So tenderly/ Your story is/ Nothing more/ Than what you see/ Or/ What you've done/ Or will become/Standing strong/ Do you belong/ In your skin/ Just wondering/
Gentle now/ The tender breeze/ Blows/ Whispers through/ My Gran Torino/Whistling another/ Tired song
Engine humms/ And bitter dreams/ Grow heart locked/ In a Gran Torino/ It beats/ A lonely rhythm/ All night long/ It beats (...)
Realign all/ The stars/ Above my head/ Warning signs/ Travel far/ I drink instead/ On my own/ Oh,how I've known/ The battle scars/ And worn out beds/
Appel des dernières victimes de la terreur à la prison Saint Lazare à Paris les 7-9 Thermidor an II, Musée national du Château de Versailles
"É uma verdadeira cidade de presos e guardas a que levantinos e marinheiros de todas as nacionalidades chamam Depósito, mas que é mais comhecida por Pátio Maldito, como lhe chama o povo, sobretudo todos os que com ela têm um laço qualquer. (...) Ora, nesta terra, a culpa é muita e de todas as espécies, e a suspeita chega longe, em profundidade e em amplitude. Isto porque a polícia de Constantinopla professa o sagrado princípio de que é mais fácil libertar um inocente do Pátio Maldito do que andar à procura de culpados pelos meandros da cidade"
Ivo Andric, O Pátio Maldito, Cavalo de Ferro, 2.ª ed., 2008, p. 11.
Ia recomendar que vissem A Cidade dos que Partem, no Teatro Carlos Alberto, uma produção do grupo Palmilha Dentada. Fabuloso! Rir a bandeiras despregadas sobre um texto inteligente, bem escrito, mordaz. Falar a rir sobre coisas muito sérias: a desumanização das cidades, a partida, a diferença, a podridão de certos núcleos políticos.
Milk, de facto, é Sean Penn. Fabulosa representação! Cada gesto, cada olhar, retratam na perfeição um líder de um movimento gay que ousou lutar. Muito bem entregue o Óscar!
O Leitoré outro exemplo de excelente representação, agora de Kate Winslet. O romance na adolescência está retratado com sobriedade e encanto. A honra - esse estranho ser - ocupa papel de destaque num mundo de pós-guerra.
Frost/Nixon: uma espécie de policial televisivo. Ocupa o tempo, sem grandes arrebatamentos. Suficiente mais. Moscow, Belgium, ontem, último dia do Fantasporto. Comédia romântica mediana, com argumento previsível. Valeu por algumas gargalhadas de um Johnny il camionista amoroso...
Porque é que fiquei muito feliz com o facto de "só" ter demorado uma hora na repartição de Finanças? Poderemos exigir assim tão pouco dos nossos serviços públicos?
Vale mesmo a pena ler a descompostura (e não "descompustura") de António Lobo Antunes a Deus. Nem mais. Palavras que, estou seguro, todos subscrevemos várias vezes na vida.
"Todos os dias o saúdo, e todos os dias o Papá Hemingway me responde indicando-me que o ofício de escrever é um trabalho de artesão. Saúdo-o e digo-lhe que os seus conselhos são para mim mandamentos: « (...) Lembra-te de que podem escrever-se excelentes romances com palavras de vinte dólares, mas o mérito está em escrevê-los com palavras de vinte centavos. Nunca te esqueças que o teu ofício é apenas uma parte do teu destino. Uma risca a menos não altera a pele do tigre, mas uma palavra a mais mata qualquer história. (...)"
Luís Sepúlveda, As Rosa de Atacama, Edições ASA, p. 105.
Foi sugestão musical de um Colega penalista. Aliás, atendendo a que se trata da ária "La calumnia" do "Barbeiro de Sevilha" de Rossini, só podia ser... Prestem bem atenção à letra! Não há Comentário do CP que defina melhor este tipo legal de crime! E coitado de quem cai nas malhas dessa brisa quase gentil que vai crescendo, crescendo...
ERA UMA VEZ... 4 funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito. Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.
Daqui a pouco tempo será mais um. Já não é o primeiro Amigo que se vê forçado a partir visto este país não oferecer condições de trabalho. Portugal retorna à tradição emigrante após um período fugaz de imigração coincidente com a época em que mais se viveu acima das possibilidades. A música celebrada por Correia de Oliveira sob letra de Rosalía de Castro nunca foi tão actual. Dá mesmo vontade de fazer o mesmo e de deixar um país onde nada parece funcionar.
