segunda-feira, maio 18, 2009

"Dobram-se as mulheres doentes"


A edium editores tem o prazer de anunciar o lançamento da obra ”Dobram-se as mulheres doentes” do poeta Gustavo Brandão Nascimento. A sessão de apresentação decorrerá no próximo sábado, dia 23 de Maio, pelas 17.00 horas, na Livraria Index (Rua D. Manuel II, 320, Porto – ao Palácio de Cristal). Obra e autor serão apresentados pelo também prefaciador da obra André Lamas Leite.

Sobre o autor: Gustavo Brandão Nascimento nasceu no Porto em 16 de Fevereiro de 1976. Jurista de profissão, estudou História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Dobram-se As Mulheres Doentes é a terceira obra consagrada à Poesia.

Sobre a obra (excerto do prefácio de André Lamas Leite) – “Mulher. Mãe. Filho. Doença. Este é o quadrado de «Dobram-se as mulheres doentes». A mulher; sempre a figura feminina. Contudo, não a mulher bela, esguia, de formas perfeitas e sensuais que dita as cartilhas da modernidade e os desfiles de moda que ensandecem o nosso tempo. A mulher no seu estado, dir-se-á, pútrido. A mulher doente, com os seios rentes ao chão, cuspindo lamas que são desejos, doenças, fatalidades, saudades. Mulher esta que, por sinédoque, é-o na medida em que é mãe, em que tem capacidade de parir, de carregar fetos, de expelir placentas. E em linguagem impressionista, por vezes violenta e cruel, quase agressiva para o leitor carecido de expiação.”


Mankind is no Island

Vejam bem este filme realizado apenas com um telemóvel e que retrata como poucos a solidão e o isolamento nas cidades "modernas", bem patentes nos "sem-abrigo".
O filme, de Jason van Genderen, intitula-se "Mankind is no Island", vencedor do afamado Tropfest NY 2008.

domingo, maio 17, 2009

Salsa´n Jazz * Samuel Quinto Trio


Realmente andamos com muitos eventos imperdíveis! Ora aqui vai mais um!

O concerto de lançamento do CD “Salsa´n Jazz”, de "Samuel Quinto Trio", irá ter lugar no próximo dia 06 de Junho (Sábado), às 19h, no Auditório José Duarte da Escola Jazz ao Norte (www.jazzaonorte.com).

O ingresso (gratuito) será feito unicamente mediante pré-reserva a fazer via e-mail, para o seguinte endereço electrónico info@samuelquinto.com (bastando indicar o(s) nome(s) e número de convites pretendidos).

Aproveito ainda para informar que o CD estará disponível em pré-venda no dia do concerto.


Contamos com a V/ presença e divulgação!

Dobram-se as Mulheres Doentes

O lançamento do novo livro de poesia de Gustavo Brandão do Nascimento ocorre já no próximo dia 23 de Maio de 2009 (sábado), pelas 17 h, na Livraria "Index", na Rua D. Manuel II, ao lado do edifício da "Tranquilidade".

O livro "Dobram-se as Mulheres Doentes", publicado pela Edium Editores, merece a Vossa presença!


Livraria Index -Rua D. Manuel II, 320 r/c 4050-344 Porto

http://livrariaindex.blogspot.com/

terça-feira, maio 12, 2009

A Ópera do Falhado - DireitoàCena


O DireitoàCena, Grupo de Teatro da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, apresenta uma nova realização que, como as anteriores, promete ser absolutamente genial!
Estão todos convocados para os dias 18, 19 e 20 de Maio, pelas 21.30h, na Sala Preta d'A Fábrica da Alegria, sita à Rua da Alegria, 341, para assistir a "A Ópera do Falhado", de J.P. Simões.
Os bilhetes podem ser adquiridos, durante o horário de expediente, na portaria da Faculdade, sita à Rua dos Bragas, 223, no Porto. Reservas e informações para direitoacena@gmail.com.

Imperdível!

domingo, maio 10, 2009

T & L em FESTA!!

