sexta-feira, abril 22, 2011

What happened to rtp?


Vaga de fundo: cadê a rtp?

Rio


No passado dia 19 de Abril, por ocasião da Sessão Evocativa do 25 de Abril, Rui Rio proferiu um discurso marcante, de antologia.
Para além de ter traçado com rara clarividência o percurso sinuoso que nos conduziu à actual crise, o Presidente da CMP desconstruiu mitos e dogmas e, por entre uma crítica arrasadora aos partidos políticos, traçou novos caminhos que passam, fundamentalmente, pelo esforço e pelo trabalho empenhado, pela redução da despesa e pela revitalização da economia. Goste-se ou não de Rui Rio, este foi, sem dúvida, um discurso que merecia ter ecoado na comunicação social, o que só aconteceu de jeito tímido. Mais uma prova de que aquilo que se diz a Norte pouco interessa, e isto mais por inépcia nossa do que por centralismo (também existente) da 2.ª capital do império (a primeira não é definitivamente Lisboa).
O discurso, na íntegra, pode ser lido em: http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=cmp.stories/16423.

Já não percebo nada


O PS surge à frente nas intenções de voto nas próximas legislativas. É concedida tolerância de ponto em pleno momento em que a "troika" está entre nós. O PM mantém-se impassível a viver em um país que não existe, contradizendo-se a cada dia.
E, mesmo assim, as sondagens são-lhe favoráveis. Todos sabemos que elas podem ser - e são-no muitas vezes - manobradas, ludibriadas. Mesmo assim, uma vitória, mesmo que escassa e dentro da margem de erro, não deixa de ser no mínimo... curiosa!
Afinal, os Portugueses gostam disto. Adoram Sócrates e o que ele representa. Pois bem, então que se mantenham na mediocridade.
Cada Povo tem os líderes que merece. E, ao que tudo indica, nós não merecemos melhor que Sócrates. Ainda por cima este está a anos-luz do filósofo.

quinta-feira, abril 14, 2011

Nada de novo


Está sol e, ao mesmo tempo, o país anda cinzento.
Há gente em esplanadas, cafés e restaurantes e, ao mesmo tempo, dizem-nos que os cofres do Estado só aguentam até Maio.
Há pessoas a passarem fome e, ao mesmo tempo, o Algarve e destinos turísticos bem mais paradisíacos estão repletos de tugas.
Três equipas portuguesas estão na fase final de uma importante competição europeia de futebol e, ao mesmo tempo, diariamente são declaradas insolventes várias sociedades comerciais.
O mar continua no sítio e, ao mesmo tempo, ministros de governos europeus dizem que o nosso país é inviável, que teremos de sair da zona euro e que nos temos de acostumar a uma mediocridade que, referem, é inata aos portugueses.
Voltando ao sol, ele tem nascido todos os dias e continuamos, ao mesmo tempo, a não ter culpados pela ruína do país, o PM continua a assobiar para o lado, o PR remete-se ao silêncio ensurdecedor (desilusão).
Conclusão: nada de novo em Portugal.

Imagem: http://alvorecer-escriba.blogspot.com/2010/03/portugal-pais-que-ja-foste.html

domingo, abril 10, 2011

Congressos


Os congressos são (ou devem ser) momentos vivificantes da Democracia. Verdade insofismável em qualquer democracia de recorte ocidental. Devem, também, ser eficazes em termos de mensagem política e de unidade para dentro e para fora das paredes de quem o organiza.
Já tenho muitas dúvidas é da eficácia de um simples beija-mão com muitos "Zé, estamos contigo!", ou "Vês, Zé, não sabias se o partido estava contigo... Aqui tens a resposta!"... Ou será mesmo essa a essência dos congressos?
Conclusão: não percebo nada de congressos...

sexta-feira, abril 08, 2011

Aparências


Os acontecimentos dos últimos dias tiveram, pelo menos, a vantagem de pôr a descoberto a verdadeira natureza da UE: uma federação, independentemente do "nomen iuris" que se utilize e das comparações que se façam com os critérios constitutivos da definição jurídica de "federação".
A questão é sim a de saber se os povos europeus desejam, efectivamente, uma federação. Mas, sobre isso, ninguém quer ouvir os eleitores. Estranha democracia europeia esta...

quinta-feira, abril 07, 2011

E eis que o Fundo começa a frutificar! Abençoado seja!


