quarta-feira, dezembro 23, 2009
Merry Christmas ...
... Mr Lawrence de Ryuichi Sakamoto, pelo seu trio (Jaques Morelenbaum no violoncelo e Everton Nelson no violino).
sábado, dezembro 19, 2009
Early Night Post (64)
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Palhaçadas
Mário Crespo sem papas na língua, no JN de 14-12-2009.
Ah... e quem será este "palhaço"???
O palhaço
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
STCP em grande
"É bom rapaz, tem cara de enfermeiro"
?????????
Algumas das pérolas deste achado arqueológico!
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Early Night Post (63)
Caro João,
Como entomólogo de sadismo curioso arranquei uma das asas, a mais pequena e soltei o bicho para ver o resultado. Céus! O voo do «alfaiate», que sempre me inigmara pelas suas miraculosas suspensões, pelos arabescos à tona da água e pela sua inimaginável esquiva, esse voo, em vez de tombar, tomou imediatamente outro desenho. Em vez de planar, corria com as asas na vertical como que a golpear a água…
Lembrei-me disto depois da bela frase com que termina o seu texto de que gostei verdadeiramente muito.
Quantas asas pede um voo que partiu em busca de outro equilíbrio?
Quantas leituras tem um livro olhado pelo mesmo olhar a diferentes horas de nós mesmos? E que leitura será a de um poema em Braille decifrado por alguém que o conheceu antes de cegar?
Desculpe o arrazoado, e obrigado por me ter dado a conhecer este texto. Um abraço sublinhado do seu amigo de sempre.
Carta de José Cardoso Pires a João Lobo Antunes in "Numa cidade feliz" de João Lobo Antunes, Gradiva, pp. 174 e 175.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
quinta-feira, dezembro 03, 2009
terça-feira, dezembro 01, 2009
quarta-feira, novembro 25, 2009
segunda-feira, novembro 23, 2009
sábado, novembro 21, 2009
Irmãos Bloom
Humor bem doseado e servido por um elenco de excepção (Rachel Weisz, Adrien Brody, e, claro, Mark Ruffalo), num enredo assente na delicada linha que separa a verdade da falsidade. Uma linha que raramente aparece bem definida. Apenas se entrevê na tonalidade enigmática que macula os punhos de uma camisa branca.
Cassandra Wilson
Tendo, em vão, procurado na internet a “Pony Blues”, fica a “St. James Infirmary”.
Ontem foi mais ou menos assim, no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães …
sexta-feira, novembro 20, 2009
quarta-feira, novembro 18, 2009
Oldboy
Percebe-se bem o Prémio em Cannes em 2004 e porque agradou tanto a Tarantino. O nonsense e o humor negro deste último ponteiam em Oldboy.
Retenho dois provérbios: "Ri e o mundo ri-se contigo; chora e chorarás sozinho" e "Seja um grão de areia ou uma pedra, na água, ambas se afundam" (este último, a chave do filme).
Obrigado ao P.J. pelo tão simpático comodato:) Ah! Quase me esquecia: como me foi recomendado, não aconselhável a pessoas sensíveis!
terça-feira, novembro 17, 2009
quarta-feira, novembro 11, 2009
Luta antiga e justíssima
Assim continua a ser, o que me enche de orgulho.
Por isso, não deixem de assinar mais uma petição. À falta de outro instrumento, usemos este!
movimentocineclubedoporto.blogspot.com
terça-feira, novembro 10, 2009
Boas notícias!
Finalmente recebemos uma notícia que nos permite sentir algum orgulho...
· Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
· Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.
segunda-feira, novembro 09, 2009
domingo, novembro 08, 2009
Legado

Ecoam risos, estriam vozes,
tolero gente que libeliza.
De súbito, o Gutural!
A Tormenta, a Lancinante,
a Luta das Sombras que ensandecem
todo o Churchill que a elas resistia.
Empunhamos a Ciência; desembainhamos a Técnica.
Responde-nos o Animal; ataca-nos o Básico.
Retorquimos chavoneando:
globalizar, modernizar, simplificar.
Tropeçamos em pedintes, indigentes,
estropiados e carne humana simplesmente…ali, aqui, além, em todo o lado.
É este o mundo do eterno devir
legado aos sobrevivos.
Que querem esses hipócritas nojentos?
Já viram bem a porcaria que nos deixaram?!
F.L.
Cidadela
Do mirante, a cidadela.
Em finos cacos de porcelana
ondeia por searas de gente
carcomida em sulcos de injustiça.
Eis que assoma a Donzela.
Seu palácio a choupana,
onde se foge de quem mente
sobre a vida enquanto liça.
Liça será viver?
Se viver não é,
ao menos que assim pareça:
antes o jugo de morrer
à esperança que pereça!
F.L.
sábado, novembro 07, 2009
Emilia Galotti