Associando a internet aos grandiosos festejos desta data tão especial, vimos também aqui dar os nossos parabéns ao filipelamas e desejar-lhe as maiores felicidades. Em todos os domínios menos no futebolístico, claro! Sim, porque ainda esperamos que, neste dia, se celebre mais um aniversário do treteiro-mor… ;-)
Rocky e RTP

PS - O you-tube não está a colaborar, pelo que de momento não podemos colocar uma musiquinha a acompanhar as nossas breves palavras. :-(

sábado, maio 09, 2009

Early Night Post (57)

Réné Magritte, The false mirror

“As sombras da alma. As histórias que os outros contam sobre nós e as histórias que contamos sobre nós próprios: quais são as que mais se aproximam da verdade? Será assim tão evidente que são as próprias? Será que cada um é uma autoridade para si próprio? Contudo, essa não é verdadeiramente a questão que me ocupa. A verdadeira questão é: haverá, nessas histórias, uma diferença entre verdadeiro e falso? Em relação a outras histórias sobre aspectos exteriores ela existe, de facto. Mas o que sucede quando nos dispomos a compreender alguém na sua interioridade? Será que essa viagem algum dia terá fim? Será que a alma é um espaço habitado por factos? Ou será que os supostos factos não passam de enganadoras sombras das nossas histórias?
(…)
Gregorius pensou que isso também era válido para os olhares. Não era que os olhares estivessem lá e fossem simplesmente lidos. Os olhares eram sempre interpretados. E só existiam enquanto interpretados, enquanto objectos de uma leitura subjectiva.”

Pascal Mercier, Comboio Nocturno para Lisboa, Dom Quixote, p. 145 e pp. 418 e 419.

sexta-feira, maio 08, 2009

A Verdade da Queima em Coimbra

Inverno no Tejo


Em antecipação dos festejos de domingo, meditemos um pouco nas tristezas alheias de que padecem, entre outros, as nossas rtp e rocky...

terça-feira, maio 05, 2009

Rising

Rising do novíssimo trabalho de Lhasa de Sela.

ZOOMático

@CdM

segunda-feira, maio 04, 2009

La fête de Rodrigo Leão

Sempre que vejo ao vivo este músico português dou o tempo por muito bem aproveitado.
E assim também aconteceu na sexta-feira passada no Fórum da Maia, no concerto inaugural do Festival de Música da mesma cidade (que conta com um cartaz inusitadamente bem recheado). Apesar da exiguidade do palco e de algumas deficiências acústicas, Rodrigo Leão e os seus companheiros não desiludiram.
Acompanhando os temas de “Voltar” - e, claro, a Passion do “Alma Mater” -, desfilaram as canções do magnífico “Cinema”. Aqui fica a belíssima “La fête”.

domingo, maio 03, 2009

Early Night Post (56)

A vida é o dia de hoje

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;

A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:

Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou!

João de Deus
(Com um beijinho de agradecimento)

sábado, maio 02, 2009

Early Night Post (55)

René Magritte. La Condition humaine. 1933. The National Gallery of Art, Washington
“Tal qual como os operários especializados num trabalho minucioso e fatigante para os olhos, quer pela atenção requerida, quer pela luz deficiente e fraca em que laboram, vêm de vez em quando à rua e, passeando por qualquer lugar adequado ao lazer, deleitam os olhos com a luz do dia, assim também o espírito, encerrado nesta morada obscura e triste, procura sempre que pode, o ar livre e repousa através da contemplação da natureza”
Lúcio Aneu Séneca, Cartas a Lucílio, Calouste Gulbenkian, 2.ª edição. 2004, p. 234.

quarta-feira, abril 29, 2009

La Ley de Herodes



La Ley de Herodes (México, 1999), realizado pelo conhecido Luis Estrada, é uma metáfora sarcástica e muito bem conseguida do poder político.

Algures numa aldeia perdida do México, em 1949, um humilde e ainda puro funcionário público e do partido PRI é enviado para San Pedro de Saguados, onde o anterior “presidente municipal” havia sido assassinado brutamente pela população.

As eleições estavam próximas e não se podia correr o risco de o Governo não conseguir dar conta de uma insignificante aldeia.

