Alegoria do efémero, do fraquíssimo significado do "sucesso". Inquietação sobre a mudança (tudo muda!).
Bem realizado, excepto no que toca aos efeitos especiais: muito artificiais.

Viver desconcertado
com a aurora da manhã,
com o sol da tarde,
com as estrelas da noite.
Passear pela cidade e
contemplar edifícios decadentes,
prédios luzidios e funcionais.
Deambular pelos rostos:
fartos de viver, uns,
sedentos de vida, outros,
irradiando calor, uns poucos,
encantados pelo bicho da vida, todos.
Por entre desabafos, sussurros e gritos,
ecoa um plano superior,
uma gaivota desagrilhoada no infinito,
um barco que faz cócegas ao horizonte,
uma criança que nos desarma a sorrir.
Contrastes, inquietações, sentimentos
poderosos de ter e não ter,
de poder e amar.
[Amar é poder ou somente poder amar?]
F.L.

"Can You hear what I hear?" pelos Pink Martini.
Com Votos de um Feliz Natal

Veo una paloma en mi ventana abierta;
sigue girando sobre sí misma
cómo si fuera un planeta sobre su
órbita astral.
Se quedó quieta y muda,
me miró con sus ojitos de par en par
y me estropeó los sentidos.
De planeta sólo guarda el color gris y
de órbita sólo las cavidades donde aloja
a sus lámparas fosforescentes.
Paloma, palomita
cómo te extraño en Navidad…
F.L.
É muito curioso, aliás, que, não havendo nos primeiros 20 minutos do filme extensos diálogos, se consiga perceber o carácter e sentimento das várias personagens (algumas sem terem enunciado uma palavra) e se consiga intuir acertadamente a resposta que darão quando forem confrontados com a decisão de partir ou ficar. A primeira resposta. Depois virão as dúvidas que com eles
vivemos e compreendemos.
Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am in a thousand winds that blow,
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.
I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.
I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am in the birds that sing,
I am in each lovely thing.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there. I do not die.
(Atribuído a Mary Elisabeth Frye, 1932)
Obrigado, L.