O texto, não fosse ele de Lessing, é bastante forte e denso e contém expressões bem curiosas sobre os insondáveis caminhos da justiça, em especial daquela que era aplicada em tempos de monarquias mais ou menos absolutas.
A encenação de Nuno M. Cardoso peca por não ter sido capaz de transmitir maior vivacidade à peça, possivelmente encurtando a sua duração e, em algumas cenas, conferindo mais acção a dados diálogos em registo mais monocórdico. Bom, mas aí entra o trabalho dos actores. Em registo claramente mono esteve Carlos Pimenta (Coronel Odoardo Galotti). Quase desaparecido na trama e sem chama, David Santos (Conde Appiani). Já bastante expressivo e com gestos que raiavam a loucura, o Príncipe Hettore Gonzaga (Albano Jerónimo) e um magnífico Dinarte Branco (Marquês Marinelli).
A trama pode parecer démodée, mas o Amor, o sofrimento por ele e a loucura que se comete em seu nome são intemporais.
No TECA até hoje, 8/11, às 21.30 h.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Kings of Convenience
Duas das canções que deliciaram todos aqueles que estiveram presentes na belíssimo Theatro Circo em Braga na segunda-feira passada e assistiram a um espectáculo inolvidável…
terça-feira, novembro 03, 2009
Diversidades culturais
segunda-feira, novembro 02, 2009
Mercedes Sosa - Sólo le pido a Dios
Mercedes Sosa, uma voz que fala por um Povo e que nos deixou há pouco tempo.
A letra de "Solo de pido a Dios" é fortíssima. Um grito de revolta contra a indiferença em relação à guerra e a todos aqueles que sofrem, quantas vezes mesmo a nosso lado! Se a música (e sobretudo a letra) nos levar ao menos a estar hoje com alguém que sabemos encontrar-se em alguma destas situações, quão melhor dormiremos hoje!
SOLO LE PIDO A DIOS
Letra e música de Leon Gieco
Solo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacía y sola sin haber hecho lo suficiente
Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente
Que no me abofeteen la otra mejía
Después que una garra me arañe esta frente
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Solo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos
Que esos cuantos no lo olviden fácilmente
Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente
Desahuciado está el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente
sábado, outubro 31, 2009
quinta-feira, outubro 29, 2009
Parabéns Direito à cena!
Os nossos parabéns pelos 10 anos a todos os que fazem parte desse extraordinário grupo!
Que esta seja a primeira de muitas dezenas numa longa existência! E, já agora, que nós possamos continuar a aplaudir os (muitos) futuros sucessos do dÀc!
Aproveitamos, por isso, para nos associar à divulgação de uma das iniciativas de comemoração do aniversário.
Aqui fica o convite à FDUP para assistir com a malta do direitoÀcena, à próxima produção do TECA.

