Rising do novíssimo trabalho de Lhasa de Sela.
terça-feira, maio 05, 2009
segunda-feira, maio 04, 2009
La fête de Rodrigo Leão
Sempre que vejo ao vivo este músico português dou o tempo por muito bem aproveitado.
E assim também aconteceu na sexta-feira passada no Fórum da Maia, no concerto inaugural do Festival de Música da mesma cidade (que conta com um cartaz inusitadamente bem recheado). Apesar da exiguidade do palco e de algumas deficiências acústicas, Rodrigo Leão e os seus companheiros não desiludiram.
Acompanhando os temas de “Voltar” - e, claro, a Passion do “Alma Mater” -, desfilaram as canções do magnífico “Cinema”. Aqui fica a belíssima “La fête”.
domingo, maio 03, 2009
Early Night Post (56)
A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou!
João de Deus
sábado, maio 02, 2009
Early Night Post (55)
quarta-feira, abril 29, 2009
La Ley de Herodes
La Ley de Herodes (México, 1999), realizado pelo conhecido Luis Estrada, é uma metáfora sarcástica e muito bem conseguida do poder político.
Algures numa aldeia perdida do México, em 1949, um humilde e ainda puro funcionário público e do partido PRI é enviado para San Pedro de Saguados, onde o anterior “presidente municipal” havia sido assassinado brutamente pela população.
As eleições estavam próximas e não se podia correr o risco de o Governo não consegui
r dar conta de uma insignificante aldeia.
Escolhido por ser pouco dotado pela inteligência, Juan Vargas, então supervisor de limpeza municipal, chega a uma aldeia sem lei, ou melhor, apenas com a lei da corrupção. Vários métodos são experimentados e apenas o crime parece resultar. O outrora simples e honesto Juan transforma-se no mais abominável político pronto a tudo fazer para conseguir extorquir dinheiro ao povo.
As teias de dependências, o castelo de cartas construído com base em favores pessoais e os altíssimos custos que uma aparência de democracia sempre importa, fazem deste filme um excelente exemplo de como o poder corrompe. Rousseau havia de o ter aplaudido de pé e Maquiavel não renegaria os seus ensinamentos.
O nosso Eça ou, antes dele, o nosso Gil Vicente reconhecer-se-iam na crítica do clero, no papel dos pequenos poderes provincianos. Os juristas veriam a autocracia no seu extremo e deliciar-se-iam com o modo extra-rápido de operar revisões constitucionais profundíssimas!
Em ano de tantas eleições, a representação de Juan (Damián Alcázar) não desmerece tantas que são vão vendo por aí. E não falo na América Central ou L
atina…
E a moralidade da história? A corrupção compensa. Assim, com toda a impunidade. E com toda a realidade.
Apetece repetir, como na película, ¡O te chingas o te f****!…, ¡El que no tranza no avanza! e ¡Este país no tiene solución!
sábado, abril 25, 2009
Papillon - Jerry Goldsmith
"Toi qui regardes la mer
Tu es seul avec tes souvenirs
Et malgré tout ce bleu, tout ce vert
Tu es triste à mourir
Mais quand tu fermes les yeux
Un refrain qui te parle en argot
Fait valser tes souvenirs
Avec l'odeur du métro
Chacun s'évade à sa façon
Chacun son rêve papillon"
"Toi qui regardes la mer", com música de Jerry Goldsmith, para o filme "Papillon"
Early Night Post (54)
“Só então encontrou o olhar inexpressivo de Villefort, esse olhar característico dos magistrados, que não querem que lhes leiam o pensamento e que por isso transformam os olhos num vidro despolido. Aquele olhar revelou-lhe que se encontrava diante da justiça, figura de maneiras sombrias.”
sexta-feira, abril 24, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
quarta-feira, abril 15, 2009
Early Night Post (53)
A conversa começou espontaneamente. As conversas assim são as melhores. A princípio, algo como uma saudação, palavras escassas e indeterminadas que se procuram e se apalpam. (..)”
Ivo Andric, O Pátio maldito, Cavalo de Ferro, 2008, p. 40-44.
Bach and more
Bach (Concerto for Piano in D major, BWV 1054, Allegro), pelo extraordinário Jacques Loussier e respectivo trio.
quarta-feira, abril 01, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Legislar

MUITO URGENTE, última alteração ao CPP:
Artigo 468°-A
1. Se o condenado conseguir endrominar pena em que foi condenado, transitada ou não em julgado, por qualquer meio, por período igual ou superior a um ano, nomeadamente com a interposição de recursos manifestamente infundados para todas as instâncias e revista nacionais ou internacionais, ou ainda interpondo recursos extraordinários, iludindo as autoridades responsáveis pela sua captura ou tendo sido declarado na situação de contumácia, tem o direito a requerer ao tribunal que a pena seja declarada em situação de águas de bacalhau.
(Redacção introduzida pelo DL 00/2009, com vista a acabar com as campanhas negras contra cidadãos supostamente honestos, que entra imediatamente em vigor e tem efeitos radioactivos e retroactivos desde sempre e enquanto existir o Governo da República).
segunda-feira, março 23, 2009
Dra. Edite Estrela à recepção!
Peguilhar com uma sportinguista...
O Paulo Bento bem teve razão no gesto que fez em direcção ao árbitro...
Afinal, a razão do desaire europeu do SCP deve-se a uma dificuldade inultrapassável para quem não é uma empresa de construção civil...
Agradece à Thumbelina a disponibilização da imagem!
sexta-feira, março 13, 2009
Gran Torino
Grande Filme!
Gran Torino de Clint Eastwood
Música do próprio e de Jamie Cullum
So tenderly/ Your story is/ Nothing more/ Than what you see/ Or/ What you've done/ Or will become/Standing strong/ Do you belong/ In your skin/ Just wondering/
Gentle now/ The tender breeze/ Blows/ Whispers through/ My Gran Torino/Whistling another/ Tired song
Engine humms/ And bitter dreams/ Grow heart locked/ In a Gran Torino/ It beats/ A lonely rhythm/ All night long/ It beats (...)
Realign all/ The stars/ Above my head/ Warning signs/ Travel far/ I drink instead/ On my own/ Oh,how I've known/ The battle scars/ And worn out beds/
E cantada também pelo Clint Eastwood ...