Escolhido por ser pouco dotado pela inteligência, Juan Vargas, então supervisor de limpeza municipal, chega a uma aldeia sem lei, ou melhor, apenas com a lei da corrupção. Vários métodos são experimentados e apenas o crime parece resultar. O outrora simples e honesto Juan transforma-se no mais abominável político pronto a tudo fazer para conseguir extorquir dinheiro ao povo.

As teias de dependências, o castelo de cartas construído com base em favores pessoais e os altíssimos custos que uma aparência de democracia sempre importa, fazem deste filme um excelente exemplo de como o poder corrompe. Rousseau havia de o ter aplaudido de pé e Maquiavel não renegaria os seus ensinamentos.

O nosso Eça ou, antes dele, o nosso Gil Vicente reconhecer-se-iam na crítica do clero, no papel dos pequenos poderes provincianos. Os juristas veriam a autocracia no seu extremo e deliciar-se-iam com o modo extra-rápido de operar revisões constitucionais profundíssimas!

Em ano de tantas eleições, a representação de Juan (Damián Alcázar) não desmerece tantas que são vão vendo por aí. E não falo na América Central ou Latina…

E a moralidade da história? A corrupção compensa. Assim, com toda a impunidade. E com toda a realidade.

Apetece repetir, como na película, ¡O te chingas o te f****!…, ¡El que no tranza no avanza! e ¡Este país no tiene solución!







sábado, abril 25, 2009

Papillon - Jerry Goldsmith

"Toi qui regardes la mer

Tu es seul avec tes souvenirs

Et malgré tout ce bleu, tout ce vert

Tu es triste à mourir

Mais quand tu fermes les yeux

Un refrain qui te parle en argot

Fait valser tes souvenirs

Avec l'odeur du métro

Chacun s'évade à sa façon

Chacun son rêve papillon"

"Toi qui regardes la mer", com música de Jerry Goldsmith, para o filme "Papillon"

Early Night Post (54)

Pradel representa a vindicta pública. É o acusador oficial e nada tem de humano. Representa a lei, a balança, é ele quem maneja e tudo fará para que esta se incline para o seu lado. Tem um olhar de abutre, fecha um pouco as pálpebras e olha-me intensamente, com toda a altivez.”
Henri Charrière, Papillon.

“Só então encontrou o olhar inexpressivo de Villefort, esse olhar característico dos magistrados, que não querem que lhes leiam o pensamento e que por isso transformam os olhos num vidro despolido. Aquele olhar revelou-lhe que se encontrava diante da justiça, figura de maneiras sombrias.”
Alexandre Dumas, O Conde de Monte-Cristo.

sexta-feira, abril 24, 2009

quarta-feira, abril 15, 2009

Early Night Post (53)

Impression, soleil levant" de Claude Monet
“Muitas vezes pensando nele, mais tarde, frei Petar não podia recordar com exactidão nem a hora nem como chegara ao seu lugar, e muito menos o que dissera na altura. Quando se trata de pessoas com quem mais tarde ficamos próximos, normalmente esquecemos todos os pormenores do primeiro encontro; parece-nos que desde sempre as conhecemos e que desde sempre têm estado connosco. De tudo isso, na memória às vezes surge apenas uma única imagem, vaga e confusa. (..)
A conversa começou espontaneamente. As conversas assim são as melhores. A princípio, algo como uma saudação, palavras escassas e indeterminadas que se procuram e se apalpam. (..)”

Ivo Andric, O Pátio maldito, Cavalo de Ferro, 2008, p. 40-44.

Bach and more

Bach (Concerto for Piano in D major, BWV 1054, Allegro), pelo extraordinário Jacques Loussier e respectivo trio.

La Chinoise

A arte não é o reflexo da realidade, mas a realidade do reflexo.

La Chinoise, Jean-Luc Godard

quarta-feira, abril 01, 2009

To build a home

"To build a home" dos Cinematic Orchestra

terça-feira, março 24, 2009

Legislar


Acabo de receber por e-mail esta "pérola"!

MUITO URGENTE, última alteração ao CPP:

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
LIVRO X - Das execuções
TÍTULO I - Disposições gerais
(...)