"Emilia Galotti"de
Gotthold Ephraim Lessing
dramaturgia e encenaçãoNuno M Cardoso
interpretaçãoAlbano Jerónimo, Ana Bustorff, Carlos Pimenta, David Santos, Dinarte Branco, Rita Calçada Bastos, Teresa Tavares
co-produçãoO Cão Danado e Companhia, TNSJ
Nuno M Cardoso prossegue, na nossa companhia, uma viagem pela literatura alemã, com escalas em Goethe, Fassbinder e Brecht. Desta vez, resgata da sombra a mais controversa das peças legadas pelo filósofo e dramaturgo Gotthold Ephraim Lessing, um dos mais decisivos reformadores da arte dramática europeia. Estreada em 1772, Emilia Galotti foi desde então sucessivamente amada e repudiada, permanecendo uma esfinge com muitos segredos. Nunca saberemos o que verdadeiramente aconteceu no encontro entre o príncipe Gonzaga e a burguesa Galotti. E essa dúvida, que se instala no início do segundo acto, propaga-se como uma “peste emocional” até ao desenlace trágico. Emilia foi seduzida ou seduziu? Foi vítima da arbitrariedade do poder ou da fascinação pelo poder? Lacónico e perverso, o autor não esclarece nem julga as motivações das suas personagens. Em Emilia Galotti aprendemos a desconfiar da verdade. No livro Homens em Tempos Sombrios, Hannah Arendt escolhe uma frase de Lessing que lhe parece condensar a sabedoria de todas as suas obras: “Que cada homem diga o que considera verdade, e deixe ao cuidado de Deus a verdade em si!”.
6.11.2009
21h30
Teatro Carlos Alberto, Porto
Preço dos bilhetes (15 bilhetes disponíveis)
dÀc € 5
FDUP € 7,5
Reservas até dia 31.10.2009, através do email direitoacena@gmail.com ou com os membros do dÀc na FDUP
sábado, outubro 17, 2009
sábado, outubro 10, 2009
"Amália Hoje" (ontem)
Ontem à noite, um Coliseu a abarrotar, com gente a cantar as letras de cor, a dançar e a pular é sempre um espectáculo inolvidável! Quando se lhe junta a orquestração e o arranjo de velhos temas com novas roupagens ditas "pop", o sucesso é garantido.
Foi um Coliseu rendido aos "Hoje", que muito vive da vocalista dos "The Gift". Alguns dirão que se assassinaram fados que deveriam permanecer imutáveis. Como em tudo, penso que é essencial distinguir as boas das más adaptações. As primeiras são também criações, ao passo que as últimas nada mais são que mau gosto. Em geral, os "Amália Hoje" conseguiram criar. Para mim, em especial, no tema "Medo".
quarta-feira, outubro 07, 2009
Pena de Morte na FDUP
O dia da detenção
No dia 26 de Janeiro de 1996, quando Martinez regressava de casa da sua ex-mulher depois de uma visita às suas duas filhas, foi abordado pela polícia, com um grande aparato de carros e helicópteros. Joaquín foi então preso sob a acusação da morte de um casal de jovens, assassinado três meses antes.
Segundo informações que Martinez pode confirmar posteriormente, nos documentos do seu processo, o rapaz assassinado – Douglas Lawson - era filho do Sheriff da cidade de Brandon (onde ocorreram os assassinatos) e vendia drogas e a rapariga – Sherrie McVoy-Ward - era sua noiva e trabalhava como bailarina de striptease num dos espaços comerciais mais famosos da cidade.
A condenação
As acusações contra ele foram fundamentadas através de:
* Uma gravação áudio cujo conteúdo era imperceptível, mas da qual foi feita uma transcrição pelas autoridades americanas. Esta transcrição foi obtida com a colaboração da sua ex-mulher e da polícia que escreveram a sua interpretação do que se dizia na fita;
* Testemunhos dos polícias envolvidos no caso;
* Depoimentos da sua ex-mulher, da sua noiva e de prisioneiros que afirmaram que ele teria confessado o crime.
No entanto, havia provas que não o apontavam como suspeito, como:
* as impressões digitais e o ADN encontrados, que não lhe pertenciam;
* não havia quaisquer indícios no seu carro ou roupas, que foram levadas da sua casa, que o incriminassem;
* não existia motivo aparente, nem prova de qualquer relação de Martinez com as vítimas, pelo menos nos anos que se seguiram à sua saída de uma empresa onde trabalhou com Douglas Lawson.
Apesar de tudo isto, Joaquín Martinez foi considerado culpado e condenado à morte pelo assassinato de uma das vítimas e a prisão perpétua pela morte da outra, sob as acusações de “assassinato premeditado” e “roubo em domicílio”. O julgamento teve lugar na Florida, em 1997.
A revisão da pena
O caso de Joaquín José Martinez foi largamente divulgado em Espanha, onde os seus pais conseguiram mobilizar centenas de pessoas, meios de comunicação social e diplomatas, que tiveram uma influência decisiva no desenrolar do seu processo. O Parlamento Europeu, o Senado italiano, o Rei de Espanha e o Papa João Paulo II apoiaram também os apelos, para que a sua pena fosse comutada.
A condenação à morte de Martinez foi revogada pelo Supremo Tribunal da Florida no ano 2000, que ordenou um segundo julgamento.
No segundo julgamento, a acusação não pediu a pena de morte, pois diversas testemunhas de acusação alteraram o seu depoimento e a fita áudio que alegadamente continha declarações que incriminavam Joaquín, não foi considerada admissível como prova, uma vez que o seu conteúdo era inaudível. Surgiram também provas de que a transcrição da gravação áudio tinha sido preparada pelo pai da vítima, em colaboração com uma sobrinha que trabalhava no departamento policial como estenógrafa, e que este tinha oferecido uma recompensa de $10,000.
Neste julgamento, concluído a 5 de Junho de 2001, o júri absolveu por unanimidade Joaquín José Martinez depois de ter concluído que as provas contra ele eram insuficientes.
Joaquín Martinez tornou-se assim, desde 1973, no 21.º prisioneiro, no Estado da Florida, e o 96.º detido, nos Estados Unidos da América, a ser exonerado depois de ter estado no corredor da morte.
Nos meses que se seguiram à sua libertação, Joaquín Martinez viajou pelas principais cidades espanholas, para conhecer e agradecer às pessoas que lutaram pela sua libertação.
No dia 20 de Junho de 2001, foi recebido pela Comunidade de Santo Egídio em Roma e participou numa iniciativa no Coliseu, cujas luzes acenderam em celebração da abolição da pena de morte no Chile e da comutação da sentença de morte de Martinez. Sempre que alguém é poupado da sentença de morte ou algum país se torna abolicionista, as luzes brancas do Coliseu dão lugar a luzes douradas, como símbolo da oposição internacional à pena de morte.
Nos últimos anos, Joaquín Martinez, tem dedicado a sua vida à luta contra à pena de morte e ao apoio a prisioneiros que enfrentam esta sentença.
Apareçam! às 17h na Faculdade de Direito da UP
sexta-feira, outubro 02, 2009
domingo, setembro 13, 2009
Sacanas


