segunda-feira, maio 18, 2009

"Dobram-se as mulheres doentes"


A edium editores tem o prazer de anunciar o lançamento da obra ”Dobram-se as mulheres doentes” do poeta Gustavo Brandão Nascimento. A sessão de apresentação decorrerá no próximo sábado, dia 23 de Maio, pelas 17.00 horas, na Livraria Index (Rua D. Manuel II, 320, Porto – ao Palácio de Cristal). Obra e autor serão apresentados pelo também prefaciador da obra André Lamas Leite.

Sobre o autor: Gustavo Brandão Nascimento nasceu no Porto em 16 de Fevereiro de 1976. Jurista de profissão, estudou História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Dobram-se As Mulheres Doentes é a terceira obra consagrada à Poesia.

Sobre a obra (excerto do prefácio de André Lamas Leite) – “Mulher. Mãe. Filho. Doença. Este é o quadrado de «Dobram-se as mulheres doentes». A mulher; sempre a figura feminina. Contudo, não a mulher bela, esguia, de formas perfeitas e sensuais que dita as cartilhas da modernidade e os desfiles de moda que ensandecem o nosso tempo. A mulher no seu estado, dir-se-á, pútrido. A mulher doente, com os seios rentes ao chão, cuspindo lamas que são desejos, doenças, fatalidades, saudades. Mulher esta que, por sinédoque, é-o na medida em que é mãe, em que tem capacidade de parir, de carregar fetos, de expelir placentas. E em linguagem impressionista, por vezes violenta e cruel, quase agressiva para o leitor carecido de expiação.”


Mankind is no Island

Vejam bem este filme realizado apenas com um telemóvel e que retrata como poucos a solidão e o isolamento nas cidades "modernas", bem patentes nos "sem-abrigo".
O filme, de Jason van Genderen, intitula-se "Mankind is no Island", vencedor do afamado Tropfest NY 2008.

domingo, maio 17, 2009

Salsa´n Jazz * Samuel Quinto Trio


Realmente andamos com muitos eventos imperdíveis! Ora aqui vai mais um!

O concerto de lançamento do CD “Salsa´n Jazz”, de "Samuel Quinto Trio", irá ter lugar no próximo dia 06 de Junho (Sábado), às 19h, no Auditório José Duarte da Escola Jazz ao Norte (www.jazzaonorte.com).

O ingresso (gratuito) será feito unicamente mediante pré-reserva a fazer via e-mail, para o seguinte endereço electrónico info@samuelquinto.com (bastando indicar o(s) nome(s) e número de convites pretendidos).

Aproveito ainda para informar que o CD estará disponível em pré-venda no dia do concerto.


Contamos com a V/ presença e divulgação!

Dobram-se as Mulheres Doentes

O lançamento do novo livro de poesia de Gustavo Brandão do Nascimento ocorre já no próximo dia 23 de Maio de 2009 (sábado), pelas 17 h, na Livraria "Index", na Rua D. Manuel II, ao lado do edifício da "Tranquilidade".

O livro "Dobram-se as Mulheres Doentes", publicado pela Edium Editores, merece a Vossa presença!


Livraria Index -Rua D. Manuel II, 320 r/c 4050-344 Porto

http://livrariaindex.blogspot.com/

terça-feira, maio 12, 2009

A Ópera do Falhado - DireitoàCena


O DireitoàCena, Grupo de Teatro da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, apresenta uma nova realização que, como as anteriores, promete ser absolutamente genial!
Estão todos convocados para os dias 18, 19 e 20 de Maio, pelas 21.30h, na Sala Preta d'A Fábrica da Alegria, sita à Rua da Alegria, 341, para assistir a "A Ópera do Falhado", de J.P. Simões.
Os bilhetes podem ser adquiridos, durante o horário de expediente, na portaria da Faculdade, sita à Rua dos Bragas, 223, no Porto. Reservas e informações para direitoacena@gmail.com.