The Boy in the Striped Pyjamas não se baseia em um acontecimento pouco relatado no cinema. Muito pelo contrário, a II Guerra Mundial tem sido retratada sob variadíssimos ângulos.
A novidade do filme (realizado por Mark Herman, em adaptação da obra homónima de John Boyne) é também a dos óculos com que esta página negra da História da Humanidade é observada: os de um pequeno miúdo de 8 anos, filho de um comandante do exército nazi que recebe a incumbência de dirigir um campo de concentração para judeus, na altura do início da “Solução Final”.
Uma amizade proibida surge entre o miúdo Bruno e uma outra criança da mesma idade, Shmuel, que cometeu o pecado capital de ter nascido judeu.
O olhar inocente da infância sob um conflito de proporções tão horrendas e a mutação a que se vai assistindo no afivelar de estereótipos impostos (a dado passo, dos judeus diz-se que “não são verdadeiras pessoas”), capaz de fazer da mentira um modo de salvamento perante situações de tensão, constituem o valor acrescentado da película.
Somos percorridos por uma sensação de estranheza, de quase incredulidade ante tão grande estupidez e desumanidade. Contudo, é essencial que não vejamos o extermínio de qualquer grupo de pessoas como um acontecimento histórico, mas como algo que se vai repetindo e que pode assumir proporções ainda maiores do que as que teve na II Grande Guerra.
E o facto de altos dignitários da Igreja Católica o negarem não ajuda em nada… E também parece que não vai bem com os fundamentos da fé que dizem professar…
Depois de mais uma reunião do Conselho Europeu, alguns dos Chefes de Estado e de Governo decidiram ir "relaxar" para o Louvre. Ao depararem-se com a pintura abaixo, puseram-se a meditar...
Desabafa Merkel: - Olhem para a perfeição dos corpos! Ela esguia e esbelta, ele atléticos e musculoso! São de certeza alemães!
Sarkozy não se conteve: - Nada disso! O erotismo que se nota em cada figura... A tentação... Só podem ser franceses!
Brown atira: - Not at all! A serenidade dos rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade dos gestos! São de certeza britânicos!
José Sócrates não esconde um longo sorriso: - Estão todos enganados! Vejam: não têm roupa nem sapatos, não têm casa, apenas têm uma maçã para comer... não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso! Não tenham a menor dúvida: são de certeza absoluta Portugueses!
O post anterior do filipelamas desenvolve um raciocínio ... curioso (à falta de melhor palavra). Após uma primeira reacção de estupefacção, pareceu-me que a linha argumentativa nele espraiada pode ser aproveitada para outros domínios com resultados bem mais proveitosos. Ora, vejamos ... O ilustre treteiro abordava a séria temática da crise económica e financeira. E perscrutando causas e soluções, naturalmente convocou gente de estirpe elevada com as qualidades adequadas ao sensível problema em discussão: ministras e primeiras-damas de méritos inegáveis para as coisas da política e dos negócios. Ora, inquietando-me um problema mais prosaico, ainda que igualmente actual e com efeitos depressivos - o mau tempo que tem assolado o nosso país (ele é o frio, a chuva, o vento, o granizo) - perguntei-me se não podia ser usado o mesmo raciocínio. Ora, o primeiro passo era encontrar um país em que o tempo não se apresentasse tão invernal e ver depois o que é que nele existe e que pode estar em falta em Portugal. Eis que me acorre à mente o Brasile as imagens de Verão que de lá vêm. Num primeiro momento, poderíamos ser tentados a gizar, para tal, uma explicação que pusesse em destaque a sua localização no hemisfério sul. Demasiado linear ... Espicaçado o engenho à luz da metodologia adoptada por filipelamas, não podemos, no entanto, descartar as influências inegáveis que os astros produzem nessas coisas de meteorologia. E da astronómica constelação brasileira, eis que nos deparamos com algumas estrelas que por lá brilham
Rodrigo Santoro
Reinaldo Gianecchini Márcio Garcia
E se estes raios de sol não melhorarem o tempo meteorológico, mal não fazem ao psicológico ... ;-))))))))