Teatro x2

Gabler é uma experiência simpática, em ambiente familiar no qual se vai desenrolando uma pequena-grande tragédia que tem o tédio, a falta de amor e o casamento tonto por ingredientes principais. Confesso que Sofia Alves claudica em momentos-chave da peça, não deixando de parecer algo deslocada do que era pedido a uma Hedda dona do mundo e simultaneamente de uma fragilidade assustadora. Nota mais para Vítor de Sousa que, em alguns momentos, parece também ele deslocado, mas agora em função de alguma «televisice TVI/Morangos com Açúcar» da protagonista.
Os Idiotas, no Teatro Nacional São João adivinhava-se como um exercício de «endurance» possivelmente incapaz de ser superado. E foi mesmo... A peça durava 5 horas e meia. Aguentámos 3 h... Já não foi mau! A peça falada em Lituano e com tradu
ção em Português, através de um aparelho que mal dava para ler e acompanhar o desenvolvimento cénico ao mesmo tempo, a que se juntou uma história excessivamente longa e, em muitos passos, desconcertante e «nonsense», aconselharam a saída...Já se sabe como são as obras de Dostoiévski, mas bem que podiam ter feito um resumo...
sábado, setembro 12, 2009
Casa da Música - rentrée

Pois bem, foi óptimo voltar ontem à Casa da Música para assistir a um dos concertos organizados em torno do grande Haydn, o setecentista que "popularizou" o género sinfónico. por ocasião do bicentenário da sua morte. Boa casa, com público ávido de notas que ecoaram por aquela que é já uma referência nacional e internacional - a "nossa" Casa da Música!
sexta-feira, setembro 04, 2009
Culturicis sofisticadus agudus

Levar a Cultura a sítios onde habitualmente a não encontramos é sempre um desiderato louvável.
Exemplo paradigmático encontrei na "Serralves na Baixa", ao lado dos mais concorridos espaços de diversão nocturna actuais do Porto. Uns três pisos de um edifício a necessitar de remodelação urgente (ao que julgo, antiga sede de uma emissora radiofónica), era ver um conjunto de televisores com caras estranhas, com filmes que não se percebem e com sons inimigos dos tímpanos.
Concordo com a ideia de que a arte não tem de ser instantânea. Mas desconfio que muitos dos supostos "artistas" se refugiam na total incompreensibilidade das suas "obras" para tentar ocultar o deserto de ideias em que vivem...
Sobretudo, irrita-me solenemente que o ser humano A pense que todos os outros são destituídos de miolos e que só ele/ela é que foi bafejado/a por Deus (ou similar)...
Vejam com os vossos olhos: Rua Cândido dos Reis, até 20/9. Ah! O que vale é que a entrada é grátis...
quarta-feira, setembro 02, 2009
sábado, agosto 29, 2009
Early Night Posts (62)
- Se o soubesse, estaria pelo menos a meio do caminho.
- Shri Ganesha costumava dizer que o silêncio também é conversa – murmurou.”
sexta-feira, agosto 21, 2009
A Ressaca

Uma mistura de Route 66 e de clássicos de amigos-que-vão-a-Vegas-enfrascar-se-em-despedida-de-solteiro, o filme prende pelo nonsense e pelo imprevisto. Em especial, pela cena em que um dos compinchas toca ao piano uma cultíssima (?) música ao lado de uma galinha que olha para o espectáculo como que pensando "estes humanos devem estar loucos!"...





















