quarta-feira, novembro 25, 2009

sábado, novembro 21, 2009

Irmãos Bloom

"There's no such thing as an unwritten life. Just a badly-written one."
Quase 120 minutos de uma louca sucessão de golpes, na curiosa procura da perfeição na … vigarice. Uma busca que se assemelha desconcertantemente à demanda da felicidade, já que o golpe perfeito é precisamente aquele em que todos alcançam aquilo que desejam.
Humor bem doseado e servido por um elenco de excepção (Rachel Weisz, Adrien Brody, e, claro, Mark Ruffalo), num enredo assente na delicada linha que separa a verdade da falsidade. Uma linha que raramente aparece bem definida. Apenas se entrevê na tonalidade enigmática que macula os punhos de uma camisa branca.

Cassandra Wilson

Tendo, em vão, procurado na internet a “Pony Blues”, fica a “St. James Infirmary”.
Ontem foi mais ou menos assim, no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães …

sexta-feira, novembro 20, 2009

quarta-feira, novembro 18, 2009

Oldboy

Julgo que foi a primeira vez que vi um filme sul-coreano. Realizado por Park Chan-Wook, Oldboy (Velho Amigo), de 2003, conta com um argumento absolutamente desconcertante, onde a dor, a loucura, o sofrimento em estado puro e o amor (doentio) ocupam lugar de destaque.
Percebe-se bem o Prémio em Cannes em 2004 e porque agradou tanto a Tarantino. O nonsense e o humor negro deste último ponteiam em Oldboy.
Retenho dois provérbios: "Ri e o mundo ri-se contigo; chora e chorarás sozinho" e "Seja um grão de areia ou uma pedra, na água, ambas se afundam" (este último, a chave do filme).
Obrigado ao P.J. pelo tão simpático comodato:) Ah! Quase me esquecia: como me foi recomendado, não aconselhável a pessoas sensíveis!

terça-feira, novembro 17, 2009

quarta-feira, novembro 11, 2009

Luta antiga e justíssima

De novo, a mais que justa luta pela reactivação do Cineclube do Porto, prometida pelo ex-Ministro da Cultura de Sócrates e que teve em alunos da FDUP um motor essencial.
Assim continua a ser, o que me enche de orgulho.

Por isso, não deixem de assinar mais uma petição. À falta de outro instrumento, usemos este!

movimentocineclubedoporto.blogspot.com

O Porto, o Norte e todo o País agradecem!

terça-feira, novembro 10, 2009

Boas notícias!

Já não era sem tempo!
Finalmente recebemos uma notícia que nos permite sentir algum orgulho...

· Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
· Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.
Conclusão:
Isto significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja... é económico! ...Afinal, nem tudo está mal, neste País!

segunda-feira, novembro 09, 2009

domingo, novembro 08, 2009

Legado


Tiziano, Alegoria da Prudência, 1565-1570, London National Gallery.

Ecoam risos, estriam vozes,
tolero gente que libeliza.
De súbito, o Gutural!
A Tormenta, a Lancinante,
a Luta das Sombras que ensandecem
todo o Churchill que a elas resistia.
Empunhamos a Ciência; desembainhamos a Técnica.
Responde-nos o Animal; ataca-nos o Básico.
Retorquimos chavoneando:
globalizar, modernizar, simplificar.
Tropeçamos em pedintes, indigentes,
estropiados e carne humana simplesmente…ali, aqui, além, em todo o lado.
É este o mundo do eterno devir
legado aos sobrevivos.
Que querem esses hipócritas nojentos?

Já viram bem a porcaria que nos deixaram?!

F.L.

Cidadela


Henri Matisse, Le bonheur de vivre, 1905-06, Barnes Foundation, Marion.

Do mirante, a cidadela.

Em finos cacos de porcelana
ondeia por searas de gente
carcomida em sulcos de injustiça.
Eis que assoma a Donzela.
Seu palácio a choupana,
onde se foge de quem mente
sobre a vida enquanto liça.
Liça será viver?
Se viver não é,
ao menos que assim pareça:
antes o jugo de morrer
à esperança que pereça!

F.L.

sábado, novembro 07, 2009

Emilia Galotti


Na sequência do tão amável convite do "DireitoàCena", quase todo o Tretas foi em romagem ao TECA a fim de assistir a "Emilia Galotti". Aparte a doença de Ana Bustorff que a impediu de participar na peça, tendo sido substituída por Teresa Sobral, em registo de leitura encenada (bem), tudo correu sem sobressaltos de maior...
O texto, não fosse ele de Lessing, é bastante forte e denso e contém expressões bem curiosas sobre os insondáveis caminhos da justiça, em especial daquela que era aplicada em tempos de monarquias mais ou menos absolutas.
A encenação de Nuno M. Cardoso peca por não ter sido capaz de transmitir maior vivacidade à peça, possivelmente encurtando a sua duração e, em algumas cenas, conferindo mais acção a dados diálogos em registo mais monocórdico. Bom, mas aí entra o trabalho dos actores. Em registo claramente mono esteve Carlos Pimenta (Coronel Odoardo Galotti). Quase desaparecido na trama e sem chama, David Santos (Conde Appiani). Já bastante expressivo e com gestos que raiavam a loucura, o Príncipe Hettore Gonzaga (Albano Jerónimo) e um magnífico Dinarte Branco (Marquês Marinelli).
A trama pode parecer démodée, mas o Amor, o sofrimento por ele e a loucura que se comete em seu nome são intemporais.
No TECA até hoje, 8/11, às 21.30 h.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Kings of Convenience

