segunda-feira, outubro 20, 2008

Blue Grotto

Gruta de luz ao fundo de um túnel que é entrada circular da palavra reflectida em estalactites.

Grutas de mar fundido no Sol em que a malta murmura canções de Verão recente.

Grutas azuis, alinhadas com cabelos loiros de fogaréu cintilante e força centrípeta.



domingo, outubro 19, 2008

Dicionário Alternativo - second call



In spite of the enormous lack of participation in this so highly cultural initiative, the Management persists in its noble task of educating the People in the as difficult as thrilling language of "Fornense". Being so, maintaining the challenge of "bargalaz",

By Appointment and with the necessary Authorization of Her Excellency, the Minister for Cultural Affairs of the High Kingdom of the Oven, Ms. Thumbelina, Duchess of St. Oven-in-the- Fields:


Alternative dictionary's new phrase: "coca-bichinhas" (in English, "coke-small-female-animals").

Orçamento Geral do Estado para 2009

Maurice Ravel


Pavane pour une infante défunte. A aclamada obra de Maurice Ravel (1875-1937) é símbolo da confluência entre o Impressionismo e o Expressionismo deste importante compositor francês, quanto a mim mal conhecido e só aqui e além referido pelo seu Bolero. Típico este fascínio pela cultura espanhola na França de finais do séc. XIX, inícios do séc. XX, é esta peça, escrita para dar corpo a uma forma de dança tão em voga nos salões europeus dos sécs. XVI e XVII (pavane, pavana).
Como as semanas são, também, à sua maneira, danças mais ou menos movimentadas, aqui fica esta melodia.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Early Night Post


Não havia, de facto, algemas a quebrar, nem grades a limar, nem um parafuso a desapertar. Tinham na mão as chaves das suas próprias vidas. Mas deixavam-na pender, inerte.
Muito mais fácil é partir grades de prisão do que abrir à vida as suas portas ocultas. O que as gerações mais novas só um tanto a contragosto reconhecem.

D. H. Lawrence, A Virgem e o Cigano, 2.ª ed., Lisboa: Assírio & Alvim, 2002, p. 41.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Do meu E-mail - Crise Financeira

A explicação da crise financeira, em 8 minutos, pelo satírico "Bremmer, Bird & Fortune" britânico.

domingo, outubro 12, 2008

Desejos Selvagens


Quem quiser emoções fortes, num filme que retrata a concretização plena do complexo de Édipo, então não pode perder “Desejos Selvagens”.

Somos levados a percorrer as várias fases de um amor (?) patológico entre uma mãe e um filho, que não se faz rogada em dormir também com o namorado do filho, filho este que teve uma fugaz relação com uma rapariga que, por sua vez, passou a viver com o pai (do filho complexado e doente…).

Confusos? E tudo isto baseado em factos verídicos: na chocante história do assassinato de Barbara Daly Baekeland, que ocorreu num apartamento londrino em Novembro de 1972, criando agitação em ambos os lados do Atlântico e permanecendo até hoje como uma das grandes tragédias americanas.

sábado, outubro 11, 2008

Inutilidade(s)


Tive sempre uma pequena bússola - para me levar aos pais, aos amigos, aos trabalhos de que gostava. E guiou-me para as auroras boreais dos livros e dos filmes. A imaginação é um barco. E se formos inúteis, de modo nenhum o fomos completamente. Nunca.

Dinis Machado, «O navegador solitário», in: Gráfico de Vendas com Orquídea, 2.ª ed., Lisboa: Cotovia, 1999, p. 114.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Jovem, junta-te ao grupo!


Se há grupo no qual todos nós temos orgulho, ele é, sem desprimor para os demais, o DireitoàCena, Grupo de Teatro da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Com elas e eles já vivemos enormes aventuras, desde aquela primeira representação de "O Processo", de Kafka, à última enorme Viagem pelo Mundo de Pessoa. Surge agora a oportunidade única de alunos e docentes da FDUP integrarem esta Família. Assim, pede-se aos e às caras novas com vontade de participar neste projecto, o favor de enviarem e-mail demonstrativo desse desejo para direitoacena@gmail.com ou dar um pulinho ao www.direitoacena.blogspot.com.

Burn after Reading

"Destruir depois de ler" dos irmãos Cohen.

