
terça-feira, fevereiro 01, 2011
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Hereafter - Outra vida
Alegoria do efémero, do fraquíssimo significado do "sucesso". Inquietação sobre a mudança (tudo muda!).
Bem realizado, excepto no que toca aos efeitos especiais: muito artificiais.
Janelas
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Impressões
Já estava desabituado do cheiro a tabaco impregnado na roupa e no cabelo...
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Modernices

Cópia certificada
Um constante jogo documental do que se cobra entre amantes, das picardias e das grandes arrelias, aqui e além polvilhado por um humor francês?, italiano?, do Médio Oriente?
1974
Os quadros retratam o Portugal antes e depois do 25 de Abril. Revemo-nos todos em tantos pormenores da nossa história colectiva. Ficamos abismados com a fraqueza dos actuais dias (o último quadro diz respeito à adesão à então CEE), agarrados aos telemóveis e aos demais bens de consumo, deambulando à toa pela cidade.
Excelente representação de um elenco de actores jovens, que dominam com mestria a movimentação em palco, o corpo e a criação de distintos sentimentos, desde a alegria da Revolução à apatia do neoliberalismo.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Desconcerto
Viver desconcertado
com a aurora da manhã,
com o sol da tarde,
com as estrelas da noite.
Passear pela cidade e
contemplar edifícios decadentes,
prédios luzidios e funcionais.
Deambular pelos rostos:
fartos de viver, uns,
sedentos de vida, outros,
irradiando calor, uns poucos,
encantados pelo bicho da vida, todos.
Por entre desabafos, sussurros e gritos,
ecoa um plano superior,
uma gaivota desagrilhoada no infinito,
um barco que faz cócegas ao horizonte,
uma criança que nos desarma a sorrir.
Contrastes, inquietações, sentimentos
poderosos de ter e não ter,
de poder e amar.
[Amar é poder ou somente poder amar?]
F.L.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Neurónio(s)

Eu ia desejar-lhe Bom Ano de 2011, e desejo-o de igual modo, com toda a sinceridade, mas as notícias que me chegam dos economistas quase me desmotivam... Gostaria de dizer que espero que as suas previsões se equivoquem, mas creio já não ter idade para acreditar no Pai Natal...
Ele há dias em que os dois neurónios fazem faísca...
domingo, dezembro 26, 2010
Curiosidades...
"Por consequencia o fundamento immediato do matrimonio não é qualquer consentimento, mas um consentimento racional.
Racional ou irracional que fosse o consentimento, nunca elle podia produzir effeito, se da naturesa não tivesse a humanidade recebido o elemento da sociabilidade.
É portanto, a sociabilidade o fundamento primario do matrimonio.
O fim do matrimonio é a educação da prole e a manutensão d'uma communhão physica e moral por toda a vida entre os conjuges".
Joaquim Machado Cabral e Castro, Theoria do Castigo. Principios Fundamentaes. Offerecida aos Juristas da Universidade de Coimbra de 1859-1860, Coimbra: Imprensa Literdria, 1860.
O último parágrafo parece escrito por uma política da nossa praça...
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Can you hear what I hear? - Natasongs # 22
"Can You hear what I hear?" pelos Pink Martini.
Com Votos de um Feliz Natal
quarta-feira, dezembro 22, 2010
segunda-feira, dezembro 20, 2010
sexta-feira, dezembro 17, 2010
quinta-feira, dezembro 16, 2010
sábado, dezembro 11, 2010
Paloma

Veo una paloma en mi ventana abierta;
sigue girando sobre sí misma
cómo si fuera un planeta sobre su
órbita astral.
Se quedó quieta y muda,
me miró con sus ojitos de par en par
y me estropeó los sentidos.
De planeta sólo guarda el color gris y
de órbita sólo las cavidades donde aloja
a sus lámparas fosforescentes.
Paloma, palomita
cómo te extraño en Navidad…
F.L.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Manifesto anti-capitalista
quinta-feira, novembro 25, 2010
Dos Homens e dos Deuses (Des hommes et des Dieux)
Argumento: Etienne Comar, Xavier Beauvois
França, 2010, 122 min.
“Dos Homens e dos Deuses” é um filme superior. Daqueles que se demoram muito a escapar da atenção de quem os viu.
A história, baseada em factos verídicos (um conjunto de monges cistercienses que vivem num Mosteiro em Argel em harmonia e cooperação com a população local e são atingidos pelo acção terrorista de grupos de fundamentalistas islâmicos), é contada, por Xavier Beauvois, de um modo muito verdadeiro. Sem artifícios, sem excessos. No tempo devido, com vagar e placidez.
Mas a atenção do espectador não se perde na maior lentidão da narração (sobretudo no início do filme), antes podendo espraiar-se pelos preciosos pormenores de bom gosto que se multiplicam ao longo da história. Penso, por exemplo, nos momentos de reflexão e debate interior da personagem Christian num diálogo mudo com a paisagem circundante e do momento em que finalmente toma uma decisão e como que agradece o esclarecimento a uma árvore secular vizinha. Penso, também, na dança de emoções ao som de uma obra de Tchaicovsky e em tantos outros momentos.
É muito curioso, aliás, que, não havendo nos primeiros 20 minutos do filme extensos diálogos, se consiga perceber o carácter e sentimento das várias personagens (algumas sem terem enunciado uma palavra) e se consiga intuir acertadamente a resposta que darão quando forem confrontados com a decisão de partir ou ficar. A primeira resposta. Depois virão as dúvidas que com eles
vivemos e compreendemos.As interpretações são muito boas, tão boas que quando acompanhamos a história daquele grupo de monges nos esquecemos dos actores que os interpretam. É, por isso, com alguma injustiça para os demais que destaco Michael Lonsdale, como médico Luc, e Lambert Wilson, como irmão Christian.
Não é um filme sobre heróis, a menos que sejam uns heróis diferentes cheios de dúvidas e incertezas e com muitas humanas fraquezas. Diria antes que é um filme sobre os ramos em que os pássaros anseiam por pousar.