Rule my World” e “Misread” dos Kings of Convenience.
Duas das canções que deliciaram todos aqueles que estiveram presentes na belíssimo Theatro Circo em Braga na segunda-feira passada e assistiram a um espectáculo inolvidável…



terça-feira, novembro 03, 2009

Diversidades culturais


Há mesma diversas formas de olhar a mesma realidade... e não (só) em sentido filosófico... Interessante é, ainda, que as diferentes latitude e longitude tenham nisso enorme relevância...

segunda-feira, novembro 02, 2009

Mercedes Sosa - Sólo le pido a Dios

Sugestão de um bom Amigo, com excelente gosto e que me chamou a atenção para a importância social da letra.
Mercedes Sosa, uma voz que fala por um Povo e que nos deixou há pouco tempo.
A letra de "Solo de pido a Dios" é fortíssima. Um grito de revolta contra a indiferença em relação à guerra e a todos aqueles que sofrem, quantas vezes mesmo a nosso lado! Se a música (e sobretudo a letra) nos levar ao menos a estar hoje com alguém que sabemos encontrar-se em alguma destas situações, quão melhor dormiremos hoje!


SOLO LE PIDO A DIOS

Letra e música de Leon Gieco

Solo le pido a Dios

Que el dolor no me sea indiferente

Que la reseca muerte no me encuentre

Vacía y sola sin haber hecho lo suficiente

Solo le pido a Dios

Que lo injusto no me sea indiferente

Que no me abofeteen la otra mejía

Después que una garra me arañe esta frente

Solo le pido a Dios

Que la guerra no me sea indiferente

Es un monstro grande y pisa fuerte

Toda la pobre inocencia de la gente

Es un monstro grande y pisa fuerte

Toda la pobre inocencia de la gente

Solo le pido a Dios

Que el engaño no me sea indiferente

Si un traidor puede más que unos cuantos

Que esos cuantos no lo olviden fácilmente

Solo le pido a Dios

Que el futuro no me sea indiferente

Desahuciado está el que tiene que marchar

A vivir una cultura diferente


sábado, outubro 31, 2009

Sunny Road - Emiliana Torrini




Emiliana Torrini @ Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães

quinta-feira, outubro 29, 2009

Parabéns Direito à cena!

Como fãs confessos do direitoÀcena, não podíamos deixar de assinalar, aqui no T&L, o seu aniversário.
Os nossos parabéns pelos 10 anos a todos os que fazem parte desse extraordinário grupo!
Que esta seja a primeira de muitas dezenas numa longa existência! E, já agora, que nós possamos continuar a aplaudir os (muitos) futuros sucessos do dÀc!

Aproveitamos, por isso, para nos associar à divulgação de uma das iniciativas de comemoração do aniversário.
Vamos ao teatro com o dÀc?
Aqui fica o convite à FDUP para assistir com a malta do direitoÀcena, à próxima produção do TECA.


"Emilia Galotti"de
Gotthold Ephraim Lessing
dramaturgia e encenaçãoNuno M Cardoso
interpretaçãoAlbano Jerónimo, Ana Bustorff, Carlos Pimenta, David Santos, Dinarte Branco, Rita Calçada Bastos, Teresa Tavares
co-produçãoO Cão Danado e Companhia, TNSJ
Nuno M Cardoso prossegue, na nossa companhia, uma viagem pela literatura alemã, com escalas em Goethe, Fassbinder e Brecht. Desta vez, resgata da sombra a mais controversa das peças legadas pelo filósofo e dramaturgo Gotthold Ephraim Lessing, um dos mais decisivos reformadores da arte dramática europeia. Estreada em 1772, Emilia Galotti foi desde então sucessivamente amada e repudiada, permanecendo uma esfinge com muitos segredos. Nunca saberemos o que verdadeiramente aconteceu no encontro entre o príncipe Gonzaga e a burguesa Galotti. E essa dúvida, que se instala no início do segundo acto, propaga-se como uma “peste emocional” até ao desenlace trágico. Emilia foi seduzida ou seduziu? Foi vítima da arbitrariedade do poder ou da fascinação pelo poder? Lacónico e perverso, o autor não esclarece nem julga as motivações das suas personagens. Em Emilia Galotti aprendemos a desconfiar da verdade. No livro Homens em Tempos Sombrios, Hannah Arendt escolhe uma frase de Lessing que lhe parece condensar a sabedoria de todas as suas obras: “Que cada homem diga o que considera verdade, e deixe ao cuidado de Deus a verdade em si!”.
6.11.2009
21h30
Teatro Carlos Alberto, Porto
Preço dos bilhetes (15 bilhetes disponíveis)
dÀc € 5
FDUP € 7,5
Reservas até dia 31.10.2009, através do email direitoacena@gmail.com ou com os membros do dÀc na FDUP

sábado, outubro 17, 2009

sábado, outubro 10, 2009

"Amália Hoje" (ontem)

Os "Amália Hoje" têm o condão, como foi ontem recordado, de trazer de novo Amália aos públicos que, como eu, não são da época em que a diva se encontrava no auge da sua carreira musical.
Ontem à noite, um Coliseu a abarrotar, com gente a cantar as letras de cor, a dançar e a pular é sempre um espectáculo inolvidável! Quando se lhe junta a orquestração e o arranjo de velhos temas com novas roupagens ditas "pop", o sucesso é garantido.
Foi um Coliseu rendido aos "Hoje", que muito vive da vocalista dos "The Gift". Alguns dirão que se assassinaram fados que deveriam permanecer imutáveis. Como em tudo, penso que é essencial distinguir as boas das más adaptações. As primeiras são também criações, ao passo que as últimas nada mais são que mau gosto. Em geral, os "Amália Hoje" conseguiram criar. Para mim, em especial, no tema "Medo".