Somos mesmo ingratos enquanto Povo. Então não é que, apesar de ainda não formalmente comunicado à CE, o pedido de "assistência financeira" já começou a dar frutos? Há muito tempo que Portugal não era manchete em grande parte dos meios de comunicação social internacionais! Prevê-se uma grande ajuda já para o turismo, que rejubila com este golpe publicitário sem precedentes. Este Verão virão mais "cómones" e "avecs" molhar os pés nestas águas maravilhosas e comer o "bácálao" tuga. Muito obrigado, FEEF em associação com o FMI! Esta será a terceira vez que vos teremos por cá e vocês estão cada vez a actuar mais rápido! Só não percebo como é que ainda não vos entregámos os comandos da "Nação"... Até nisto somos ineficientes.
Prevê-se ainda um "boom" nos serviços de organização de eventos, "caterings" e similares, com a grandiosa preparação para a aterragem na Portela, recorrendo à música de José Mário Branco que, tudo indica, deverá ser substituído, neste acto, por uma "boys band" de Chelas, atenta a agenda carregada de Tony e Mikael Carreira.
***

Entretanto, na Líbia, noticia-se o primeiro carregamento de um petroleiro com crude produzido pelos rebeldes, o qual, cito, será utilizado na compra de armamento e mantimentos. Com a bênção dessa coisa que é a "comunidade internacional". Não discuto que o Coronel não é um democrata, mas serei só eu que vejo um tremendo "nonsense" nesta notícia? Eu bem aprendi que o Direito Internacional Público sofre de uma tripla debilidade quando toca a caracterizá-lo como um verdadeiro ramo de Direito capaz de impor as suas normativas pela coacção pública, se necessário for. Mas é por estas e por outras que me parece que o DIP já faleceu há muito tempo. RIP.

quarta-feira, abril 06, 2011

O Fundo - parte I

Era mesmo inevitável, depois de toda a incompetência acumulada ao longo de anos e de Governos.
Eu já estou a treinar a barriga, para apertar mais.

sábado, abril 02, 2011

Spring?

Spring's coming to town? I surely hope so...

quinta-feira, março 31, 2011

Anima mea!

Alma magnífica esta que me conforta e me ampara. Tesouro escondido que paulatinamente se revela. Só tu me susténs, só tu me identificas. Em indizível Magnificat te tens vindo a transformar. Luz, paz e serenidade vens irradiando. Alegria da criação humana bebo em ti, pedindo-te emprestada a Torga. Esteio da vida pós-niilista.
Tu, Alma! Simplesmente tu!

terça-feira, março 29, 2011

quinta-feira, março 24, 2011

Pedimos desculpa pela interrupção


A crise segue dentro de momentos... agora estamos em "campanha eleitoral".
"Please do not disturb".
Vêem aí os "soundbytes" e os sacos plásticos, as canetas e as bandeirinhas. Propostas? É preciso?

segunda-feira, março 14, 2011

Já não falta mais nada

Calculismo

Aí vem a dramatização e a vitimização, depois de o agente ter incendiado todo o sistema político-constitucional. Calculismo político em estado puro, hoje, às 20 h, numa televisão perto de si...

sábado, março 12, 2011

Porra!!


Vou dizer uma banalidade: estou mesmo muito preocupado com o nosso País, com todos nós.
É certo que em matéria de crises, devemos ter sempre a perspectiva da História e Portugal é pródigo em ultrapassar algumas gravíssimas situações económicas, sociais e políticas. Todavia, o que mais me inquieta é que agora são os jovens mais qualificados que se vêem forçados a sair de cá em debandada, deixando no País aqueles que não quiseram ou não puderam aceder a uma formação mais completa. Estamos a desbaratar o nosso ouro.
Mais ainda, mesmo que com manifestações mais que legítimas, o dito "Povo" está deprimido, sem perspectivas, sem vontade ou alento. Exactamente aquilo que, nos momentos-chave nos fez dar a volta por cima.
Ficaremos como quê? Estância turística? Não conseguimos ombrear com outras bem mais cotadas e preparadas. Como País da tecnologia? Não me parece. Agricultura é uma anedota, os serviços são demasiados e a indústria, descontados núcleos de excepção, sobrevive.
O pior é que a crise actual é estrutural e não conjuntural. Contende com todos os problemas por resolver desde o fim dos Descobrimentos. São séculos em que estivemos a varrer para baixo do tapete e agora já não nos aguentamos em cima dele.
Linguagem catastrofista? Basta olhar em redor. Isto não adianta nada. Sim, claro. O ideal é ter soluções. Muitas delas têm sido aventadas, mas não se queira resolver em alguns anos o que se não quis ou soube fazer em séculos.
Continuaremos, por isso, a viver tempos difíceis em algo que não deverá andar longe de mais um quartel de século. Quem, como eu, vai tendo emprego, mantém-se por cá, mas se o não tivesse ou se o perder, o mais certo é mesmo juntar-me ao leque da "valise de carton", agora com canudos à mistura.
Raio de sina? Triste fado? Nada disso, isto é mesmo o que nós todos somos!

sexta-feira, março 04, 2011

Nikolai Lugansky



Nikolai Lugansky - Johannes Brahms, 6 Peças para piano, op.118, Intermezzo n.º 2.

Belíssimo concerto de Nikolai Lugansky, ontem, na Casa da Música.
Magnífico em Schumann (Carnaval de Viena) e Rachmaninoff (Sonata n.º 1 em Ré menor, op. 28). Sublime na interpretação das "6 peças para piano" de Brahms.

terça-feira, março 01, 2011

domingo, fevereiro 27, 2011

James Blake II



The Wilhelm Scream por James Blake

James Blake - I



Limit to your love da Feist por James Blake