quarta-feira, julho 05, 2006

A vida animal como ela é ou a singela homenagem a uma amiga sportinguista


«O lagarto de Kingy vive nas zonas pouco arborizadas da Austrália e do sul da Papua Nova Guiné.
Quando ameaçado, exibe uma ampla «gola» colorida à volta da cabeça a fim de parecer maior e assustar o inimigo.»
Alguma semelhança entre o dito animal e um(a) sportinguista terá sido mera coincidência…

Ser Português


Para não acusarem o T&L de falta de patriotismo!

Jet Pearls - I


Em dia de inauguração, o T&L presta um inestimável serviço à Cultura: as melhores citações das mais iluminadas mentes lusas!
"Estar vivo é o contrário de estar morto"
"Nasci a 4 do 4 de 44 às 4 da tarde. Com uma data de nascimento assim, só podia ser uma pessoa muito especial"
"Oh Nilton, gosto tanto de ver o teu programa - o K7 pirata!" (mais tarde, confessou que não sabia que K7 é a abreviatura para cassete)
"Tudo o que o Chateaux (José Castelo Branco) sabe fui eu que lho ensinei"

O povo é sereno! Tudo está calmo!


No «Futegal» nada de novo: o MNE sai com supostas dores lombares, após supostamente não ter vergado as ditas costas ao embaixador americano e tem já garantias de novo emprego em Setembro (Sócrates disse-lhe para o procurar por essa altura, após mais umas férias no Quénia). Amado reforça suposto eixo «gaimista» e Severiano deixa de ser o ex-ministro das Polícias para abraçar a pasta castrense, depois de um estudo em que as Polícias saem mal na fotografia...
Nada de novo sob o Sol! Não há como um mundial de futebol para arrumar a casa! O Durão também preparou o seu «El Dorado» aquando do Euro-2004. Afinal, «não há coincidências»...

Sugestão - Coliseu do Porto - 11/7, 21h30m


Orquestra Juvenil de Sydney

Programa:
Suite Tenente Kijé de Prokofiev

Concerto para Clarinete de Mozart

Sinfonia nº 5 de Chostakovitch

Clarinete, Nick Carey

Inteiro


Dia pleno!

O momento transcende os circunstantes.
Os olhares que se encontram,
Num afago perpétuo,
Compõem um hino triunfante a Orfeu.
Impõe-se-nos, desabrido, o instante em que as nossas Vidas,
Por um Acaso milimétrico se entrelaçaram.
As primeiras palavras. As primeiras carícias.
O conhecimento e a certeza
De não mais nos apartarmos!

Dia inteiro!

O orvalhar segreda-nos, ofegante:
«Rejubilai! Festejai!
Este é o ledo prelúdio de um Renascer!»
Medos? Tergiversações? Dificuldades?
A nenhum deles escaparemos
Nem ousamos escapar!
O Amor que em nós transborda,
Qual cordel dobrado em três,
É a seiva vivificante para as
Enfermidades do nosso caminhar!

Dia pleno!

Olho em volta.
Risos. Abraços. Lágrimas. Felicidade.
Não mais quero acordar deste
Etéreo Sonho
Que convosco partilho!
Se a realidade não é esta,
Deixai-me hoje ser Criança
E retornar ao quente ventre da Infância!

Dia pleno!
Todos os dias serão plenos!

Pedaços de chuva



Chuva miúda acomoda o céu em pedaços de tristeza
Que combinam em harmonia pungente com o que sinto.
Sinto… Que sentimento pleno é sentir!
Mesmo que doa, é preferível a não sentir.
Mesmo que a luz que devia brilhar nos olhos
Por estarmos vivos e por termos obrigação de ser felizes,
Seja apagada pela certeza de um amor
Que não se pode dançar
Por falta de par.
De um amor em potência,
De uma potência de amor
Que, por sê-lo,
Apenas do amador é conhecido.
Amador porque não profissional
Do Amor.
Porque embora supostamente tendo nascido
Provido de todas as qualidades inatas ao homem,
Teima em fechar o coração,
Em tolher o passo do sentimento.
Porque incapaz de amar.
Porque incapaz de sofrer.
Esquece, o desditoso, que amar e sofrer
São verbos que se conjugam de modo reflexo:
Um no outro; um com o outro.
Pobre dele que ainda não percebeu nada
Do que realmente importa!

Só(neto)


Rosto enrugado em pergaminho
Da miséria e ventura humanas.
Corpo manchado pelo caminho
Que tu, Enfermidade, ora ufanas!

De olhar perdido e encontrado
No suave torpor em que medes
O acre Destino amado;
A Paz que enfim pedes.

– Olha, filho, que água tão pura!
– É Agosto, avó…
(Se ao menos as palavras fossem cura…)

É a minha oportunidade de ser neto,
De retribuir em gesto
O esboço do teu projecto!

Saudade (ou o egoísmo da ausência)


Ao Tiago

Íntimo desejo de te ver crescer,
Recriar o espaço que a Aurora nos roubou,
Mergulhar na incompreensão do teu Ser,
Admirar o vínculo eterno que em nós ficou!
O oceano que nos separa… Respiro por ti, Irmão!