Artigo 468°-A
(Águas de Bacalhau)

1. Se o condenado conseguir endrominar pena em que foi condenado, transitada ou não em julgado, por qualquer meio, por período igual ou superior a um ano, nomeadamente com a interposição de recursos manifestamente infundados para todas as instâncias e revista nacionais ou internacionais, ou ainda interpondo recursos extraordinários, iludindo as autoridades responsáveis pela sua captura ou tendo sido declarado na situação de contumácia, tem o direito a requerer ao tribunal que a pena seja declarada em situação de águas de bacalhau.
2. O tribunal não pode deixar de declarar a pena em situação de águas de bacalhau, a qual é irrecorrível, transitando logo em julgado.
3. Se o tribunal não proferir decisão no prazo de 24 horas o cidadão pode recorrer para o julgado de paz competente.
4. A pena declarada em águas de bacalhau não mais poderá ser cumprida ou considerada em cúmulo jurídico, ficando o Ministério Público impedido de promover o respectivo cumprimento.
5. O arguido que tiver pena declarada em situação de águas de bacalhau poderá exigir indemnização ao Estado a calcular no valor de 5.000 € por cada mês ou fracção de prisão não cumprida.
6. Se o arguido for membro ou simpatizante do Partido essa indemnização será de 20.000 € por cada mês ou fracção de prisão não cumprida.
7. No caso previsto no número anterior, nenhuma pessoa ou órgão de comunicação social poderá difundir, ou simplesmente aludir, à existência de pena declarada em situação de águas de bacalhau.

(Redacção introduzida pelo DL 00/2009, com vista a acabar com as campanhas negras contra cidadãos supostamente honestos, que entra imediatamente em vigor e tem efeitos radioactivos e retroactivos desde sempre e enquanto existir o Governo da República).

segunda-feira, março 23, 2009

Dra. Edite Estrela à recepção!

A língua tem destas coisas...

A diferença que um "q" por um "c" faz! Na Rua de Sto. António, em Faro. Dizem...

Peguilhar com uma sportinguista...

Ainda os ecos do desastre sportinguista, depois de uma derrota naquela coisa que tem nome de cerveja, mas que só se ficou a dever a um pénalti mal marcado!
O Paulo Bento bem teve razão no gesto que fez em direcção ao árbitro...

Afinal, a razão do desaire europeu do SCP deve-se a uma dificuldade inultrapassável para quem não é uma empresa de construção civil...
Agradece à Thumbelina a disponibilização da imagem!

Through your eyes

Through your eyes de Nina Kinert.

sexta-feira, março 13, 2009

Gran Torino



Grande Filme!

Gran Torino de Clint Eastwood

Música do próprio e de Jamie Cullum

So tenderly/ Your story is/ Nothing more/ Than what you see/ Or/ What you've done/ Or will become/Standing strong/ Do you belong/ In your skin/ Just wondering/

Gentle now/ The tender breeze/ Blows/ Whispers through/ My Gran Torino/Whistling another/ Tired song

Engine humms/ And bitter dreams/ Grow heart locked/ In a Gran Torino/ It beats/ A lonely rhythm/ All night long/ It beats (...)

Realign all/ The stars/ Above my head/ Warning signs/ Travel far/ I drink instead/ On my own/ Oh,how I've known/ The battle scars/ And worn out beds/

E cantada também pelo Clint Eastwood ...


quinta-feira, março 12, 2009

segunda-feira, março 09, 2009

Early Night Posts (52)

Appel des dernières victimes de la terreur à la prison Saint Lazare à Paris les 7-9 Thermidor an II, Musée national du Château de Versailles

"É uma verdadeira cidade de presos e guardas a que levantinos e marinheiros de todas as nacionalidades chamam Depósito, mas que é mais comhecida por Pátio Maldito, como lhe chama o povo, sobretudo todos os que com ela têm um laço qualquer. (...) Ora, nesta terra, a culpa é muita e de todas as espécies, e a suspeita chega longe, em profundidade e em amplitude. Isto porque a polícia de Constantinopla professa o sagrado princípio de que é mais fácil libertar um inocente do Pátio Maldito do que andar à procura de culpados pelos meandros da cidade"

Ivo Andric, O Pátio Maldito, Cavalo de Ferro, 2.ª ed., 2008, p. 11.

quarta-feira, março 04, 2009

Bei mir bist du schon - Waldeck

"Bei mir bist du schon" por Waldeck.

segunda-feira, março 02, 2009

O mio babbino caro

Não sei bem porquê, hoje fui acompanhado por esta ária. O mio babbino caro, da ópera Gianni Schicchi, de Puccini.

