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sexta-feira, julho 08, 2011

oh thou

oh thou my heart is full of thee
my soul demands for whom
serving as master to be
in a slavery of zoom.
thy must he feel that heat
encompassing the beat
with angry swords
slashing anguishing floods.
raise my country in heights
those who make it not flourish
and allow them to sights
never in bitter so nourish.

F.L.

quinta-feira, julho 07, 2011

Groundzero

Iluminação súbita da alma,

serenidade perdida nos umbrais da infância,

espiga desfolhada em suave toada,

mão sobre mão bailando iluminada,

olhar tristonho em abundância

de mel dado, jamais recebido,

feridas no meio de palma

aberta, magoada e que te traz despido.

Sobe a um monte de Judá,

e livra-te do manto exaurido.

F.L.


quarta-feira, julho 06, 2011

Clôture

Clôture de vêtement en toi

habillé de façon gris et puissante

entraine une boisson en garde d’œil

et vient en train d’arriver à la rose

désespérée sans épines

et sans sang de saints

en pleine communion des dieux.

Où es-tu, mon Père ?

F.L.

Pueblo


Vincent van Gogh, A sesta, 1889/90, Musée d'Orsay, Paris.

Hay sonidos y rostros de campesinos

fatigados del labor inicuo,

de piel surcada por pigmentos de sol,

sin agua, sin un pedazo de pan,

durísimo que sea.

Se vislumbran mantos de gente

imberbe, desproporcionada, fea y sucia

de olor pestilente en el corazón de sueños

perfumados con la belleza de infancia.

Los sueños son gente y la gente,

de fea, casi se transforma en sinfonía

vibrante de notas de dolor matizada.

İ Mira! İ Adelante! İ Este es tu pueblo!

İ No vos avergoncéis de él!

İ Es él que se avergonzará de vosotros!

F.L.

domingo, julho 03, 2011

corridinho lisboeta

prazenteira sobe o rossio e contempla
as montras
olha os paparazzi de lado
não vá aparecer na primeira página
vai destruída mas de peles vestida
por fora
leva um sorriso postiço
que nem a melhor água francesa
tira
treinou-o tantos anos
acenos e multidões
mas vai despida
de emoções
ou melhor,
vai vestida de negrume carvão
quando se estatela no chão

F.L.

rasgado

o que eu daria por um pedaço de vida
só, rasgado, despedaçado e destemido
o que eu faria por uma nesga de sangue
desse que rejuvenesce as entranhas
e aquieta o espírito
quem eu degolaria pelo santo graal
da ilusão eterna
a que palcos subiria para te saber
mesmo que não te pudesse ter
a que profundezas desceria
somente para um vislumbre de
um odor que sendo carne
se materializa em espírito
e que sendo espírito da carne bebe

F.L.

sábado, julho 02, 2011

Peço-te uma cor



Wassily Kandinsky, Conjunto multicolor.

Dá-me um pouco de azul! Não te peço muito!

Apenas que me mires com o espelho do teu olhar.

Dá-me um tudo-nada de verde.

Sempre me interessei por entretecer cores misteriosas

com debruadas lantejoulas de vestidos em corpos subtis.

Dá-me um bocadinho de castanho! Do claro, acobreado.

Daquele matiz com que naturalmente o teu cabelo pintado foi.

Ouvi dizer que é a tonalidade mais sincera.

Uma cor pode ser sincera?

Ainda que os respectivos portadores nem sempre o sejam?

Dá-me algo de branco!

Da tua aura em geral.

Exalas tranquilidade

por cada poro delicado da tua pele de neve vestida.

Como anseio o branco… onde repousar após cada batalha

do acordar-deitar.

E… sim,

dá-me uma pincelada de negro,

apenas para o quadro real tornar.

Não que tenhamos de viver o e no negro, mas convém tê-lo ao pé.

Será como aqueles unguentos que perdem validade por falta de uso.

E lembrar-nos-á a felicidade que temos…

juntos!


F.L.

domingo, junho 26, 2011

The path



P.-A. Renoir, Le Moulin de la Galette, 1876, Musée d'Orsay, Paris.


Riding through the path of joy
laughing with you as if a toy
suddenly appeared on a river of trust,
giving you all one should and must.
Thrilling portions of unknown skies
disguised in tones of lively ties.
Dazzling marshmallows of pure love
in harmonies of carved cove
as an offer to the goddesses who turned me right
and allowed me to a naïf right
of being happy with all my sight!

F.L.

quarta-feira, junho 15, 2011

Balancete

Acordei com flocos de sol na almofada,

entre raios de esperança na mesa posta do

pequeno-almoço glutão.

Vesti-me a sonhar com algodão doce

envolvido em xaropes vermelhinhos

de romãs e framboesas.

Deitei-me ao mundo em nuvens

de leveza e jurei que o dia

seria um eloquente exercício de Felicidade.

Afinal foi mais ou menos

normal, o dia!

A Felicidade q.b. e

a noite está aí.

A normalidade de um dia

atrás de outro,

o desfiar do tempo em direcção

ao infinito (dizem… E quem diz ao certo?).

Mesmo que seja finito,

há uma casa para onde regressar,

um regaço à espera,

uma mão estendida em

santidade oferecida.

Afinal, foi um bom dia!


F.L.

domingo, maio 22, 2011

Monotony

Escuro manto de silêncio trazes em ti guardado.

Memórias vãs do passado contrapões ao teu destino.

Cordas mansas de violino enuncias na voz.

Pétalas de desgosto ponteiam flores murchas e secas,

dir-se-iam espinhos de calamidades caseiras.

Luz alba e desmaiada robustecida pelo

arco-íris de lágrimas vertidas em copos de

cristal gelado e inerte.

Levantas-te em direcção ao Nada,

vestes-te pensando no Tudo.

Lavas-te sem pensar (?), existindo apenas.

Sais de casa sem rumo, na direcção do poente.

Queres apanhar o dia já no seu fim,

ali mesmo perto do ocaso.

(Assim o tempo custa menos a passar

e a tua vida parece menos desinteressante.)

Regressa para casa!

Amanhã o ritual repete-se.

Tem esperança nisso…

F.L.

domingo, fevereiro 20, 2011

pain

to be alone in anguishing pain

makes one suffer mistily in vain

be not prepared to this undergo

be gentle with those you may know

and now that storm has stepped aside

do not forget who was beside


FL