"CIA Superior: What did we learn?
CIA Officer: Uh ...
CIA Superior: Not to do it again.
[pause]
CIA Superior: I don't know what the #$#% it is we *did*, but..."

domingo, outubro 05, 2008

Ser Professor

Sebastião Artur Cardoso da Gama (1924-1952)


Provavelmente já não serás publicado no dia que se convencionou ser "do professor", como se todos os dias não fossem de alunos e professores. Mas também nunca fui fã desta coisa dos "dias de". Sim, ainda tenho imenso gozo em ser professor. Apesar de tudo. E este "tudo" é, muitas vezes, imensa coisa e nada, tudo ao mesmo tempo. Transpor a porta de uma sala de aulas é um enorme desafio, embora o final seja sempre o mesmo: saio mais rico do que entrei. E não é, certamente, por aquilo (tão pouco!) que possa ensinar (tanto mais que existe uma diferença cada vez mais abissal entre o que ensino e o que se pratica "de Direito"...), mas pelo egoísmo bom de sair mais rico. Sorrisos, novas expressões, novas formas de estar e de pensar. Um mar de novidades. Quando deixar de ser assim (e estou seguro de que esse dia virá), estará na altura de procurar uma profissão, pois ser Professor (agora sim, com maiúscula!) é um turbilhão de emoções e sentimentos, não uma mera profissão.
Como não conheço forma mais bela de definir a atitude de ser Professor, peço licença a Sebastião da Gama (ele não se importaria) para fazer minhas as suas palavras e, acima de tudo, agradecer a quem é a razão de ser deste dia: os Alunos!

Janeiro 12

«O que eu quero principalmente é que vivam felizes».
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: «Conversa amena com os rapazes». E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
«Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos».
Não acabei sem lhes fazer notar que «a aula é nossa». Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.

Sebastião da Gama, Diário.


terça-feira, setembro 30, 2008

Never see you

@ The hottest State de Ethan Hawk.

Pastor





Um pastor tem sempre necessidade de um carneiro-guia - ou tem ele próprio ocasionalmente de o ser.

Friedrich Nietzsche, Máximas, Lisboa: Publicações Europa-América, 1996, p. 28.


Nietzsche, visto por Munch, 1906.

Cheirinho de férias... tão longe elas já vão...



Aqui fica um dos típicos autocarros de Malta, bem ao estilo anos 50-60, ainda "andadeiros", mas em regra pouco confortáveis. Agradável era o preço: trinta e qualquer coisa cêntimos! Na ilha de Gozo (2.ª maior ilha do arquipélago maltês), a cor dos autocarros era outra, mais para o azulado.
E reparem bem no "slogan" constante do dito! Se a Prevenção Rodoviária vê isto, pode ser que fique com ideias...

Dicionário alternativo


By Appointment and with the necessary Authorization of Her Excellency, the Minister for Cultural Affairs of the High Kingdom of the Oven, Ms. Thumbelina, Duchess of St. Oven-in-the- Fields:

Alternative dictionary's new word: "bargalaz".

quinta-feira, setembro 25, 2008

Porto de Vista Esclarecida (XXVIII)

O Duarte acertou mais uma vez! Parabéns!
E, como não sei nada significativo sobre o pormenor decorativo, nem sobre o imóvel em que se encontra, reproduzo as palavras do vencedor: "Este belo baixo relevo situa-se perto da Câmara Municipal do Porto, mais concretamente no cruzamento entre a rua de Ramalho Ortigão (que começa nos Aliados) e a rua do Almada. Esta frontaria encima a entrada de uma pequena papelaria/livraria da baixa que (...) se denomina «Nelita»"

Luzzi

Luzzi
(In Marsaxlokk)

terça-feira, setembro 23, 2008

Perguntas palermas (IV)


Se, parafraseando Montesquieu, a liberdade não consiste em fazer tudo o que se quer, mas aquilo que as leis permitem, porque é que a incontinência legislativa dos nossos dias não torna o Homem mais livre?

segunda-feira, setembro 22, 2008

Early Night Post (44)

Monet

The Road Not Taken
TWO roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Robert Frost (1874–1963). Mountain Interval. 1920

16:44 h

Enquanto pequena peça que separa o Verão do Inverno, o Outono é uma espécie de "ária".
O dito "chegou" hoje às 16:44 h. Confesso que nunca percebi como é possível prever que uma estação do ano simplesmente "chegue"... Como se deve fazer? "Sr. Outono, seja bem-vindo! Entre, entre, que está a chover! Ponha-se à vontade! Dê cá a gabardina e o chapéu de chuva que eu arrumo! Aceita um chá?".
Confesso que o Outono me apanhou a trabalhar. Espero que seja augúrio de um tempo de boas colheitas!

