O Presidente de certa empresa, casado há 25 anos, está com uma grande dúvida: fazer amor com a própria mulher, depois de tanto tempo de casamento, é trabalho ou prazer? Na dúvida, ligou ao Director-Geral e perguntou. Por sua vez, o Director ligou ao Sub-Director e fez a mesma pergunta. O Sub-Director ligou ao Gerente e fez a mesma pergunta. E assim se seguiu a corrente de ligações até que a pergunta chegou ao Sector Jurídico e o Advogado perguntou, como é normal, ao Estagiário que estava todo atarefado a fazer mil coisas ao mesmo tempo: - Rapaz, quando o Presidente da Empresa faz amor com a mulher dele é trabalho ou prazer? - É prazer, Doutor ! - respondeu prontamente o estagiário. - Como é que você pode responder a isso com tanta segurança e rapidez?? -... se fosse trabalho, já me tinham mandado a mim!
O filme conquistou o prémio de melhor argumento em Cannes (Jean-Pierre Dardenne Luc Dardenne). Talvez tivesse sido mais adequado o prémio de melhor meio argumento, uma vez que, sensivelmente a meio do filme, parece que os argumentistas foram para férias ou entraram em greve. Aquilo que começa por ser uma história de grande potencial dramático e real – o ilícito da venda de nacionalidade da U.E. a troco de um casamento forjado com uma albanesa que, após um matrimónio também ele falso, adquire a nacionalidade belga –, transforma-se numa vulgar historieta de traição e loucura. Mesmo assim, as interpretações estão, em regra, a bom nível, em especial Arta Dobroshi, no papel de Lorna. Um semi-sucesso dentro de um semi-fracasso.
Jose Feliciano é o cantor porto-riquenho que popularizou a música "Feliz Navidad", a qual se tornou já há muito tempo num "hit" desta quadra. Para os membros do Tretas, a música tem um significado especial, não podendo, por isso, faltar nesta nossa colectânea de "Natasongs" que, esperamos nós, venha a conhecer a luz do dia com a prestigiada e prestigiante etiqueta da "Thumbelina Records":)
"We watch the children playing/ Beside the christmas tree/ The presents are wrapped up/ It's beautiful and secretly! the gifts still hide/ The fun awaits for you inside/ Christmastime has come/ There'll be toys for everyone/ Cause christmastime has come for you/ I remember dreaming Wishing hoping praying for this day/ Now i sit and watch them/ The little ones i love so excited by the wait/ Christmastime has come/ There'll be toys for everyone/ Cause christmastime has come for you/ And now the word is given/ It's time to peek inside/ It's time to let the toys out/ So anxious for your look of joy and delight/ Waiting for just your surprise/ Christmastime has come/ There'll be toys for everyone/ Cause christmastime has come for you"
Aquilo que as pessoas que esgrimem a analogia com a selva querem realmente dizer, mas não dizem porque parece demasiado pessimista, demasiado predestinista, é: homo homini lupus. Não podemos colaborar porque a natureza humana – pondo de parte a natureza do mundo – é degradada, viciosa, predadora (Pobres feras difamadas! O lobo não é predador de outros lobos: lupus lupo lupus seria uma calúnia.)
J. M. Coetzee (Prémio Nobel da Literatura 2003), Diário de um Mau Ano, Alfragide: Publicações D. Quixote, 2008, p. 86.
Dizem que sou velho. Só se for por ter vivido tempos cinzentos de mordaça ao peito e de desfiar rotineiro de vãos fados. Talvez seja por me recordar de serões passados em volta de lareiras fumegantes de corações entrelaçados e urdidos em tessituras têxteis de tule tecidas. Porventura referem-se às épocas em que jardins de flores sobressaíam em cidades humanizadas de tamanho portátil para gente com rosto. Ah! Se calhar é por mendigar tanto por ideologias fundacionais e utópicas, por sonhos políticos infantis e contagiantes. Nada disso… Criticam-me o facto de ainda contemplar as hastes de animais selvagens nas nuvens de cal branca em precipitação sobre os montes.
Sim! Deixá-los escarnecer. Lamentam os pobres coitados viver estes tempos tal como os meus avós não haviam digerido a era de seus pais e eu próprio abomino a dos meus.
Hipótese: o que sentimos pelo presente é inveja de um passado que conforta quando se antecipa o futuro.
Método: científico, pois claro!
Conclusão: regresso ao início ou a inveja pelo eterno retorno.