A Cidade dos que Partem



Já não vou a tempo...

Ia recomendar que vissem A Cidade dos que Partem, no Teatro Carlos Alberto, uma produção do grupo Palmilha Dentada. Fabuloso! Rir a bandeiras despregadas sobre um texto inteligente, bem escrito, mordaz. Falar a rir sobre coisas muito sérias: a desumanização das cidades, a partida, a diferença, a podridão de certos núcleos políticos.

Bem, fica ao menos o testemunho!

Fitas





Milk, de facto, é Sean Penn. Fabulosa representação! Cada gesto, cada olhar, retratam na perfeição um líder de um movimento gay que ousou lutar. Muito bem entregue o Óscar!

O Leitor é outro exemplo de excelente representação, agora de Kate Winslet. O romance na adolescência está retratado com sobriedade e encanto. A honra - esse estranho ser - ocupa papel de destaque num mundo de pós-guerra.

Frost/Nixon: uma espécie de policial televisivo. Ocupa o tempo, sem grandes arrebatamentos. Suficiente mais.

Moscow, Belgium, ontem, último dia do Fantasporto. Comédia romântica mediana, com argumento previsível. Valeu por algumas gargalhadas de um Johnny il camionista amoroso...

Pergunta palerma

Porque é que fiquei muito feliz com o facto de "só" ter demorado uma hora na repartição de Finanças? Poderemos exigir assim tão pouco dos nossos serviços públicos?

Descompostura


Vale mesmo a pena ler a descompostura (e não "descompustura") de António Lobo Antunes a Deus. Nem mais. Palavras que, estou seguro, todos subscrevemos várias vezes na vida.

http://aeiou.visao.pt/descompustura-ao-meu-amigo-la-de-cima=f496759

sábado, fevereiro 28, 2009

Early Night Posts (51)


"Todos os dias o saúdo, e todos os dias o Papá Hemingway me responde indicando-me que o ofício de escrever é um trabalho de artesão. Saúdo-o e digo-lhe que os seus conselhos são para mim mandamentos: « (...) Lembra-te de que podem escrever-se excelentes romances com palavras de vinte dólares, mas o mérito está em escrevê-los com palavras de vinte centavos. Nunca te esqueças que o teu ofício é apenas uma parte do teu destino. Uma risca a menos não altera a pele do tigre, mas uma palavra a mais mata qualquer história. (...)"

Luís Sepúlveda, As Rosa de Atacama, Edições ASA, p. 105.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

La Calumnia

Foi sugestão musical de um Colega penalista. Aliás, atendendo a que se trata da ária "La calumnia" do "Barbeiro de Sevilha" de Rossini, só podia ser...
Prestem bem atenção à letra! Não há Comentário do CP que defina melhor este tipo legal de crime! E coitado de quem cai nas malhas dessa brisa quase gentil que vai crescendo, crescendo...

Sensibilidades milenares




EVA: Adão, amas-me ?

ADÃO: Não !

EVA: (a chorar) Então porque fizeste amor comigo?

ADÃO: Hellooooooooooo? Vês por aqui mais alguém?

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Cigarettes

Cigarettes na voz de Lourdes Férnandez (Russian Red).

Bom Tempo. Tempo Bom

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Funcionalismo público? Ainda há disso?


ERA UMA VEZ... 4 funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Boa sorte, Amigo!

Daqui a pouco tempo será mais um.
Já não é o primeiro Amigo que se vê forçado a partir visto este país não oferecer condições de trabalho.
Portugal retorna à tradição emigrante após um período fugaz de imigração coincidente com a época em que mais se viveu acima das possibilidades.
A música celebrada por Correia de Oliveira sob letra de Rosalía de Castro nunca foi tão actual.
Dá mesmo vontade de fazer o mesmo e de deixar um país onde nada parece funcionar.