Imperdível!

domingo, maio 10, 2009

T & L em FESTA!!

Associando a internet aos grandiosos festejos desta data tão especial, vimos também aqui dar os nossos parabéns ao filipelamas e desejar-lhe as maiores felicidades. Em todos os domínios menos no futebolístico, claro! Sim, porque ainda esperamos que, neste dia, se celebre mais um aniversário do treteiro-mor… ;-)
Rocky e RTP

PS - O you-tube não está a colaborar, pelo que de momento não podemos colocar uma musiquinha a acompanhar as nossas breves palavras. :-(

sábado, maio 09, 2009

Early Night Post (57)

Réné Magritte, The false mirror

“As sombras da alma. As histórias que os outros contam sobre nós e as histórias que contamos sobre nós próprios: quais são as que mais se aproximam da verdade? Será assim tão evidente que são as próprias? Será que cada um é uma autoridade para si próprio? Contudo, essa não é verdadeiramente a questão que me ocupa. A verdadeira questão é: haverá, nessas histórias, uma diferença entre verdadeiro e falso? Em relação a outras histórias sobre aspectos exteriores ela existe, de facto. Mas o que sucede quando nos dispomos a compreender alguém na sua interioridade? Será que essa viagem algum dia terá fim? Será que a alma é um espaço habitado por factos? Ou será que os supostos factos não passam de enganadoras sombras das nossas histórias?
(…)
Gregorius pensou que isso também era válido para os olhares. Não era que os olhares estivessem lá e fossem simplesmente lidos. Os olhares eram sempre interpretados. E só existiam enquanto interpretados, enquanto objectos de uma leitura subjectiva.”

Pascal Mercier, Comboio Nocturno para Lisboa, Dom Quixote, p. 145 e pp. 418 e 419.

sexta-feira, maio 08, 2009

A Verdade da Queima em Coimbra

Inverno no Tejo


Em antecipação dos festejos de domingo, meditemos um pouco nas tristezas alheias de que padecem, entre outros, as nossas rtp e rocky...

terça-feira, maio 05, 2009

Rising

Rising do novíssimo trabalho de Lhasa de Sela.

ZOOMático

@CdM

segunda-feira, maio 04, 2009

La fête de Rodrigo Leão

Sempre que vejo ao vivo este músico português dou o tempo por muito bem aproveitado.
E assim também aconteceu na sexta-feira passada no Fórum da Maia, no concerto inaugural do Festival de Música da mesma cidade (que conta com um cartaz inusitadamente bem recheado). Apesar da exiguidade do palco e de algumas deficiências acústicas, Rodrigo Leão e os seus companheiros não desiludiram.
Acompanhando os temas de “Voltar” - e, claro, a Passion do “Alma Mater” -, desfilaram as canções do magnífico “Cinema”. Aqui fica a belíssima “La fête”.

domingo, maio 03, 2009

Early Night Post (56)

A vida é o dia de hoje

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;

A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:

Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou!

João de Deus
(Com um beijinho de agradecimento)

sábado, maio 02, 2009

Early Night Post (55)

René Magritte. La Condition humaine. 1933. The National Gallery of Art, Washington
“Tal qual como os operários especializados num trabalho minucioso e fatigante para os olhos, quer pela atenção requerida, quer pela luz deficiente e fraca em que laboram, vêm de vez em quando à rua e, passeando por qualquer lugar adequado ao lazer, deleitam os olhos com a luz do dia, assim também o espírito, encerrado nesta morada obscura e triste, procura sempre que pode, o ar livre e repousa através da contemplação da natureza”
Lúcio Aneu Séneca, Cartas a Lucílio, Calouste Gulbenkian, 2.ª edição. 2004, p. 234.

quarta-feira, abril 29, 2009

La Ley de Herodes



La Ley de Herodes (México, 1999), realizado pelo conhecido Luis Estrada, é uma metáfora sarcástica e muito bem conseguida do poder político.

