
Pôr-do-sol (I)
Saudades do Verão
Aviso: Este é o 6.º capítulo de uma novela da vida moderna escrita a 4 mãos, entre mim e o filipelamas.



Num autocarro em Lisboa assisti, in loco, a uma pérola da nossa língua.
Um casal muito simpático, aí dos seus 17-18 anos, comentava:
-Olha, nunca sei se se diz «eu caibo» ou «eu cabo».
-Sim, não é fácil. «Eu cabo» soa mal, mas também não existe o verbo «caiber»... - replicou ele com ar professoral.
A primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo «caber» agradece.
Faz hoje 54 anos. Ele é Vladimir Vladimirovitch Putin.



Aviso: Este é o 5.º episódio de uma novela da vida moderna escrita a quatro mãos entre mim e a rtp.

"Por Outro lado", na :2, Terça-feira, às 23h30, com Ana Sousa Dias é um oásis no panorama televisivo nacional. Ela sabe entrevistar. Lança as questões e deixa o entrevistado falar. Não o interrompe, mas também não o abandona. Acompanha o que é dito, deixando que o seja até ao final. E sabe ouvir. Só assim consegue retirar a seiva das respostas, fazendo nascer delas novas e oportunas questões. São deliciosas as suas conversas desfiadas.

ade Center consegue, quase sempre, um equilíbrio entre os vectores assinalados.
ente comprometido ou um mero documentário factual e, ao menos na aparência, imparcial e directo. Algures pelo meio ficou o World Trade Center.
Chamava-me a exposição "El lamento de los Muros" da fotógrafa argentina Paula Luttriger, patente no Centro Português de Fotografia até dia 24 de Setembro. Vinte e cinco fotografias que testemunham episódios dolorosos da história da ditadura militar do General Videla (1976-1983). Fiquei tocada com os pequenos relatos (das vítimas de tal regime) que acompanham as imagens e só eles lhes emprestam alguma expressividade.
to Vieira (2000-2001). Fiquei, no entanto, satisfeita por ver que se encontra em bom estado (destoa do panorama imediatamente adjacente e do da próxima Praça Carlos Alberto, em parte, tão degrada) e que se adequa às funções que desempenha: casa do Centro Português de Fotografia e do Arquivo de Fotografia do Porto.
O retomar da parceria entre José Peixoto e Maria João gerou o CD "Pele", inteiramente gravado na cidade do Porto. O trabalho editado em Abril deste ano percorre os caminhos, sempre estimulantes, da World Music.
AVISO: Este é o 3.º capítulo de uma novela da vida moderna escrita a quatro mãos entre mim e a rtp. A minha mora quase se convertia em incumprimento definitivo. Espero que ainda mantenham o interesse objcetivo (e subjectivo) nesta prestação e que façam um update lendo os outros dois episódios que constam já dos arquivos do T&L.
Realização: Andy Garcia


E o blog tinha que fazer a sua primeira incursão no futebol, depois da brilhante prestação da equipa do S.C.P. perante a equipa do Inter de Milão.
Os jovens leões (Nani, Miguel Veloso – que grande jogador! -, Yannick, Moutinho, ...) desorientaram as estrelas da grande equipa transalpina (Aquela entrada do Patrick Vieira foi muito feia!). E conseguiram traduzir a superioridade em campo em superioridade no marcador, com um grande golo do Caneira.
Esta metade do blog que tem coração de leoa regozija-se com o resultado e endereça votos de igual êxito para o FCP e, já agora, para o SLB!
Da acção ficcional de Fortaleza Digital, passei à realidade jornalística de "À Procura de Sana", última obra de Richard Zimler, autor que muito aprecio. Conheci-o através da história da família judia Zarco numa Lisboa quinhentista que assiste ao início da perseguição dos judeus na sequência do édito de D. Manuel I, em "O último cabalista de Lisboa". Acompanhei-o a ele e aos descendentes daquela família num Porto liberal de oitocentos, e numa América no dealbar da sua história independente e ainda dominada pela escravatura, em "Meia-noite ou O princípio do mundo". Reencontrei-o em "Goa ou o Guardião da Aurora" sobre o domínio português por terras do Oriente. Tudo romances históricos com uma forte vertente policial em que o suspense é um dos principais ingredientes.
Coliseu composto, ainda que com algumas clareiras. As luzes apagam-se. Em completa escuridão começa a ouvir-se "Universo ao meu redor". Por breves instantes, sob uma luz branca intensa, vislumbra-se Marisa a encimar uma cascata onde se encontram os nove músicos que a acompanham. Foi apenas um flash. Faz-se novamente breu e a música continua: "Graças a Deus um passarinho/ Vem me acompanhar/ cantando bem baixinho/ E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só/ Com o Universo ao meu redor".