Good luck, my Friend!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

The Boy in the Striped Pyjamas


The Boy in the Striped Pyjamas não se baseia em um acontecimento pouco relatado no cinema. Muito pelo contrário, a II Guerra Mundial tem sido retratada sob variadíssimos ângulos.

A novidade do filme (realizado por Mark Herman, em adaptação da obra homónima de John Boyne) é também a dos óculos com que esta página negra da História da Humanidade é observada: os de um pequeno miúdo de 8 anos, filho de um comandante do exército nazi que recebe a incumbência de dirigir um campo de concentração para judeus, na altura do início da “Solução Final”.

Uma amizade proibida surge entre o miúdo Bruno e uma outra criança da mesma idade, Shmuel, que cometeu o pecado capital de ter nascido judeu.

O olhar inocente da infância sob um conflito de proporções tão horrendas e a mutação a que se vai assistindo no afivelar de estereótipos impostos (a dado passo, dos judeus diz-se que “não são verdadeiras pessoas”), capaz de fazer da mentira um modo de salvamento perante situações de tensão, constituem o valor acrescentado da película.

Somos percorridos por uma sensação de estranheza, de quase incredulidade ante tão grande estupidez e desumanidade. Contudo, é essencial que não vejamos o extermínio de qualquer grupo de pessoas como um acontecimento histórico, mas como algo que se vai repetindo e que pode assumir proporções ainda maiores do que as que teve na II Grande Guerra.

E o facto de altos dignitários da Igreja Católica o negarem não ajuda em nada… E também parece que não vai bem com os fundamentos da fé que dizem professar…


Ainda a crise

Depois de mais uma reunião do Conselho Europeu, alguns dos Chefes de Estado e de Governo decidiram ir "relaxar" para o Louvre.
Ao depararem-se com a pintura abaixo, puseram-se a meditar...

Desabafa Merkel:
- Olhem para a perfeição dos corpos! Ela esguia e esbelta, ele atléticos e musculoso! São de certeza alemães!



Sarkozy não se conteve:
- Nada disso! O erotismo que se nota em cada figura... A tentação... Só podem ser franceses!





Brown atira:
- Not at all! A serenidade dos rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade dos gestos! São de certeza britânicos!



José Sócrates não esconde um longo sorriso:
- Estão todos enganados! Vejam: não têm roupa nem sapatos, não têm casa, apenas têm uma maçã para comer... não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso! Não tenham a menor dúvida: são de certeza absoluta Portugueses!



quinta-feira, fevereiro 05, 2009

A origem do mau tempo em Portugal

O post anterior do filipelamas desenvolve um raciocínio ... curioso (à falta de melhor palavra). Após uma primeira reacção de estupefacção, pareceu-me que a linha argumentativa nele espraiada pode ser aproveitada para outros domínios com resultados bem mais proveitosos.
Ora, vejamos ...
O ilustre treteiro abordava a séria temática da crise económica e financeira. E perscrutando causas e soluções, naturalmente convocou gente de estirpe elevada com as qualidades adequadas ao sensível problema em discussão: ministras e primeiras-damas de méritos inegáveis para as coisas da política e dos negócios.
Ora, inquietando-me um problema mais prosaico, ainda que igualmente actual e com efeitos depressivos - o mau tempo que tem assolado o nosso país (ele é o frio, a chuva, o vento, o granizo) - perguntei-me se não podia ser usado o mesmo raciocínio.
Ora, o primeiro passo era encontrar um país em que o tempo não se apresentasse tão invernal e ver depois o que é que nele existe e que pode estar em falta em Portugal. Eis que me acorre à mente o Brasil e as imagens de Verão que de lá vêm. Num primeiro momento, poderíamos ser tentados a gizar, para tal, uma explicação que pusesse em destaque a sua localização no hemisfério sul. Demasiado linear ... Espicaçado o engenho à luz da metodologia adoptada por filipelamas, não podemos, no entanto, descartar as influências inegáveis que os astros produzem nessas coisas de meteorologia.
E da astronómica constelação brasileira, eis que nos deparamos com algumas estrelas que por lá brilham

Rodrigo Santoro

Reinaldo Gianecchini
Márcio Garcia

E se estes raios de sol não melhorarem o tempo meteorológico, mal não fazem ao psicológico ... ;-))))))))

terça-feira, fevereiro 03, 2009

A origem da crise portuguesa

Em Espanha, está em funções o Governo com mais mulheres de sempre.