Porto de Vista (XXVIII)

domingo, setembro 21, 2008

Antes que o diabo saiba que morreste


Antes que o Diabo Saiba que Morreste ("Before the Devil Knows You're Dead")
Realização: Sidney Lumet
Interpretação: Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney
Género: Dra, Thr
EUA/GB, 2007, Cores, 117 min.

"Antes que o diabo saiba que morreste" é uma história simples, mas muito bem contada.
Tudo gravita em torno de um dramático momento que abala, numa pacata manhã de sábado, o equilíbrio (instável, como vamos percebendo depois) da família Hanson. Os acontecimentos que a ele conduzem e que a ele se sucedem são-nos relatados numa desordem cronológica que vamos arrumando, como peças de um puzzle intrincado.
O fatum, aqui, começa a ser escrito pelos irmãos Andy e Hank, membros da família Hanson. Um crime sem vítimas é o que se propõem cometer (um assalto à ourivesaria "do papá e da mamã", cujos prejuízos seriam cobertos pelo seguro). Mas a jogada que lhes parecia vencedora, termina com um resultado muito distante do idealizado. A história sai dos seu controlo e as primeiras vítimas acabam por ser os seus protagonistas e os familiares mais próximas. Um drama familiar, em suma.
Drama que já era vivido e que o assalto apenas veio tornar visível. E é o o jogo da descoberta dos limites do que cada um pode fazer em situações de desespero e o perscrutar das razões que motivam os actos de cada uma das personagens que tornam a narrativa tão interessante. Sobretudo as razões dos dois irmãos.
Percebemos, então, que Hank, o irmão mais novo, é uma criança grande, que voluntariosamente mas pouco racionalmente procura resolver os problemas que um casamento fracassado acrescenta a uma dia-a-dia cheio de dívidas e de alguns vícios inconfessáveis.
O outro, Andy, apesar de bem sucedido profissionalmente, vive o drama da permanente insatisfação. A fachada do sucesso esconde um grande vazio, emocional, desde logo, mas também, cada vez mais, monetário. No meio de perigosas dependências, procura recuperar o instante de felicidade vivido com a mulher, numas férias no Rio (de Janeiro). O seu todo é menos do que as partes que o compõem, queixa-se. Essas partes já não formam o todo que ele é ou aquele que ele queria ser. E o que não queria ser é precisamente o que é: a imagem do pai.
As duas horas do filme oferecem interpretações muito boas de Philip Seymour Hoffman, vencedor do óscar para melhor actor em Capote, de Etanh Hawk e de um experiente Albert Finney.
As últimas palavras são para a mestria do realizador. O veterano Sideny Lumet sabe contar a história. Doseia o suspense. Interrompe o fio cronológico com recuos e avanços imprevisíveis, com repetições de cenas vividas de perspectivas diferentes. Conta a história aos pedacinhos. E os pedacinhos, todos juntos, somam-se num todo que vai muito além do somatório de todos eles.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Antídoto para depressão de fim de domingo

Antídoto para a habitual depressão de pré-segunda-feira, também conhecida por depressão de fim-de-domingo: ver o Mamma Mia com a Meryl Streep (que grande actriz e que grande mulher para a idade que tem!), Pierce Brosnan e companhia! Não há verdadeiramente história, mas isso pouco importa tendo em conta a alegria transbordante e as cenas hilariantes de típicos gregos a fazerem de coro de estrelas de Hollywood! E olhem que eu não gosto de musicais! Ficamos com um travo de que a vida é mesmo uma festa e acreditem que esta segunda-feira até nem me parece início de semana!

Vai daí, aqui fica a original versão dos ABBA tão brilhantemente homenageados neste filme!


sexta-feira, setembro 12, 2008

Come with me

"Come with me" na voz de Nneka.

Nas Nuvens



Depois da interessante previsão do tempo de Antímeo de Azevedo, ficam as fotos de várias espécies nublosas que consegui captar da Red Bull Race do passado fim-de-semana. Iam-se os aviões, ficavam os cúmulos, os nimbos e os estratos ... :-)

quinta-feira, setembro 11, 2008

7 anos depois. Nunca serão demasiados anos depois.


O artista indiano Sudarshan Pattnaik escolheu a areia de uma praia em Puri, no sudeste da Índia, para erguer uma escultura de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

terça-feira, setembro 09, 2008

Genial!

Qual é a parte de que mais gostaram nestas pérolas do jornalismo luso?

segunda-feira, setembro 08, 2008

O tempo, por Antímeo de Azevedo


Previsão meteorológica para a semana que ora se inicia:

Gente (?) com asas e olheiras enormes sobrevoando o País em monomotores, planadores, avionetas e parafernálias voadoras, com vento moderado a forte por pingos de café e cerveja.