Algures numa aldeia perdida do México, em 1949, um humilde e ainda puro funcionário público e do partido PRI é enviado para San Pedro de Saguados, onde o anterior “presidente municipal” havia sido assassinado brutamente pela população.

As eleições estavam próximas e não se podia correr o risco de o Governo não conseguir dar conta de uma insignificante aldeia.

Escolhido por ser pouco dotado pela inteligência, Juan Vargas, então supervisor de limpeza municipal, chega a uma aldeia sem lei, ou melhor, apenas com a lei da corrupção. Vários métodos são experimentados e apenas o crime parece resultar. O outrora simples e honesto Juan transforma-se no mais abominável político pronto a tudo fazer para conseguir extorquir dinheiro ao povo.

As teias de dependências, o castelo de cartas construído com base em favores pessoais e os altíssimos custos que uma aparência de democracia sempre importa, fazem deste filme um excelente exemplo de como o poder corrompe. Rousseau havia de o ter aplaudido de pé e Maquiavel não renegaria os seus ensinamentos.

O nosso Eça ou, antes dele, o nosso Gil Vicente reconhecer-se-iam na crítica do clero, no papel dos pequenos poderes provincianos. Os juristas veriam a autocracia no seu extremo e deliciar-se-iam com o modo extra-rápido de operar revisões constitucionais profundíssimas!

Em ano de tantas eleições, a representação de Juan (Damián Alcázar) não desmerece tantas que são vão vendo por aí. E não falo na América Central ou Latina…

E a moralidade da história? A corrupção compensa. Assim, com toda a impunidade. E com toda a realidade.

Apetece repetir, como na película, ¡O te chingas o te f****!…, ¡El que no tranza no avanza! e ¡Este país no tiene solución!







sábado, abril 25, 2009

Papillon - Jerry Goldsmith

"Toi qui regardes la mer

Tu es seul avec tes souvenirs

Et malgré tout ce bleu, tout ce vert

Tu es triste à mourir

Mais quand tu fermes les yeux

Un refrain qui te parle en argot

Fait valser tes souvenirs

Avec l'odeur du métro

Chacun s'évade à sa façon

Chacun son rêve papillon"

"Toi qui regardes la mer", com música de Jerry Goldsmith, para o filme "Papillon"

Early Night Post (54)

Pradel representa a vindicta pública. É o acusador oficial e nada tem de humano. Representa a lei, a balança, é ele quem maneja e tudo fará para que esta se incline para o seu lado. Tem um olhar de abutre, fecha um pouco as pálpebras e olha-me intensamente, com toda a altivez.”
Henri Charrière, Papillon.

“Só então encontrou o olhar inexpressivo de Villefort, esse olhar característico dos magistrados, que não querem que lhes leiam o pensamento e que por isso transformam os olhos num vidro despolido. Aquele olhar revelou-lhe que se encontrava diante da justiça, figura de maneiras sombrias.”
Alexandre Dumas, O Conde de Monte-Cristo.

sexta-feira, abril 24, 2009

quarta-feira, abril 15, 2009

Early Night Post (53)

Impression, soleil levant" de Claude Monet
“Muitas vezes pensando nele, mais tarde, frei Petar não podia recordar com exactidão nem a hora nem como chegara ao seu lugar, e muito menos o que dissera na altura. Quando se trata de pessoas com quem mais tarde ficamos próximos, normalmente esquecemos todos os pormenores do primeiro encontro; parece-nos que desde sempre as conhecemos e que desde sempre têm estado connosco. De tudo isso, na memória às vezes surge apenas uma única imagem, vaga e confusa. (..)
A conversa começou espontaneamente. As conversas assim são as melhores. A princípio, algo como uma saudação, palavras escassas e indeterminadas que se procuram e se apalpam. (..)”

Ivo Andric, O Pátio maldito, Cavalo de Ferro, 2008, p. 40-44.