Em Itália, esta senhora, Mara Carfagna, é Ministra... para a Igualdade!!!
Em França, a Primeira-Dama é Carla Bruni.

E em Portugal...


Ainda se admiram que o país esteja em crise!!

Libertango de Astor Piazzola

Hoje tinha que ser Piazzola.

Revolutionary Road

O novo filme de Sam Mendes destaca-se, entre outras coisas, pelas boas interpretações (sobretudo de Michael Shannon e de Kate Winslet) e pela história que conta (da autoria de Richard Yates).
Revolutionary Road retrata a "hopeless emptiness" que invade a vida do simpático casal Wheeler confrontado com a escolha entre um conformado e promissor comodismo e uma louca e incerta prossecução dos sonhos.
Deixa ao espectador a questão maior que é a de saber qual é (deve ser?) a fronteira dos sonhos. Todos justificam uma revolução na vida de quem os sonha ou há alguns que devem apenas ser sonhados?

"And you know what's so good about the truth?
Everyone knows what it is however long they've lived without it.
No one forgets the truth, Frank, they just get better at lying"

* Procurei em vão uma das imagens que mais bem retratam o sentimento que perpassa o filme: a da multidão cinzenta e com chapéu que sai apressada dos comboios.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Slumdog Millionaire


Tive o prazer de assistir ontem à antestreia de Slumdog Millionaire (2008), traduzido para cá por Quem Quer ser Bilionário? (vá-se lá saber porque não é «milionário»…; talvez seja pelos 20 milhões de rupias em jogo…), um aclamado filme nos Globos de Ouro e um dos candidatos aos Óscares para Melhor Filme e Melhor Realizador. Quanto a este último, depois de êxitos como Trainspotting e 28 Days Later, não é de estranhar que Danny Boyle tenha construído uma verdadeira obra-prima.

O enredo é relativamente simples: Jamal Malik é uma criança de um bairro pobre de Bombaim (mais tarde, Mumbai) que perde a sua mãe num ataque de uma horda selvagem ao local onde se encontravam todos, pelo simples facto de serem muçulmanos. A partir daí, à extrema pobreza material, junta-se o desnorte sentimental, ficando Jamal entregue ao seu irmão Salim, a quem se junta Latika, uma órfã que acede ao lugar de «terceira mosqueteira».
Relato fiel da degradação humana, do aproveitamento vil da pobreza, de uma Índia plena de contrastes, em que as crianças vivem e se alimentam do lixo, em que tudo é sujo e desordenado, o filme surpreende pelo paradoxo das cores alegres e vivas que ponteiam as trevas com a formidável esperança da luz. Esperança essa que se conjuga com um amor sem fronteiras de Jamal por Latika e que, em última análise, conduz à morte de Salim.

Os dois irmãos simbolizam o bem e o mal como respostas a um ambiente extremo de desfavor social, sendo um hino ao indeterminismo. Jamal não precisou de vencer um concurso milionário para sempre o ter sido. Por certo não em rupias, mas em sentimentos nobres, em noção do justo e do recto, em amor verdadeiro e descomprometido que, no fim, triunfa. Também aqui se denota um optimismo por vezes cândido e naïf do argumento (Simon Beaufoy) que ao espectador transmite um enorme sentido de paz.

Os olhos dos actores que representam Jamal (Ayush Khedekar) e Salim (Azharuddin Ismail) falam pela Índia e pelo mundo, no sentido de que não é tudo admissível neste planeta de horror globalizado. Os planos originais de Boyle ajudam a que vejamos a realidade sempre de uma outra perspectiva, mesmo que inclinada. As representações sinceras e despretensiosas de Dev Patel, Madhur Mittal e Freida Pinto mostram que Bollywood, neste domínio, tem coisas melhores que o original.

A banda sonora só tem um adjectivo: sublime!

Um sério candidato aos Óscares! É a minha aposta!