila do Conde, na competição de videos musicais.








